Tudo o que se faz a nosso redor, nos afecta desde um simples "bom dia" até uma grave e grande conversa, se esta for necessária. Todos os actos consciente e mesmo inconsientes que tomamos têm uma grande influência no nosso projecto de vida, pois tornam-no diferente, com alterações, as quais, pensando que não, fomos nós que as criamos e que as pusemos em prática. Achamos que só nós sofremos com o que podemos fazer, ou com qualquer início/desenvolvimento de uma atitude que nos pode levar desde a solidão até ao completo desespero, passando pelos vários patamares de estabilidade. O ser humano é assim, estando correcto, ou incorrecto. Assim assim, é que nunca poderá estar. Estar acompanhado, por colegas, amigos e família, rende tudo nesta vida que temos, a qual nunca, mas nunca poderá ser alterada após o que fizemos. O que fizemos, está feito.
O futuro cabe-nos a nós pensar, como vai ser, mas nunca pô-lo em prática, porque numa praia, de um momento para o outro poderá vir um tsunami e matar-nos ou deixar-nos completamente sozinhos, desolados, assim, o futuro é incerto.
Mas é bom termos ambições e claro, na nossa fase de vida, uma grande compaixão com certas e bem determinadas pessoas, sendo elas de qualquer nível social e de qualquer etnia, não de raças diferentes, porque somos todos humanos. Os companheiros de alguns, os animaizinhos, que achavam tanta piada, quando eram crianças, arrumam-nos a um canto, deixando-os a morrer ali, sozinhos e completamente dependente de uma adulto formado.
Nós, os adolescentes em geral, e infelizmente, querem é droga, álcool, sexo, sexo e sexo. Não amor.
Tudo faz-nos dizer que há excepções, é claro, raras, mas possivelmente possíveis. Em que, nesses casos, nós tentamos fazer um jogo com a nossa vida. Pensamos nos amigos, na escola, nas nossas obrigações, nos nossos animaiszinhos, que se estivessem noutras mãos, poderiam estar a um canto.
O amadurecimento precoce, normal ou tardio, acaba sempre por ocorre, se não for aos 10, é aos 13, 14, 15, 16, 17, 18 ou mesmo aos 30 ou aos 40. É de lamentar que a maioria das pessoas já formadas, nos dêem o caminho errado, em vez do certo, pelo passar dos anos e pela pouca abertura pela mudança repentina dos tempos. Nunca mas nunca poderemos dizer que, nós, como possíveis pais da próxima geração que aí chega, seremos capazes de estar ao nível dos nossos rebentos, porque as mudanças ocorrem mais rápido do que o nosso avanço cerebral para as poder contemplar. Os novos prazeres, as novas formas de vida, os(as) novos(as) tudo...
Deixa-nos sempre a pensar em que poderíamos ser melhor, em que poderíamos ser pior.
O mundo gira, nós giramos com ele, e nunca mas nunca aquele maldito oceano, nos poderá levar com ele, caso estivessemos em terra bem firme, ou bem agarrados com força a uma litologia presente no extenso e possível areal que vimos ao longe. Cabe a todos, incluindo à própria pessoa ser capaz de nadar mais um pouco e chegar à costa. Porém, esse caminho por vezes ainda é mais difícil, quando a rocha a quem nos estamos agarrados com força cede ou mesmo é agarrada por outra pessoa com maior força do que nós. Aí, somos atirados para o meio do oceanos, desfalecidos, mortos e com pena, na nossa mente parada de não ter conseguido atravessar aquele estreito que faltava. E se, e se, e se, perguntarão. Cada pessoa tem uma mentalidade diferente e por isso, obviamente, pensará de modo diferente.