domingo, 31 de maio de 2009

A 2, não é difícil (Parte 27)

O segredo de Daniel permanecia bem escondido, porém não o quer revelar por agora a Adriana; Ao jantar, comenta com a irmã que a faculdade organizou uma visita de estudo a Londres, e ele tinha-se inscrito. Pediu ao mesmo tempo desculpa, pegando na mão dela, por não a levar, mas seria demasiado maçudo e desinteressante para ela.
O derradeiro dia da partida de Daniel chega e ele pare em direcção a Londres, deixando a irmã, em Portugal. Daniel, no avião, tenta manter-se isolado dos restantes, pensando na maiorida do tempo, na pessoa querida que havia deixado em solo português. Um dos seus colegas que já conhecia desde o Ensino Básico diz que seriam só uns dias que Daniel não iria estar com a irmã, no entanto, ela responde dizendo-lhe, a chorar, Jeremias, ela é a pessoa que me faz feliz, é com ela que estou há não sei quantos anos e além disso, é minha "irmã". Jeremias responde, com a tentativa de abraço masculino, posteriormente travada por Daniel, argumetando que queria estar sozinho.
Mal aterram em Heathrow e ele respira o ar londrino, pensa na irmã, e decide-lhe ligar da cabine telefónica mais próxima. Pude ouvir alguma da sua conversa, era bastante íntima: "Olá mana, se não me pudeste atender de momento é porque algo de importante estás a fazer. Desculpa mais uma vez e passa bem estes dias. Se tiveres saudades, pensa que estás acompanhada".
Adriana estava na faculdade, e quando chega a casa depara-se com uma mensagem no voice-mail do telefone. Após lê-la, sorri, mas não responde a Daniel.
Não sei que se passou durante o tempo que Daniel esteve fora, mas quando ele regressa parece outro, completamente diferente, como se algo se tivesse passado e o modificasse por inteiro.
Adriana, mal vê Daniel, abraça-o, faz festinhas, acarinha-o e agradece o telefonema que ele lhe fez no primeiro dia de viagem. Ele responde-lhe dizendo que ela não tem de agradecer, porque qualquer pessoa que se preze faria isso.
Daniel quer-se ir deitar. Estava demasiado cansado; o facto é que Adriana fica junto dele, parecendo que queria preparar o irmão para alguma má notícia.
A hora do jantar aproxima-se e ele vai preparar o jantar como é costume, naquele dia ia ser algo diferente: puré de batata encarnado. Ela adorou. Que se terá passado enquanto Daniel esteve fora, algo de realce?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

....

É estranho pensar que o fim pode estar tão perto. Fechemos então um ciclo e abramos outro já de seguida.! Tenta fazer isto tamém!

E sim, desta vez, PASSA-SE algo!

A 2, não é difícil (Parte 26)

É cíclico que sempre que algo de mau acontece, de seguida algo de bom vem repará-lo, mas depois, algo que nunca se pensou substitui o bom e o mau regressa. No entanto, se isto acontecer várias veres, mesmo quando o outro não sabe o que é, torna-me completamente derreante e estafante para aquele que matuta muitas vezes no mesmo assunto, no mesmo tema.
A noite havia sido demasiado tranquila para ambos, naquele sofá tão confortável, dormiram como anjinhos. Rotina que raramente é quebrada, acontece sempre, e Adriana tinha o pequeno-almoço feito e preparado. No entanto, apresentava mudanças... O leite com chocolate deu lugar ao leite de soja e o pão barrado com manteiga originou o pão com fiambre ou queijo. Daniel não admitiu que Adriana lhe perguntasse alguma coisa, comeram os dois, após ela ter falado num tom mais alto com Daniel acerca do martírio que ia ser para beber aquele leite de soja. Ele não ligou a anda do que ela disse. Saíram de casa e foram apanhar o barco a caminho de Lisboa. A surpresa foi quando Daniel apanhou o 732 e não acompanhou Adriana no metro. Um ligeiro e acolhedor roçar na cara e um segredar de "tem um bom dia de aulas, vêmo-nos logo" demonstraram que algo havia mudado. Estranho lá isso era, mas Daniel não disse nada a Adriana e ela ficou com a pulga atrás da orelha. Há última da hora, ela surpreende Daniel quando vai ter à paragem do autocarro com ele. Estranho é, por a faculdade dela não era servida por aquele autocarro, no entanto, Daniel pensou que andar um bocadinho não tinha problema. Adriana vê a paragem da faculdade de Farmácia a passar e Daniel não saiu. A paragem mais próxima para ela era a da cantina da Universidade, e quando o autocarro anuncia essa paragem ela pergunta-lhe, se Daniel sairia naquela paragem. Ele responde-lhe que não. Então ela pergunta-lhe se o médico mandou-lhe ir ao Hospital fazer algum exame a Daniel responde mais uma vez negativamente.
A pulga atrás da orelha continuava e Daniel quando chega ao término da linha, Hospital de St.ª Maria, dirige-se ao departamento e realiza tudo o que estava previsto.
Adriana, pelo outro lado, vai para as aulas, mas toma atenção ao telemóvel. Num dos intervalos recebe uma mensagem: "Olá mana. Vens almoçar comigo? Quero contar-te novidades!" Mais uma vez, estranho, achou Adriana, porque a faculdade de Daniel tem uma cantina própria.
Chega à hora do almoço e Daniel aparece de bata branca com uma mancha roxa no tecido. Em farmácia mexe-se com produtos químicos é normal, mas Daniel depressa demonstrou que algo de estranho se tinha passado. Algo que Adriana não se teria apercebido é que Daniel deixou claro numa das suas cartas anteriores o que ia acontecer e as mudanças que iam existir. Mais uma vez ela tinha-se esquecido do que era. Daniel não se desmanchou. Ele, sai da faculdade e chega mais cedo a casa. Tem o jantar ao lume quando chega, Adriana a casa.
Parecia cansada e completamente zangada com algum assunto...

domingo, 19 de abril de 2009

A 2, não é difícil (Parte 25)

Certamente que após aquela carta, Adriana corroeu-se por dentro, mais uma vez, no entanto, teve-se de fazer de forte para Daniel, não reparar que ela se tinha emocionado com a carta. A primeira coisa que ela decide fazer é pôr-lhe os phones, com uma suave música. Era um dos conselhos do médico, Daniel precisava de exercitar todos os músculos e Adriana, ajudou-o a exercitar o sentido auditivo. Porém, por volta da hora do jantar, Adriana decide ir para casa. Assim o fez, ela, quando chega, cansada e completamente enlagrimada. Pensa mais uma vez, que havia sido a culpada de tudo o que se está a passar a Daniel. Relembrou-se da conversa do médico:
"Boa Tarde, eu sou o Dr. Feijó, vou explicar-lhe tudo o que fizemos ao seu irmão. Ele, sofria de uma pressão cerebral bastante elevada, devido ao excesso de trabalho que tinha e para além disso demonstrou um quadro bastante elaborado de stress e início de uma depressão. Só algo bastante grave é que poderia ter feito o que fez. Sabe o que pode ter causado isto ao doente? Adriana respondeu afirmativamente que possivelmente devia ser a conjugação de todos os sintomas e desejos, saudades que ele tinha. Nós perdemos os nossos pais, numa viagem, vivemos os dois juntos há quase quatro anos e ultimamente eu tenho andado diferente. Ele deve-se ter achado culpado e aocnteceu-lhe isto. O médico respondeu que era muito provável que isso fosse a causa do que se tinha passado."
Adriana, passados quase quatro anos, decide olhar para o passado e ver as fotografias que tinha da família, do real irmão, e dos pais. Complementou toda a amargura com um bom copo de água, como era hábito. Após reviver todos os actos que se tinham passado, decide escrever um texto, onde demonstrou o tudo e o todo. Escreveu, linha a linha, todas as razões, todos os motivos, todos os contextos, para que depois os pudesse guardar para ela.
Passam-se 30 dias, chega o momento de Daniel regressar a casa. Estranhamente a casa encheu-se de gente. Adriana tinha convidado as pessoas que ele mais gostava, Adosinda, Madalena, José, José Pedro, Andreia, entre outros. Era de louvar aquela situação.
Engraçada foi a noite, depois de a festa terminar... Foi passada como nada tivesse acontecido, depois de Setembro. Daniel ensinou Adriana a cozinhar os pratos que ele fazia e nessa noite, foi ela que fez o jantar. Ele, ao saborear, reconheceu o paladar, de que à muito não comia. Após o fim do jantar, foram ver televisão, bem juntos como irmãos mesmo. O tal jogo que Adriana detestava jogar, foi jogado entre eles, na maioria da noite... Ficaram empatados no final. Daniel pediu a desforra. Mas acabaram de adormecer de mãos dadas, no sofá, tapados com a mantinha multicolor da mãe de Adriana.

A 2, não é difícil (Parte 24)

Tic tac, Estávamos em Novembro e ele decide ir ao médico. Teve demasiadas dores de cabeça, mas sempre as escondeu de Adriana. Apenas lhe dizia que estava tudo bem. Num tal dia, Daniel falta às aulas e vai às escondidas ao médico. Ao fazer o exame, é-lhe detectado algo grave. Não sabendo o que é, pede ao médico para ir a casa, para depois regressar ao hospital para o internamento. No entanto, o médico diz-lhe que Daniel vai ser internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e não aqui.
Daniel, ao saber disso, apressa-se em ir a casa, põe as roupas na mala e decide escrever algo para Adriana:
"Olá!
Eu sei que durante estes últimos dois meses nos temos afastado cada vez. É certo que ultimamente nos reaproximamos, porém escondi-te que vinha ao médico. Algo de grave se passa comigo, nem sei bem o que é! Fui internado em St.ª Maria, e não sei o que me vão fazer. Por favor, vem ter comigo, dá-me o teu carinho, porque eu em ele, não sou o mesmo a viver, não tenho aquela alegria, que tinha, continuo-me, por vezes, a sentir-me culpado de tudo o que passou.
Não tenho mais tempo para falar. O barco, o metro e o hospital esperam por mim. Infelizmente, não vou ter um dos meus sonhos realizados, mas sei que estou entregue em boas mãos.
Beijnhos Adriana, até ao dia que me fores visitar."
Assim, Daniel, o fez. Pediu na enfermaria de Neurologia, um quarto individual. Não esperava qualquer visita, Adriana era a única família que ele tinha.
Quando ela chega a casa, não vê Daniel, não ente o cheiro do bom jantar feito. Vai ao quarto e repara no bilhete que está em cima da mesa de cabeceira e lê-a. Após a atenta leitura, deixa-a no chão e não se apercebe que aquela carta é a realidade. Pensa assim, que a face brincadeira de Daniel podia ter querido dar um ar da sua graça.
A noite passa para ambos. Um, a soro, para outro, uma noite descansada na cama. De manhã, no dia seguinte, Adriana continuava a não ter o pequeno-almoço pronto, e percebe que aquela carta era real. Veste-se, num ápside, e põe-se no barco, a caminho de Lisboa. No momento em que chega ao hospital e à enfermaria correcta, a resposta que lhe é dada, quando pergunta por Daniel é que ele já havia sido levado para o bloco operatório. Ela apressa-se e tenta apanhar o elevador, junto à maca dele. Pensa, assim, durante as dez horas que passa à porta do bloco operatório, no que tinha feito, de bem e de mal ao Daniel. Após esse tempo, vê uma das tantas camas a saírem da sala de operações. Não o reconhece, mas ao perguntar se aquela pessoa era o Daniel e se era de Neurologia, ficou tudo esclarecido.
Chegam ao quarto dele e o médico apressa-se para informar a acompanhante do que se passou. Depois de Adriana ter ouvido tudo, martiriza-se pelo que Daniel está ali a passar naquela cama. Para ela, tinha sido a culpada de tudo. Ele, ainda com uma ligeira sedação, diz-lhe que ela não foi culpada de nada. Em seguida, abraça Daniel, demonstrando o carinho que lhe faltava, durante todos estes meses. Daniel, espantosamente, estende o braço para a mesa de cabeceira e pede a Adriana para ler a carta que ali estava. Após a leitura, Adriana deixa cair a carta e chora.... Parece que fica imobilizada...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quando?

Quando uma gota de água salgada cai, parece que o mar enche.
Quando corre água fortemente, parece que se encharca o planeta.
Quando nos sentimos mal e queremos que caia água fortemente, ficamos secos, chegando a sorver todo o mar que nos rodeia.
Quando resolvemos algo, o mar volta, a serenidade regressa e a dor é libertada.

terça-feira, 31 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 23)

O louvor da boa disposição que os integrava, era mesmo elevado. Foi elevado de forma a conseguir arrastar sofás, mesas, conseguiram um ápside, mudar toda a sala, a primeira alteração de lugar que tinham feito, após a morte dos pais de Adriana. O sorriso dela, poderia não ter a mesma firmeza, podia não ter o mesmo realce do que tinha há 3 anos, quando se conhecram ou mesmo quando puseram de parte todos os rancores, e não se falaram. No entanto, Daniel conseguia decifrar que aquele sorriso, era a chave de uma satisfação interior elevada, como a que ela tinha há muito tempo.
Após a (des)arrumação da sala de jantar, cada um foi-se deitar no seu quarto, conseguiram assim estabilizar toda a vida que tiveram e que ainda tinham. A irmandade que tanto havia passado por maus, como por bons momentos foi consagrada válida e verdadeira, mesmo que essa pudesse demonstrar altos e baixos.
Porém, Daniel continuava no seu espelho relfector, quando estava deitado, com dúvidas, que não tinha coragem de colocar a Adriana. Não as disse, guardou-as para dentro, deixando a cabeça a pensar mais e mais naquele assunto.
A noite passa-se, como sempre, ou melhor, na maioria das vezes, temos Daniel a tomar o pequeno-almoço, e a preparar o de Adriana. Ele não se esqueceu nunca do que haveria de preparar: um bom leite com cehocolate tépido, e uma torrada barrada com doce de marmelo ou com manteiga, daquela que ela gostava imenso. Nesse dia, ele, Daniel, decidiu preparar algo diferente, pôs-lhe, à frente, um copo de leite natural, sem chocolate, e uma torrada cortada ao meio com queijo no seu interior. Achou que Adriana iria detestar, no entanto, quando a vê a "devorar" a comida preparada, recorda-se e compara-a, com uma andorinha, quando chega a Primavera, época em que estas constroem os seus ninhos.
Daniel, com a sua rapidez habitual, vai para o barco, deixando Adriana sozinha em casa; Daniel pensa alto que a faculdade de Adriana está em greve.
Passa-se o dia, e Daniel no regresso apanha o autocarro 7, para recordar as vezes que ele fazia este trajecto, foi até ao Lavradio. Lembrou-se de tudo, completamente. Era de esperar, foi lá, que passou a maior parte da sua vida. Com tristeza, apanha o 14, e sai na paragem em frente a casa. Durante essa viagem, decidiu algo. Esse algo poderá ser triste, no entanto é firme. O facto de ele apanhar a mesma carreira que apanhava/apanhou 15 anos seguidos, fê-lo lembrar, daquele tecto branco, com letras pretas a dizer STOP, com luzes amarelas a piscar. Lembrou-se dos displays, uns tortos, outros ao contrário. O certo é que aquele autocarro já tinha quase 15 anos. Quando chega a casa e expõe a ideia a Adriana, ela simplesmente fica sem voz, sem mexer, e disse está bem...

quinta-feira, 26 de março de 2009

De manhã, de manhãzinha....

Serafim acorda, mal vê o telemóvel, repara que tem três mensagens novas, claro, os assuntos da escola chamavam-no. Decide antes de ir tratar de avaliações e pedidos feitos, sentar-se no sofá a ver televisão. Algo cómico, àquela hora da manhã, porém, algo estranho passa-se com ele. Os olhos castanhos dele, derramam lágrimas, cujas não consegue parar. Pensa que é algo inaceitável e sem razão, no entanto, eu encontro uma razão para este choro, Margarida. Era para ele, alguém especial que "lhe deu com os pés". Rapidamente, limpa as lágrimas e pensa que Margarida é que tem a culpa das coisas. Ele poderia ter errado, mas a reacção de Margarida piorou tudo.
Serafim só pensa em algo que, no meu ponto de vista, não é correcta. Ele pensa que Margarida é importante para ele e ele quer que tudo volte ao normal, no entanto, é tempo perdido, falar com o tempo antes de ele passar. Algo que se aprende nesta vida injusta e com insatisfação. Porém, não me ouve: quer falar seriamente com ela. Eu próprio não sei se resultará. No entanto, só Margarida poderá tirar este peso de cima de Serafim.
Nem eu próprio sei que mais dizer, acontece tanta coisa, com ignorância ao máximo...

quarta-feira, 25 de março de 2009

..... Dia 2.....

É inevitável deixar de escrever sobre aquele amigo que nos é chegado e especial. Por isso, dedico-lhe mais um texto, com opiniões, que repito que estas podem causar-me remorsos e problemas futuros, no entanto, temos de ser mais fortes do que isso. Assim, cá vai mais um excerto.
É certo que a vida não pára para ambos. Todos os dias, a mesma coisas, o mesmo acto ou é falhado ou então é esquecido. Nunca pode-se atribuir culpa a ninguém, ou melhor a Serafim se calhar, segundo a lógica e a razão é ele o culpado. Perco bastante tempo a olhar para eles e deslumbrar-me com as confusões que ele pode arranjar e as mesmas podem gerar conflitos inevitáveis que transmutam muito. Todas as razões foram e são explicadas, no entanto, e pelo que me apercebo dos desabafos dele, Serafim continua sem perceber o porquê disto. No fundo, ele está com remorsos de tudo o fez a Margarida, porém, interpola-se e eu também, frequentemente com a questão: "A radicalidade comanda a compaixão?" Algo que nem eu próprio consigo responder, algo, para mim inexplicável, porque é simplesmente algo que me confundem todos os neurónios e me atrofia todo o pensamento. Teria mais de um ou dois dias para pensar e depois grafar-lhe alguma resposta. Não o faço, mesmo assim, todos os comportamentos inevitáveis de Margarida, apenas assentam numa base lógica e compreensível, um pouco dualista, isto é, abrange duas vertentes: uma delas a saudade, e tudo o que se encontra subjacente; por outro, a rebeldia, a chatice e a necessidade de Serafim aprender.
Tudo isso, mesmo que ela não se interrogue ou então que saiba ou julgue, faz com que ele perca tempo, inevitável, quando perdemos, por quase completo, o carinho, a atenção, a querideza e muito mais de uma pessoa, que não por ser apenas, um assunto complexo, com pouca solução.
Tento sempre ajudá-lo, porque ele merece. Não seria justo, mostrar uma inevitável desatenção dele, porque a amizade é completamente importante em todos os níveis de vida e de crescimento do ser humano. De certa forma, acho que a minha colega, a qual volto a citar, por palavras semelhantes, se tu não tiveres de acordo, eu seria incapaz de realizar algo. Bom, é algo que é inevitável, porque não é inevitável. É um ciclo vicioso. Realizando a analogia entre a Matemática, pode-se dizer que a recta que os unia estaria horizontal ao mesmo nível ou com pouco inclinação; porém, agora apresenta-se bastante inclinada, com ela no plano positivo e ele no plano negativo (tudo isto por conversas e por gestos que me diz Serafim). Torna-se complicado analisar de certa forma, tudo isto, no entanto, tenho de o fazer, chegando a uma conclusão, a qual te transmito de forma clara e objectiva: Vocês eram uma coisa, tinham uma certa relação; Tu podes ter estragado, mas no fundo fundo, é sempre inevitável que se tenha sempre um pé de fora para ajudar todos. Responde-me a esta pergunta, caro amigo: "Achas, se deres tempo ao tempo, que a inclinação da recta diminui?" Eu próprio não sei. Terás de ser tu a responder.
Para finalizar, não sintas o tic tac do coração por alguém que não demonstra isso....

terça-feira, 24 de março de 2009

Um texto diferente, para uma pessoa diferente

Serafim e Margarida, um caso demasiado sério para comentar, escrever, analisar. No entanto, ele existe, e eu, como uma pessoa de fora, mas próximo, tento perceber ao máximo, o que se passa. É certo que a intromissão é má e eu posso arcar com consequências um pouco inevitáveis, no entanto, a amizade é um dos valores mais supremos, deixando assim, todas as consequências de lado. Pois bem, quando alguém viaja, num tempo longínquo, mas presente, parece que o outro parceiro, que não é parceiro nenhum esbate-se, entristece, sabendo que poderá acontecer algo de mal aquela pessoa querida que ele adora. No entanto, nunca poderá estar assim. Aquilo apenas o contraria, naquele momento. A seguir sentir-se-ia melhor, mas de seguida, e noutro momento próximo, na mesma hora, pior de novo. O remédio qual será? Bom, com vista, a ser um amigo bastante próximo, e ao ajudar o rapaz é sempre complicado dizer-lhe que se estiver sempre a pensar na mesma pessoa, é impossível, porque de certeza que ela terá mais coisas/pessoas na vida em que pensar. Ele não gira à volta dela. De certo modo, é impossível realizar esta acção, quando alguém ou algo é-nos bastante, não só para mim como para Serafim. Tendo por base, outra autora, minha colega, a qual admiro bastante, e transformando um pouco as analogias que a mesma pretende transmitir, a árvore, o Serafim, chave de conhecimento, cresce com o Sol, Margarida, a chave do ouro e do calor, no entanto, Margarida, raramente cresce com Serafim. Ela está perante o poder quase absoluto. Todas as caras estranhas ou não estranhas de ela, reflectem-se nele, bem como todos os seus comportamentos.
Serafim, segundo ele, trocado por outro alguém, continua sempre a magicar na sua existência, enquanto qualquer coisa que não sabe bem o quê para ela é.
Apoiando-me, mais uma vez, na tal colega admirada, tudo o que se havia passado entre S e M, não pode de modo algum terminar com uma simples confusão não confusa entre eles, infelizmente, o presente-passado, deles é o presente-passado de muitos dos quais, não assumem algo que sabem, ou enquanto que erram e que não se descorrem do que erraram.
Serafim comentou-me algo do género, "ela perdeu demasiado tempo comigo, sou alguém impensável, apesar de tê-la ainda, como uma importante pessoa para mim. Ela não me merece, deu fortemente sinais de isso". Nada mais errado, na minha óptica. De nenhuma forma se perdeu tempo, porque todas as pessoas importantes para nós, fazem com que nós sejamos importantes para elas, mesmo que não assumam. Se deres tempo ao tempo, verás que a tua chave de ouro, baixará e tu conseguirás tocar-lhe, com carinho de formar a tentar apagar os maus momentos que não desejam que estejam escritos e relembrados. Algo que apenas podem fazer mutuamente, nunca sozinhos.
Mais acrescentando, para finalizar, todas as reacções que existiram é impossível ser fruto de uma desaprendizagem, porque tal como eu, tu és um ser racional, com capacidade de passar obstáculos, de forma correcta.
Pensa nisto...

terça-feira, 17 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 22)

Aquela noite marcara os dois de forma "permanente", ambos aprenderam que por trás daquelas cara que ambos conheciam, existiam outras que estavam a revelar-se dia após dia. Daniel sentia-se cada vez mais longe de Adriana, no entanto estava tão perto de ela. O dia do baile havia chegado e Adriana convidou Daniel, no entanto este só foi por respeito à irmã, visto que achava que outras pessoas mereciam mais do que ele. Porém, ele tinha sido o escolhido. Não havia discussão, ele foi com Adriana, divertiram-se à brava, mesmo até ela rebentar. Daniel poderia estar cansado, no entanto, nunca o demonstrou.
Já em casa, derreados, cada um deita-se na sua cama e deixam qualquer esclarecimento/comentário para o dia seguinte. Assim o fizeram, na manhã seguinte, Adriana e Daniel falaram, falaram, falaram. Era sábado, um dia que também recordaram para sempre. Foram ao cinema, brincaram com as almofadas, conversaram. Daniel, termina a conversa com a frase: "Percebi que não vale a pensa ceder a interesses superiores, estou feliz assim contigo. É pena que a intemporalidade não exista."; Adriana após Daniel dizer isto, abraça-o como irmão, de forma a dizer, "obrigada, lês os meus pensamentos". Ele percebeu tudo o que ela quis dizer. Tinha experiência.
É tão fácil perceber uma pessoa quando se fala tranquilidade, percebe-se tudo.
Um fim-de-semana passa-se, Adriana desenha, desenha, desenha, e Daniel estuda, estuda, estuda. Um domingo parecido àqueles que tinham no ensino secundário. A intensidade do estudo era tanta que as olheiras de Daniel tinham regressado. É inédito. Ele não queria nada que elas voltassem. Ainda se lembrava daquela doce voz numa aula a dizer: "deves disfarçar.....". Daniel riu perdidamente, até que Adriana chega ao pé dele. Nesse momento, Daniel cala-se, voltando a estudar, silenciosamente. Ela diz-lhe para continuar a rir, porque, estava com saudades, do mau riso dele.
Ainda arranjam tempo para cantar umas músicas, tendo por base recordações e memórias virtuais. Era de louvar aquela boa disposição...

domingo, 15 de março de 2009

TPNA FNM

Enigmas, tal como gosto. É difícil, sentir, promonorizar tudo, todos os fatos, todos os achegos, todas as reacções, todas as"mancas", tudo tudo. Porque é que o ser humano fica dependente de alguém ou de algo, podendo assim comprometer a sua vida. Costuma-se dizer que com os erros, as pessoas aprendem. Neste caso, aconteceu o mesmo, no entanto, toda a alvorada que se levantou tardará bastante a regressar ao mesmo, ou mesmo nunca regressará ao mesmo patamar de estabilidade.
O tempo que passou foi pouco a nível geológico, como para ele, no entanto, a rapidez dos dias, todos os segundos contaram, o que demonstra um tempo bastante longo. Todas as chatices, todas as aprendizagens, todas as companhias, todas as saídas, deram para contabilizar toda a amizade que existia perante o mundo. O sorriso débil que me conseguiste criar, simplesmente foi divinal, foi na última semana de todo o "mundo" antigo, penso eu.
Algo como a simples e insignificante dobra de roupa, marcou-me de tal maneira que, consegui, a partir de aí dobrá-la, capazmente. Era algo que nunca tinhas dado conta, mas que aconteceu.
Chega do passado, o que interessa é o presente que já passado e o futuro que já é presente; todos tudo, ao contrário da infinitude das coisas bonitas, das substituições, da vida em si, da perda do débil sorriso, da perda de massa corporal; bastantes coisas, fizemos (utiliza-se a primeira pessoa do plural, porque não fui só eu que me "portei mal"), de modo invisível e outras visíveis de mais.
É-me mais uma vez impossível pensar no caso contrário, porque todas as reacções seriam diferentes, todas as conversas que deviam ter existido que não existiram. A culpa disto não é de ninguém, porque se as pessoas são diferentes têm comportamentos e atitudes diferentes.
Não vale, no presente-passado em que nos encontramos, escondermos as coisas, porque a fraqueza que era escondida, quando algo que a esconde cede, fica à vista de todas, deixando um ar de negridão à mostra, a tristeza desse acontecimento é cada vez mais forte à medida que o tempo passa. Numa esfera sentimental, ou melhor, para ser mais preciso, numa ampulheta mágica, todas as cores felizes, quando passam, naquele pedaço estreito, mudam de cor; Quando a areia volta a ter um tom feliz? Quando a pessoa que manda nela quiser. Todo o "espectáculo" que ocorre é fruto da insatisfação e da revolta que se tem interiormente.
Toda a tristeza que contenho deve-se a sentir-te longe, a no ser a menina acolhedora que se chateou com as minhas acções. I'm unhappy x(
Um "salpicado" de informações possíveis que tendem para o vazio é escrito, sem sentido algum.
O passado-passado, não pode ser mudado, mas o presente-futuro, fica nas nossas(tuas) mãos; o tempo não regressa atrás.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Um título indefinido para tudo o que aconteceu/acontece, será o mais correcto, nesta altura do campeonato. Qualquer mutação genética tem como base um único princípio, o da igualdade. Aí, ramificam-se, podendo exisitr ramos e ramos. Enquanto, os ramos não se encontram, por um olá! ou por um bom dia! ou por não se conhecerem, nao descobrem se são mutações genéticas. Poder-se-á dizer que mutação genética simples é sempre mais fiável, porque famílias diferentes podem dar rebentos genéticos: com características semelhantes, outras diferentes. Quando se encontram, a legria compremete-se a tratar do que falta, com todos os patamares de preenchimento limitado, visto que existe sempre, por cada um estabelece, um princípio ao nível do cérebro.
Todos os sorrisos, todos os sinais consientes de uma mutação genética verfalsa, acontecem, mesmo quando não se espera.
Afastando-se um pouco da genética, existe a amizade que, também se pode ligar à genética, como já referi anteriormente, no entanto, quando não se liga vivamente, tem-se aquelas pessoas: entre 5 e 10, num caso, em que temos aquele apresso especial. Parecendo que não conseguem dar sempre a mão, puxar-nos sempre de onde estamos, para níveis superiores. Sim, existe sempre uma grande cumplicidade a todo o nível entre eles.
Voltando à genética em si, e na sua relação produzida, num caso particular, tem-se a distância como factor dispensável, não só como horrível, mas também como algo que ninguém tenta gostar.
"Se perdesse a minha mutação genética, sentir-me-ia mal, é alguém que complementa todo o ser que existe. Alguém bom e compremetedor".
A amizade de novo, como caracterizá-la...?
Será válida? Porque razão existe amizade? Não bastaria existir um conhecimento básico ou então uma mutação genética mais aprofundada...? Além de justo, seria justo e completamente válido, não só a nível físico, mas também a nível psicológico.
Terminando com a salganhada de sentimentos físico-psicológicos que me irradia: "tristeza, satisfação, felicidade e nojo". Perguntarão, como é que possível um ser humano ser feliz e infeliz ao mesmo tempo. Se pensarmos em máscaras que temos e se tirarmos uma após outra, mas pusermos logo de seguida a mesma, temos essa diferença, essa possibilidade! Nojo de quê? As características pessoais não chegaram para complementar toda a verdade existente.
Será que valeu tudo...? Será que a "mutação genética" chegará apenas?
Perguntas que é-me impossível responder, com elas, tende-se sempre a concluir objectivos pessoais, os quais são completamente equívocos.
"A finitude é a tua característica"

domingo, 8 de março de 2009

Adeus...

A 2, não é difícil (Parte 21)

Parecendo que não aquela escolha mudou mais uma vez, toda a vida dos manos. Quando Adriana soube da obrigatoriedade das aulas de Educação Sexual na faculdade, fez todos os possíveis para não se inscrever, uma vez que, para além de não se sentir à vontade no assunto, acha que Daniel não era a pessoa mais indicada para dar as aulas. Daniel, quando chega a casa, estafado e completamente desejando o suave toque de Adriana, ouve o sermão que não estava a espera. A única coisa que disse foi que já tinha jantado e que ia-se deitar. Adriana responde-lhe, perguntando se já jantava na faculdade; coisa que era estranha acontecer. Ele preferia fazer o seu jantar.
Essa noite ficou aqui, Daniel na cama, numa sexta-feira, mais cedo do que o habitual e Adriana no sofá, com lágrimas sucessivas de tristeza e raiva misturada. Interpolava-se interiormente, como havia sido capaz de dizer aquilo tudo a Daniel. Ele que a tinha acompanhado, realizou alguns dos sonhos dela que não eram nada simples e fáceis de realizar. Daniel, na cama, não consegue descansar pela forma com que falou à irmã. Levanta-se e decide ir ver o correio. Contas, contas, contas e duas cartas diferentes: uma para Adriana e outra para Daniel.
A de Daniel, não tinha qualquer tema de especial pois era apenas a consolidação da matrícula na Faculdade de Farmácia de Lisboa. No entanto, a de Adriana era bastante comprometedora. A faculdade de Belas-Artes convida as alunas para o baile de início do ano lectivo, que se realizaria na sexta-feira seguinte. A AE da faculdade dela, tinha deixado um PS na carta, dizendo que os convidados teriam de ser do sexo oposto. Aí, Adriana pensa, repensa e volta a pensar em todos os tipos de pessoas que poderia convidar: José, Daniel, Marco, entre outros. Porém algo que Adriana sentia naquele dia, dizia para convidar Daniel, mas ela estava em dúvida. Daniel, nem ligou muito ao que Adriana ligou, visto que ele, sabia de certeza que não seria o convidado dela. Se fosse à uns meses ou anos, diz ele, seria mais fácil.
Tenho a impressão de que o título deixa de fazer sentido, a 2? Se na faculdade ninguém fica a dois. Ficam sempre em 10, 20 ou mesmo um grande número de pessoas.
Adriana ia-se deitar. Daniel fica triste e completamente derreado, quando vê a sua irmã a ir para quarto.
A razão desse choro era impossível ser descodificada. Agora é Daniel, que mais uma vez se relembra de tudo. Este tudo, ficou um pouco específico, deixando assim, na sua mente uma imagem de três pessoas a passear em plena cidade. É impossível, mesmo Daniel, não ter tido outra atitude, porque esta demonstrou respeito. Ainda pergunta nesta altura, como é que aquilo foi acontecer. No entanto, as perguntas desfazem-se na sua mente, através de um sopro, mulherengo e adolescente ainda. Era Adriana com almofadas. Queria mais uma guerra de almofadas. Algo que já não acontecia à muito. Porque é que ela mudou o seu comportamento repentinamente?

sábado, 7 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 20)

Adriana preocupada, faz todos os possíveis para saber o que Daniel tinha. Perderam os pais, Daniel tinha sido operado e agora isto? Adriana resmungou várias vezes e perguntava para o ar, o porquê de tudo. A tristeza que ela tinha a ver Daniel deitado, bastante branco, quase sem cor, ali, em sofrimento deixou-a completamente triste, sem forças, tinha-se apenas de dedicar a Daniel. Solta uma lágrima de cada olho e Daniel ao vê-lo, diz que não é preciso fazê-lo, porque de certo modo, com tudo de mal que tinha, chegou a sua hora. Faltava apenas o fechar dos olhos definitvo, já prometido à muito. Pensando que não Adriana, achapada Daniel, de modo a calá-lo, porque de certeza que Adriana não viveria bem sem ele.
O certo é que o conjunto das lágrimas na mãos, fez bem a Daniel, e este rapidamente voltou a ter tom de pele característico dele. Adriana em todos estes momentos fica afilita, pois pensa que vai perdê-lo, algo que se aocntecesse, como já foi referido, seria horrível.
A beleza de Adriana contrastava com a mostruosidade de Daniel. Ele nunca tinha sido alvo de nenhum piropo, apenas aqueles de brincadeira. Também nunca havia-se chateado com isso. Porém, e após 18 anos, 9 após aquele gosto mirabolante por uma colega do 5.º ano, e após várias decisões mal tomadas, chega à conclusão que o mundo para ele era algo inacessível, deixando tudo o que tinha para Adriana e para quem fosse viver com ela no futuro. Mas a morte ainda não tinha chegado para Daniel, apenas tinha sido um susto.
Pensando que não deixou a alma dele bastante transtornada, porque Daniel nunca tinha sido nenhum rapaz que gostasse de qualquer rapariga, nunca tinha sido capaz de ter nenhuma relação séria. Tinha apenas capacidade para ouvir, esclarecer e tratar dos outros, admitindo algumas vezes que já chegava. Mas nunca conseguia que existisse um fim. As pessoas eram bastante importantes para ele.
Tudo isto em pensamento, no entanto os castanhos-avelãs olhos, tinham apenas uma fixação: os olhos de Adriana. Estranho era, porque a cor era a mesma e ele já os tinha admirado e deslumbrado bastantes vezes. Penso que Daniel estava fora de si, estava sem alma. Parecia um corpo morto, a única diferença que tinha era estar quente.
Rapida e energeticamente, volta a si passando a perguntar a Adriana o que se estava ali a passar.
Algo que ele achava estranho, era ficar assim de um momento para o outro. Mas está bem neste momento e é isso o que interessa.
Uma noite se passa e Daniel, de manhã cedo recebe uma chamada do reitor da Universidade. Ele convocou Daniel para uma reunião urgente.
O motivo era desconhecido. A sorte é que naquele dia podia ir com Adriana até à faculdade dela, porque a faculdade de Belas-Arte tinha ligação com a reitoria. Dá o toque! Adriana teve de ir para as aulas.
Daniel dirige-se para o gabinete do reitor onde é confrontado com a proposta de leccionar a disciplina mistério. A todo o gás, passa uma circular pelas faculdades todas, com ordem suprema para anunciar que as aulas mistério iriam começar.
Algo anormal se passou para um aluno do primeiro ano de faculdade ser convidado para dar uma disciplina: Educação Sexual. Porque ele foi escolhido, alguém tão atado nisso, sem experiência e com uma casa para lidar?

sexta-feira, 6 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 19)

A resposta às perguntas não pode existir, porque perderia a graça, a ventura dos dois irmãos, agora na faculdade. No primeiro dia viram nos dois horários, duas semelhanças, têm Filosofia juntos e outra disciplina que não sabem qual é. Não era especificada no horário. Bom, os manos passaram a acordar às cinco da manhã, tomar o pequeno-almoço, apanhar o barco e o metro, tudo, tudo, perto de quarenta minutos, eles faziam questão de serem os primeiros a chegar à faculdade. As estações de metro poderiam ser diferentes, mas o contacto pelo telemóvel existia sempre até à entrada de ambos.
É giro ver como existe um casal de recém-adultos, com tantos hábitos iguais desde tão novos. Tudo o que acontecia entre eles fazia lembrar os pais, mais uma vez, haviam sido questionado sobre isso no acto da matrícula. O tempo tinha passado, mas a mágoa da perda dos pais continuava sempre.
O tempo do primeiro dia de aulas passou e chegou a hora da aula de Filosofia. Aí não se sentaram juntos, Adriana não quis. Daniel não insitiu, porque ela era livre. Ele não a podia prender com cordas.
Foram 90 minutos de aual ao contrário dos 120 das outras aulas. Parecia que já conheciam a docente que leccionava as aulas, claro, era a professora deles de Filosofia do Secundário. Aquela pessoa que era sapientíssima e tinha conhecimento actual de tudo e interessava não só pela área racional, mas sim também pela Física.
Eram sorrisos para lá, sorriros para eles, para os manos. Era a primeira vez que Daniel sorria tanto numa aula. Aquela máscara séria foi retirada com geito, mas com intencionalidade.
A aula tinha terminado e Daniel já não tinha mais aulas, porém Adriana ainda tinha mais 2. Daniel apanha o metro, o barco e chega a casa, sozinho, insípido, cor bastante esbranquiçada, parecia que algo tinha corrido mal.
Adriana nada fez, porque ele percebeu tudo o que ela tinha dito e escolhido. Quatro horas mais tarde, chega Adriana a casa, já com Daniel cheio de febre e deitado na cama. Adriana a reacção que teve foi de estar ao pé de Daniel para ver o que se passava. Desta vez, não era qualquer doença sentimental, mas era mesmo psicológica. Ele tinha metido na cabeça que ia ficar doente. O sorriso da aula de Filosofia foi transformado em lágrimas. Daniel tinha vomitado as torradas que tinha preparado antes de Adriana chegar. Ela não o sabia...

A 2, não é difícil (Parte 18)

A estada no Alentejo aconteceu durante o tempo planeado, enquanto isso a perna de Daniel, ia melhorando significativamente. Teve mesmo a certeza de que não iria atrasar por um ano o curso de Ciências Farmacêuticas. Ele, desde pequeno, que tinha aquele sonho e ia consegui-lo cumprir, não só para a sua vida, mas também para realizar, de certa forma, o desejo da avó materna.
Assim foi, quando regressou do Alentejo, não anulou nada, e deixou de andar de canadianas, estava francamente novo. Dois dos problemas que atormentava Daniel era, como seria o comportamento de Adriana, daqui para a frente e outro era a rotina entre eles. Esta última estava a dar cabo da relação mútua que tinham construído.
Não há problema, diz Daniel. E é verdade a rotina deve ser sempre quebrada a todo o custo, mesmo quando parece difícil quebrá-la. Sem mais nem menos, põem-se a guerrear um com o outro. Parecem umas crianças, a apertarem inocentemente o pescoço um ao outro, ela a tentar defender e a momentaneamente, ganhar a ele. Mais uma vez se prova que quem tem o par XX tem sempre, mais força do que quem tem XY.
A brincadeira durava a noite inteira, pode-se dizer que a última vez que brincaram deitaram-se, já de manhã, contra as rotinas que Daniel tinha desde criança.
Adriana desde que conheceu Daniel, mudou-o e ele mudou-a, completamente. Pode-se dizer que os manos mudaram de personalidade por se conhecerem melhor e perceberem que os defeitos de um eram as qualidades do outro e ajudaram-se mutuamente até ao dia de hoje.
Pareciam namorados, é certo, pareciam miúdos é certo, no entanto, os melhores amigos brincam como se fossem putos e comportam-se como fossem namorados, em algumas ocasiões. É normal, é retratado no século XXI e sê-lo-á, se continuar como está daqui a séculos.
Conseguiram assim, quebrar a rotina, quebrar toda a ânsia que existia entre todos os assuntos. Será que algo mudará com a entrada na faculdade? Será que os manos separar-se-ão? Será que Adriana dirá um Ai bem forte pela primeira vez? Será que Daniel fará algo que nunca fez na vida? Será que....

quarta-feira, 4 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 17)

Quando Daniel fechou os olhos, Adriana pensou que o tinha perdido para sempre, abrançando-o fortemente. Porém, já com Adriana com olheiras profundas, triste e desgastada, Daniel acorda, voltando a ser o Daniel que ela conhecia, sensível, querido e um exemplo nalgumas situações.
Aí saí um YESS da boca de Adriana, com umá lágrima ao canto do olho direito e com um sorriso bastante forte nos lábios.
Entra o médico e diz a Daniel que terá alta no dia seguinte, mas terá de andar dois meses de moletas; Adriana não se importa com isso, já tinha traçado as suas prioridades. Porém é surpreendida por Daniel, quando este diz que não vai esperar um ano para entrar na faculdade. Vai fazê-lo este ano, esteja como estiver, de moletas ou de cadeira de rodas, não importa. "O mundo é cruel, mas não há direito de sermos julgados por qualquer situação, sendo ela temporária ou definitiva!".
Com este lema, Adriana vai contente descansar para o sofá do quarto de Daniel, deixando-o descansado e na calma. No entanto, a contradição de calma, foi traduzida em trabalho para Daniel, apenas eram as pernas que estavam 'doentes', o resto está bom, ele podia trabalhar e preparar tudo.
Passado um dia Daniel saiu do hospital, deixando para trás, dois dias de completo sofrimento e de angústia. A proposta de Adriana foi ir ao Alentejo. De certeza que ele ia melhorar significativamente, o campo era uma das coisas mais adoradas por ele.
Daniel, parecendo uma crinaça, no banco de trás, a cantar, bem como Adriana, porém ela no banco da frente, a conduzir. Felizmente, não tiveram nenhum acidente. Chegaram ao destino, onde Adriana ajudou ao máximo Daniel. Tiveram de lá, no Alentejo, comer a excelente comida de Adriana e não a comidita de Daniel, apesar de também ser de boa qualidade. A confecção de doces foi o que mais ajudou na recuperação de Daniel, conjuntamente com a boa disposição.
Decidiram ficar uma semana na casa de campo de Adriana. Daniel resmungava, mas aquela voz doce da doce rapariga, ficava sempre bem. A única coisa que ali faltava eram chatices. Porém eles não queriam tê-las.

domingo, 1 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 16)

Aquele momento em que Daniel estava caído no chão, com uma hemorragia, significou muito para Adriana, e recordou que tudo o que havia passado com ele tinha sido excelente. Mas não havia tempo para pensar, Adriana tinha de continuar a fazer uma compressão directa para tentar estancar a hemorragia a Daniel. Ela fez tudo para estancá-la, porque ele era a sua única família.
Eis se não quando chega a equipa de socorro para levar Daniel na maca para o hospital. Adriana apenas pergunta qual é o hospital que o vai receber, não consegue perguntar mais nada. Continua com as suas lembranças, mas apenas as boas, deixando assim as más para trás.
Apanha de novo o metro até ao hospital. Mesmo perto de Daniel, sente-se longe dele. Vê-o a ser levado para o bloco operatório, onde surge uma complicação.
Daniel tinha perdido sangue a mais e não era encontrado em nenhum banco de recolha, o tipo de sangue dele. A salvação foi quando a enfermeira repara num cartão com características sanguíneas de uma rapariga, Adriana. Ela, rapidamente doou o sangue para Daniel. Ele foi salvo. De volta à enfermaria, a primeira pessoa que ele vê é Adriana, que lhe dá um beijo, um mero roçar nos lábios.
Estaria Daniel a sonhar? Eles não namorava, tinham encontrado a estabilidade sentimental, e agora ela deu-lhe um beijo. Daniel sorriu, porém tinha pela frente dois meses de recuperação. O seu sonho de ser farmacêutico foi assim adiado por um ano. No entanto, Daniel não queria que o sonho de Adriana fosse adiado e diz-lhe, ainda meio ensonado:
- Adriana, vai para a faculdade, eu fico bem sozinho.
A resposta de Adriana foi insípida e automática:
- Minha árvore, por ti, sou capaz de esperar o tempo necessário. Agora, és mais importante do que os estudos.
Com estas palavras Daniel fechou os olhos, deixando Adriana sozinha no mundo, por escassas horas.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 15)

A contagem decrescente para dia 26 continuava, fazendo com que os desejos dos dois irmãos se concretizassem. Foram assi a Lisboa, passar um excelente dia em três locais adorados por ambos: um aquário, um jardim zoológico e um oceanário. Tinham tanto para ver que decidiram em conjunto estar na capital até à noitinha. Aproveitar o máximo até dia 26 de Setembro era o lema deles. Arrumaram o almoço no estômago, que haviam trazido de casa, assistiram a espectáculos, actuações, das quais resultaram fotos para mais tarde recordar. Com tanta pressa de manhã, esqueceram-se dos telemóveis em casa. Após a viagem de regresso e após um longo dia de aventura e emoção chegam a casa, onde preparam um bom jantar. Depois deste caem os dois no sofá bastante cansados. Adoremeceram ali juntos e aconcehegados. A noite deixara a Lua até meio da manhã e quando acordaram ainda tiveram tempo de observá-la, até meio da manhã.
Estavam de tal modo felizes e encantados que decidiram aproveitar o dia em duas vertentes; de manhã fiacaram em casa e de tarde, já com carro, foram de novo a Lisboa, mas desta vez à zona de Carnide. Daniel disse a Adriana para deixar o carro estacionado bem longe da galeria comercial que existia nas imediações e depois seguiam de metro, porque era mais seguro. Assim o fizeram. O problema prendeu-se com a saída da estação de metro do Colégio Militar. Haviam sido os únicos a sair naquela estação, onde o metro parou, ao subirem para o nível acima, mas ainda no subterrâneo, uma quadrilha de ladrões assalta-os. Porém Daniel oferece resistência na tentativa de proteger a irmã, no entanto o ricochete da bala que um dos malfeitores lançou dirigiu-se para o corpo de Daniel. Entrou-lhe na perna direita. Rapidamente a quadrilha desapareceu deixando aqueles dois ali, Daniel cheio de sangue no chão e Adriana em estado de choque.
As duas únicas coisas que conseguiu fazer foi chamar o 112 e fazer a compressão manual directa na ferida que Daniel tinha.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 14)

Daniel e Adriana estavam a um passo de entrar na faculdade. Lambram-se assim do combinado, em Julho, antes das férias: tinham a partir de dia 26 um moviemtno pendular, isto é, todas as manhãs apanhavam o barco para a capital e à tarde regressavam à cidade onde moravam. Adriana, neste caso, tinha de sair do metro na estação da Cidade Universitária, enquanto que Daniel saia no Campo Grande. Ainda restavam alguns dias antes do início da nova vida. Assim, aproveitaram-nos ao para muito, desde sair até ficar em casa, a ver filmes, coisa que Adriana ensinou a Daniel, no 10.º an. Algo se passou para o sentimento dele estar comprometido: Daniel tinha parado com o seu pêndulo pessoal, naquele campo; Adriana ter-lhe-ia dado, na noite anterior, apenas com carinho e atenção, a chave para o gosto pendular existir. Porém, antes de tudo, Daniel lembrou-se que em Julho tinha aprendido que Adriana, nos tempos que correm, não seria boa namorada para ele, só porque não queria confundir sentimentos; seria a primeira namorada dele e a primeira relação séria para ela. Lembrar-se-ia, Daniel, mais tarde, de acções e de reacções que tinham ocorrido já há muito.
Daniel estava a escrever e ao proclamar uma frase bem conhecida, aparece-lhe, por trás, Adriana, agarrada aos seus ombros em roupão, no Verão. Daniel pergunta-lhe o que se estava a passar ali. Adriana ao responder dá a entender que apesar de não namorarem, podem ter uma relação íntima, deixando Daniel, abananado; no entanto, rapidamente, ele resiste e diz a Adriana para se ir compor e que não seria certo o que Adriana queria.
Assim aocnteceu, Adriana voltou a vestir o pijama que tinha ao jantar. Daniel diz a Adriana que tudo o que ela queria não são actos que são feitos de ânimo leve. Após estas palavras, Adriana desculpa-se e diz que foi um erro pensar que Daniel alinhava num plano destes.
Após uma boa noite de sono, Daniel, enquanto comia o pequeno-almoço, relaciona os acontecimentos da véspera como imprevistos da vida, cuja sua marcação nãoé visível na agenda pessoal (vital). Adriana perguntou se o acontecimento havia deixado marcas, e Daniel responde negativamente e acrescentou que poderia ter sido um descontrolo hormonal.
Adriana, após estas palavras, abraça-o com tanta firmeza, absolutivizando assim toda a relação forte e unida que lhes pertence. Mais uma vez, através daquele abraço, Daniel, percebe que os movimento pendulares pessoais dele terão de ser corrigidos autonomamente, permitindo assim uma maior abertura para ambos.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 13)

Após uma boa noite de sono, para recuperar da festa da noite anterior, Daniel reuniu-se de novo com Adriana. Tinham tido muitas destas conversas, destas ‘reuniões’ desde aqueles dias posteriores a 1 de Julho que muito tinham demonstrado sobre ambos. Os temas eram dos mais variados; tinham sido debatidos temas tão diversos como a sexualidade e a política mundial. Era uma boa maneira de manter o rumo daqueles dois ‘manos’, muito amigos, afastado de outras temáticas ainda mais controversas que o aborto (outro debate que também já tinha sido discutido); afastados de outros rumos de acção; afastados de mais erros e improbabilidades estatísticas. Desta vez, discutiram um assunto mais leve, falaram do passado, Daniel e Adriana falaram do 10º Ano. Embora seja um assunto pouco pesado, era complicado, pois roçava na problemática que tentavam evitar – estava relacionado com paixões, amores e desamores, mas estava, também, relacionado com uma amizade muito forte – o que se mantinha até aos dias de hoje e que iria continuar eternamente!
Lembraram-se das discussões, dos amuos, dos ciúmes académicos, do “triângulo maravilha” e de outras coisas… umas engraçadas, outras menos engraçadas; umas que doíam a um e outras que doíam a outro. Mas, de uma perspectiva geral, foi uma boa conversa, relativamente leve. E ambos tentaram não tocar em feridas do passado. No entanto, a pergunta que pairava na cabeça de ambos era semelhante: “Serão as feridas do passado, os ferimentos graves do Presente?”

A 2, não é difícil (Parte 12)

Sim, Danieol tinha de conseguir tirar a Adriana todos os medos dela. Parece estranho, impossível, mas os irmãos tÊm sepre uma componente que os ajuda nisso. Estavam na última semana de férias em Monte Gordo, e Daniel, sem Adriana saber, num dia apenas, consegue meter-lhe tanto medo, que no dia seguinte, o medo das alturas, por exemplo, deixou de existir. As mãos soadas de medo, deixaram de ser um facto, foi uma ficcção a partir de aí. O único medo de Adriana que Daniel se recusou a tirar, que nunca demonstrou intenção de o tirar, foi o do parto. Claro que, mesmo que não sejam irmãos de sangue, sem se sentir nada amoroso, não iriam ter práticas sexuais. Era demasiado criança se isso acontecesse. 2008/2009 e 2012 foram os anos que os marcaram imenso, desde o 0 no tira-teimas "cabeçal" dele até à relação mais estável no pensamento dela....
Já sem medos e sem segredos, regressam ao Barreiro, pela A2, um a cantar e o outro a tentar impedir o companheiro de "gloriar"! Para Adriana, aquela música era reles, completamente antiquada, e despropositada, mas ele cantava-a, vezes sem conta...
Chegada à terra natal de ambos, ja mais escuros do que o habitual, têm um convite para ambos, um jantar na escola, de antigos alunos, encontrariam todos os colegas que os aocmpanharam desde o 7.º para ela e desde o 5.º para ele. Assim foi, ela com o seu vestido vermelho, sapatito de salto alto e bem maquilhada e ele com o seu fato já comprado à alguns anos, com a sua camisa também vermelha e calças de bombazine, resultado uma irmandade vermelha, cor de sangue, mas bastante verde por dentro, uma esperança de vida daquelas tão alargadas.
Após o jantar, decidiram ir ao Bairro Alto, tudo isto no primeiro dia, após o regresso de férias. Foram com mais um rapaz, José, que sempre os acompanhou até à morte dos pais deles. Pode se dizer que Adriana bebeu aí pela primeira vez champanhe para comemorar a entrada na faculdade, e quando estavam de regresso a casa, a coitada, não se aguentava em pé...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 11)

A rotina habitual dos manitos é quebrada pelo início das férias. Primeiros 15 dias, Odeceixe, no seu carros escuro, Adriana conduz, segundo indicações de Daniel. Quando chegam à parai, onde Daniel tinha alugado de novo a casa que o acolhera anos se conta, aparecem os seus amigos, Carlota, André, Arthur, Rodrigo, Frederico, Ana Bárbara, Laura e António. Fazem uma festa ao verem Daniel, 3 anos sem Odeceixe teria sido, para eles, no minímo insuportável. Assim foi, depois de jantarem, os amigos reunem-se para a saída nocturna habitual, desde o miradouro de baixo baixo, até ao miradouro de cima cima, porém os horários de recolher para Daniel, sempre se mantiveram, aquela hora era sagrada. Após regressarem a casa, e apagarem a luz da entrada, reunem-se na sala, aqueles 2, sozinhos, longe de tudo, só uma observação, o hospital mais próximo ficava a 80 km, mas a alegria reinava naquela casa. Todos os comportamentos de irmandade... Apenas um quarto é ocupado agora, onde a janela, em madeira dá para a Rua Principal, em frente à antiga GNR. Aqueles dias haviam sido excelentes dias. Mas a partida para Monte Gordo, estaria marcada já há muito. Tinha de ser cumprida. Assim o foi, completamente à hora, chegou-se a Monte Gordo, a primeira vez para Daniel, naquelas águas quentes, ali é que Daniel utiliza as suas sandálias de plástico. Adriana fartou-se de rir, mas rapidamente habitou-se à ideia.
À noite, aqueles 2, decidiram ter a conversa que os esperva à muitos: esclarecimento final. Assim o foi, Adriana e Daniel puseram tudo em pratos limpos, nada de nada tinham mais a escpnder um do outro. Ela sabia de tudo dele e ele sabia de tudo dela....... Estranho, mas possível. O maior segredo dele havia sido dito, o qual derramou uma lágrima daqueles cristalinos olhos. Mas a vida não é um "mar de rosas" e temos de estar preparados para tudo. Quem diria que o menino que parecia ser assim esquesito tinha alvos diferentes dos outros, mas precoces. Deixaremos a vida correr e assim, teremos respostas, foram palavras de Daniel.
Adriana ficou de tal modo sensibilizada que foi-se deitar de imediato.
Mais uma noite havia passado em Monte Gordo onde aqueles dois, criaram rotina e hábitos naturais de adultos.
Na manhã seguinte Daniel pensa que falta uma coisita que tem de ser retirada a Adriana, e, apesar de ser difícil, tem de ser feito.

A 2, não é difícil (Parte 10)

Adriana ficou completamente preocupada, e durante a noite perguntou-se a si própria, o que se passaria com Daniel, porque este não ia ao Centro de Saúde, há bastante tempo: será dos membros, será da cabeça, o que será, interrogava-se permanentemente... Amanheceu e Daniel foi acompanhado por Adriana ao Centro de Saúde, então aí, desfizeram-se as dúvidas todas. Era apenas uma consulta de rotina, porém Daniel não queria ir sozinho. Gostava de estar com a sua irmã...
Aproveitando a presença no Centro, Daniel aconselhou Adriana, a irem a uma consulta de Planeamento Familiar, apesar de não serem namorados, ou casados, lá foram. No fundo, Daniel achou que Adriana saiu de lá mais elucidativa e mais aberta para conversas para daquele tipo, sobre a sexualidade, em geral! Ela sempre fora um pouco constrangida, quando Daniel falava do assunto. Pela confidencialidade da consulta, o que se passaria, dentro daquelas quatro paredes, brancas com risca azul, ficou guardado na mente deles, nunca divulgado nem mesmo em nenhum texto de Daniel.
Ao almoço, aqueles bifes de porco com arroz, batata frita e salada, foram acompanhado por uma conversa de cariz idêntica à daquelas quatro paredes... Sexualidade.
Adriana tocou no assunto da menstruação, das relações, dos métodos contraceptivos, tudo o que nunca tinha falado com Daniel anteriormente. Afastada a mente perversa, mas pouco trabalhosa de ambos, na idade da adolescência, o conhecimento de factos de cariz sexual, em ambos tornou-se naquele dia, desde perguntas daquelas de foro pessoal até à mais importante:
- És virgem? Perguntaram em simultâneo um ao outro, porém as respostas foram distintas: um respondeu afirmativamente e outro negativamente.
Combinaram, naquela noite, brincar com as almofadas, "cá vai guerra!",e não voltaram a falar de sexualidade, naquele dia.
Já cansados, deitam-se, aguardando um novo dia, com coisas diferentes para fazer, com factos a descobrir, com horários a cumprir.... No fundo, tudo de novo, mas tudo diferente

A 2, não é difícil (Parte 9)

A partir daquele dia, 2 de Julho, os irmãos foram e voltaram a ser amigos verdadeiros, não amigos namorados. Podiam estar com qualquer comportamento amoroso, utilizarem os dois a mesma casa-de-banho, estar despidos um em frente ao outro que já não havia qualquer problema, muitos anos já haviam passado. Daniel fala com Adriana e combinam comprar um quadro a meias, mas um quadro especial, um quadro com um desenho deles. Após vários contactos, quem os vem desenhar é Mariana, a rapariga que Daniel tinha visto no fórum meses antes.
O desenho foi feito e entregue, de imediato, era possível ver a boa disposição e a alegria de ambos naquele quadro, com a cabeça encostada no ombro do outro. Tão irmãos, como tanto amigos.
Decidem cozinhar juntos, pela primeira vez na visa conjunta, mas o "mete a mão por baixo, não era nessa velocidade, liga a televisão, deixa-me ouvir pára de cantar", foi bem saboreado e estava muito bom, aquele delicioso jantar, quente mas peculioso. Um jantar amicíssimo. A partir daquele dia, estabelecer-se-iam regras naquela casa, o trabalho era partilhado, faziam os dois o jantar, assim, tudo era mais rápido e mais eficiente; a confusão de sentimentos era apenas um sinal de união de amizade, mas não de repulsão. Os casacos deles, continuavam a ter electricidade electrostática, até mesmo quase 4 anos depois... Quem diria, só mesmo aqueles dois.
À noite, antes de se irem deitar, brincam, jogam, fazem tudo, para relembrar o 10.º ano, com aqueles jogos de murros não dados, aqueles pisamentos malandros, tudo o que era típico de crianças crescidas. Mas antes de se irem deitar, Daniel pede a Adriana para, no dia seguinte, o acompanhar ao Centro de Saúde...

A 2, não é difícil (Parte 8)

A primeira noite a descansarem juntos daria para reafirmar a relação, ou então terminar com tudo, porque várias e fundamentadas razões: serem "irmãos" e não namorados, confusão de sentimentos, não querem e a atitude de ontem, assim teria sido um impulso, somente. Adriana dormia como um pedregulho, uma das suas características, no entanto Daniel permanecia acordado, a pensar e a matutar no assunto, namorados? Como é possível??... Namorados, namorados, namorados...?!
A manhã nasce e quando Adriana se levanta e senta-se, já arranjada para sair com Daniel, ele diz-lhe que o beijo e o sim da noite anterior foi uma precipitação. Adriana já esperava uma dessas respostas, mas nem ficou triste, nem chateada, porque continuariam sempre irmãos, amigos, confidentes, companheiros de casa.
Saíram na qualidade de amigos, juntos mas separados; O insuportável Daniel voltou, com os autocarros para aqui, olha aquele vai par ali, mas não devia ir, resultado, Adriana noutro que lhe tinha feito bem. No seu sub-consiente, Adriana, dá um sorriso, não expressável ao público. De volta a casa, Daniel passa a ter um comportamento diferente, tal como o que tinha antes da morte dos pais, alegre, sorridente, mais simpático, e mais humano.
A restante parte da tarde foi passada em casa a verem um DVD que fizeram juntos na escola, há 2 anos. Riam perdidamente, quando os outros colegas imitavam comer pipocas quando eles se chateavam, até com isso estragaram uma máquina de calcular.
Daniel e Adriana não teriam sido felizes como namorados, pelo menos naquela altura, porém abaixo desse sentimentos, ficará sempre em ambos, qualquer coisa, que de um momento para o outro poderá derreter e voltar a demonstrar ao outro, o amor puro.
Agora tinham de pensar nas férias, só nas férias...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 7)

Pensar que algo se haveria de passar entre aqueles dois, era demasiado estranho, porque tão iguais, mas tão diferentes. O efectivo roçar labial aconteceu, eis se não quando, a cara dela centra-se fixamente na cara de Daniel, aconteceria um possível beijo que iria, este sim, mudar e revolucionar a vida dos dois. Daniel afasta a cara de Adriana, não fazendo mais nada, simplesmente a afasta: para as pessoas mais dispertas, apenas quis dizer que hoje não, mas amanhã possivelmente. Repentinamente, sai de casa e vai dar mais um passeio ao centro comercial, onde lhe compra, basicamente, uma lembrança pelo tempo. Aí conhece Mariana, visto que tinha deixado cair o dossier que lhe tinha sido facultado, para a inscrição no Ensino Superior. Mariana, continua a percorrer o largo corredor do fórum e Daniel faz o mesmo, na direcção contrária. Era, para Daniel, impensável, ter outra rapariga com quem gostar, mostrar carinho especialmente, etc.
Apenas Adriana, apenas Adriana, apenas Adriana.
São passados seis meses e os exames nacionais são realizados, onde conseguem passar o dois com grande distinção. Aí separar-se-iam, ele para saúde e ela para arte, no entanto uma rua abaixo, uma rua acima, não faria muita diferença. Ele, em vez de apanhar o metro, na Cidade Universitária, apanhá-lo-ia no Campo Grande, depois de passar pela faculdade de bonina Adriana. Mas as férias de Verão aproximavam-se e ambos com carta, decidiram passar 1 mês de férias, 15 dias no Sudoeste Alentejano e 15 dias no Algarve. Restavam-lhes um mês para poder estar e descontrair e ter algum avanço amoroso, caso existisse.
No meio de uma noite, calorenta e bastante insuportável, decidem fezer directa, ficar a jogar na consola, a comer, enchram-se de tudo o que poderia fazer mal à saúde e outros sistemas internos. Uma noite adolescentícia. Por fim, Daniel nãoa guenta mais a espera, e solta um beijo bem calorífico e bem sedutor para Adriana. Ela ao recebê-lo, transforma-o num pedido e responde a Daniel com o mesmo, mas depois do prolongado beijo, um sim solta-se daquela boca sorridente e modesta.
Iniciou-se ali, naquele momento, 1 de Julho, um namoro que estava comprometido há imenso tempo...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 6)

Daniel, após o início do jantar, fala com Adriana, e esclarece tudo: ele apenas conseguia olhar para ela como uma irmã, porém caso ela o amasse seria um caso a pensar, mas naquele dia, àquela hora era impossível. Nada tinha mudado para ambos. Já tinham aprendido a vier com o eu gosto de ti, ou com, desculpa mas eu não gosto de ti da mesma forma. Adriana ofereceu-se para lavar a loiça, e assim, Daniel foi escrever. Escreveu, escreveu,escreveu, donde se destacou:
"O amor é algo que não se cheira, apalpa ou que se peça. Sofremos com ele e temos de aprender a lidar com ele, ou então contornar todos os problemas que possam vir a existir".
Daniel tentava sempre seguir esta regra, no entanto, o que sentia por Adriana, embora não o dissesse directamente, era amor puro, aquele que consegue quebrar rotinas, aquele que rege a vida dele e tudo o que o rodeia.
Adriana já se tinha apercebido de que Daniel a amava e também, não o admitia, mas também tinha algo estranho, inexplicável e incoerente. Algo que poderia mudar por completo a vida daqueles dois. Não teve coragem, mais uma vez, de o assumir perante Daniel.
Ele fez contas às herenças que tinham direito e tinham dinheiro sufiente para remodelar a casa onde moravam. Adriana não concordava e no fundo, Daniel, também não queria, porque se um dia, ela casasse e constituisse família, ela continuasse com a casa e Daniel saísse. Óbivo que não iria ficar na casa de Adriana, a sua "irmã", com ela casada. Mas o futuro é longíquo e o presente era passado.
Adriana deitou-se antes do habitual e Daniel, nesse dia, fora dormir para o quarto dos pais de Adriana. Mais uma noite é passada, e na manhã seguinte, dia de aulas, parece que tudo regressa como há 3 anos, Daniel e a sua fruta e Adriana com o seu bolito e com o seu leite com chocolate.
Após o tempo de aulas e ambos terem regressado a casa, Daniel põe-se a ver o filme: "MCA - Último 2". Adriana junta-se a ele e quando vê lágrimas a sair daqueles olhos castanho-avelãs que tanto admira, vai buscar um lenço para secá-las, mas num instante, roçam os lábios dos dois, sem intenção aparente.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 5)

Tendo como base a frase: "Está bem, mana", Ariana magica o possível e imaginário da razão pela qual Daniel apenas lhe disse aquilo e não começou a falar de toda a história que haviam tido desde aquele dia. A noite se passa e como sempre, Adriana é a última a acordar, ainda cnasada da véspera, senta-se à mesa, e e bebe o seu leite com chocolate completamente quente, em frente a Daniel, mas ela mal se senta, ele levanta-se repentinamente e sai e casa para a escola. Nem um bom dia diz à companheira de 3 anos que sempre o aturou. Era dia de greve, Daniel, encaminha apra a escola, enquanto que Adriana fica em casa, em pijama. Uma hora mais tarde, Daniel regressa e encontra a irmã, na casa de banho, triste, porque a entrar em casa, podia-se ouvir os choros. Repetinamente, podendo entrar na casa-de-banho, uma vez que não estava trancada a porta, entra, porque estava com a bexiga quase a "rebentar". Ao vê-la de cabeça baixa, com um corte na perna e uma faca ao lado, rapidamente executa uma compressão manual directa, para conseguir estancar a hemorragia. Qual seria o motivo daquilo? Hormonas, pena? Não se atreve a perguntar, e põe-se na cozinha a tratar do almoço. Põe a massa na máquina e tempo depois tem o pão feito. Chama a irmã e ela ao sentar-se, puxa a conversa do jantar da véspera. Daniel abriu toda a sua mentalidade e coração e de um momento par ao outro, diz-lhe que nunca poderá culpar por uma coisa que se sente e nao se faz, porque se quer. Adriana ja não se lembrava da última vez que Daniel ter-lhe-ia dito aquilo, e acrescentou que, um dia se sentir o que Daniel sentiu por ela, dir-lhe-á. Até lá será sempre assim, amigos não, irmãos.
Daniel agradeceu a justificação, a qual para ele sempre teria sido aquela bastante óbvia, mas não tocou mais no assunto. Adriana, ficou mais uma vez em casa, enquanto que Daniel sai de casa e vai ao shopping. Num instante, Adriana veste-se e quando vê Daniel, ao longe, pula para a suas costas, tentando ficar às suas cavalitas, o que consegue!
Daniel, sorri, fazendo umas cócegas ali e acolá, até decidirem voltarem a casa. Adriana conseguiu pôr Daniel a sorrir, como conseguirá à 4 anos.
Ao chegarem a casa, Daniel admite que ama a irmã e, esta, por sua vez, admite que também ama o irmão, mas não sabe como aquilo poderá ter acontecido de um momento para o outro e terá de pensar, o porquê daquela decisão, ou mesmo, se conseguirá namorar com o seu "irmão"! De sangue não era, era a única diferença que existe entre eles, o restanto comportamento era como se fossem verdadeiramente irmaãos. O tempo ao passar, Daniel mantém-se na cozida e Adriana, digita mensagens no computador, com as suas colegas e amigas. Elas não se pornunciam, porque três anos com uma pessoa, 24 sob 24 horas, já daria para um conhecimento mais profundo da pessoa.
Adriana decidiu arrastar a decisão por meses ou mesmo por um ano. Daniel nunca mais tocou naquele assunto, porém os comportamentos de ambos, durante essa tarde, deixou muito a desejar, nada de namoro, nada de isso, apenas e simplesmente ficarem juntos, a tarde inteira, calados, até à hora do início da cozedura do jantar.

A 2, não é difícil (Parte 4)

Adriana lembrara-se que não se havia lembrado dos bilhetes que tinha comprado na véspera do seu aniversário, porém, passou e ficou com o seu irmão, em casa, nesse dia. Mais uma vez o telefone de casa toca, era a directora de turma. Perguntou pelos 2, e Daniel respondeu que não poderam ir À escola, devido a problemas pessoais. Assim foi, após o corte da chamada telefónica, este volta a tocar, era a sorevivente da família da Adriana, uma tia. Daniel atendeu o telefone e perguntou quem era, afinal, aquele telfone só tocava quando era a escola que ligava, de resto era apenas o telemóvel. Mas soube que era a tia de Adriana, Daniel desligou o telefone na cara da senhora e tirou o fio de ligação ao telefone. Ficaram incontactáveis. Adriana senta-se à mesa com Daniel para jantarem, era um dos pratos favoritos de Daniel, lasanha. Adriana não aguenta mais ver o Daniel assim e pergunta-lhe, o que tinha feito para ele estar assim. Daniel responde que não se tinha passado, apenas naquele dia se relembrava de tudo o que passaram, desde a primeira vez que se viram; falou no "The man who can't be moved" que marcava cerca de um período, falaram no "Adivinha quanto eu gosto de ti", que os tinha marcado desse dia até hoje, sempre com uns altos e baixos, normais de quem é completamente dependente do irmão ou da irmã.
Adriana, pela vigésima vez pede desculpa por nunca o ter amado como ele a amou, mas eu não sentia o que sentias por mim. Daniel retirara-se nem uma única palavra dita. Apenas ouviu o que a irmã tinha para lhe dizer e meteu-se no quarto, com ar de triste, não de zangado, porque percebeu tal e qual, cada sílaba que saia daquela boca maravilhosa com quem estivera a falar, porém não quis comentar. Adriana insistiu para que Daniel dissesse algo e conseguiu arrancar um único par de frases:
- Está bem, mana.
- Eu compreendo. E percebo o porquê das "tampas", disse Daniel.
Adriana percebeu que ele ficara sempre cm uma réstia de amor por ela, mesmo que não o assumisse, desde Setembro de há três anos que era assim.
Assim foi, mais um dia se passou, sem qualquer preocupação adicional, apenas com a frase:
"- Está bem , mana.", que deixou Adriana completamente desorientada e com pena do pobre Daniel, mas ninguém tinha a culpa.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 3)

Mais uma noite se passa e mais uma vez Daniel não dorme nada. Nesta altura, não é por causa dos pais, nem porque deixou alguma coisa por arrumar, era por uma coisa qualquer coisa quel ele sentia dentro de si, algo de errado, ele pensa que não deverá continuar a estar com Adriana, a sua "irmã" desde aquele fatídico dia. Assim o fez, vai para a sala, põe-se em frente do computadorm escreve uma lembrança para Adriana:

"Muitos dos momentos que me proporcionaste, desde aquele maléfico e terrível dia, foram graças a ti. Aquele jantar foi a "prenda" pela gratidão que tens tido comigo. Porém, o tempo passa, e eu, ainda menor, e depois de tudo o que passamos, vou para um lar de solidariedade. Poderás querer ficar com mais espaço para ti, ou então começar a ter algo mais sério com alguém e não estares à vontade, comigo presente.
Obrigado manita, Daniel Augusto."


Assim foi, Daniel, ainda escuro, abandonara a casa que o acolheu durante 3 anos, em direcção ao lar que se encontra duas ruas em frente. Adriana ao acordar, estranha não ter uma recepção tão vistosa do seu irmãozito, era o seu dia de anos. Quando vê a mensgem deixada por Daniel, veste-se a correr e vai ao lar onde tinha entrado Daniel à cerca de uma hora.


- Daniel, não te lembras?
- Não Adriana, vai-te embora, constrói uma vida, sem me teres a teu cargo!, diz Daniel
- Eu hoje faço 18 anos, posso-te ter lá em casa, fica legal Daniel.


Daniel pensou e relembrou-se que aquele dia, era o aniversário de Adriana, porém, aquela ideia de alguém a querer ter uma relação mais séria com Adriana atormenta-o. No entanto, aceita as desculpas, sem motivo, de Adriana e volta para casa.

A 2, não é difícil (Parte 2)

A hora do Jantar aproxima-se e os dois irmãos, despertam. A campainha soa. Era a surpresa mais aguardada por ela. Não sonhava que o mano mais novoa tivesse conseguido. Era uma celebridade com celeridade máxima, aquela cantora de que ela tanto gostava, a jantar, com eles, ali na sala de jantar. A tal cantora pergunta-lhes pelos donos da casa, e os jovens ficam completamente tristes, soltando pela parte dele, um rio de lágrimas e dela, dois ou mais, não só pela falta que faziam, mas também por estar feliz de estar à mesa com aquela pessoa. O jantar avança e Daniel, pede licensa e ausenta-se da mesa. Ficaram apenas Natacha e Adriana à mesa. Sozinhas, com tanto que Adriana queria saber sobre Natacha, começa-lhe por fazer uma pergunta e outra e outra e outra.
De repente o telefone toca, era da escola. Lembrar-se-iam que naquele dia, exactamente, à 3 anos, morreram os progenitores e um irmão daqueles dois jovens. Toda a restante família teria sido esquecida, porque no tempo que precisavam deles, a ajuda não chegou. Raramente recebiam uma carta de uma tia, de um primo, entre outros.
Na sala, se centrava a grande emoção, um dos sonhos de Adriana tinha sido concretizado, nquele dia tão horrível. Daniel, deita-se, ele nunca foi o mesmo, após a morte da mãe, tornou-se muito mais independte e agora reflecte muito mais foque relfectia, à anos. Sem querer descobre, debaixo da cama de Adriana, uma caixa cheia de água. Ele pensa, logo e automaticamente, que são todas as memórias que ela tinha da mãe. Deixando isso prepara tudo pa o dia seguinte, abre a cama da irmã, e fica ali a descansar, deixando os livros de Química, no chão.
O jantar acaba e Adriana vai ter com Daniel, agadece-lhe profundamente o que fez e o que tem feito por ela. Daniel diz que só o faz, porque Adriana, precisava de alguém com quem falar, para não se lembrar do que não devia. Um dos sonhos que Adriana tinha foi concretizado...

A 2, não é difícil (Parte 1)

Iam os 6 no carro, de regresso de uma longa viagem a Sevilha, quando se dá o desastre. Um acidente maéfico fere definitivamente 4 das 6 pessoas do carro. Sobraram 2, os mais jovens, aqueles que simplesmente iam a mandar SMS. Ficaram os 2 sós, perto já de casa, tristes, com tudo o que se tinha passado. Passaram-se assim, 3 anos, os mais jovens cresceram e cuidavam um do outro. Certo dia, o mais novito vê a sua "irmã" a descansar e solta uma lágrima de tristeza, lembra-se dos familiares tganto dele como dela.
Busca uma manta, tapa-a, deixando uma lágrima na manta, a qual disfarçou de imediato. Ela ficara assim, a noite inteira. Ele, na cozinha, a tratar do seu jantar, do almoço do dia seguinte e a arrumar os pretences para a viagem curta que realizavam até à escola. E assim foi, nessa noite, ele, o mais novo, ficou ao pé da sua "irmã", escrevia, voltava a escrever e escrevia.
Amanheceu e ao aconecer o relógio de pulso dele acorda-o, bastante cedo. Aquece o leite, descasca a fruta e come, vai para a escola, deixando, toda a roupa para a mana pronta, o leite e o chocolate na caneca e o pão que tinha ido buscar, em cima da mesa.
A irmã ao acodar, chama-o, mas ele não responde. Apenas deixou um escrito, em cima da mesa, "vemo-nos na escola, come bem e tranca bem a porta". Ela assim o fez, mas ele não estava na escola. Tinha passado por lá, pedido a uma funcionária para lhe entregar uma carta e tinha voltado a casa, para arrumar as coisas, pôr a máquina a lavar, entre outras coisas. Almoçou, e deixou um prato de arroz, batata frita e um bom bife de porco para ela comer, com um bolo de laranja que tinha feito. Inteirinho para ela. Volta para as aulas, já atrasado para a aula de Biologia, mas não apanha falta.
Às 16, quando sai da escola, prepara um jantar especial para ele, ela e uma convidada completamente revolucionária. Ela, quando chega a casa, fica deslumbrada com a mesa e todos os prepartivos apresentados para o tal jantar. Ele estava a estudar, ou melhor, deixou-se dormir, em cima da secretária, havia feito directa na noite passada. Ela fica de tal modo grata, que junto dele fica, aconchega-o e compra um bilhete de cinema pela internet para o dia seguinte.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Dizer o que não se consegue dizer....

Como se poderá dizer que nós, os seres humanos, conseguimos estar assim, numa situação de nada, mas de tudo. O mesmo se passa connosco, as pessoas da nossa idade.
Facultar o nosso sentimento a outra pessoa custa imenso quando achamos que iremos ter um sentimento do mesmo tipo de volta. Caso aocnteça, tudo bem. Caso isso não aconteça, tem-se o caldo entronado. Ou vamos ao fundo e passamos o dia a lamentarmo-nos com o que deveríamos ter feito, mas não fizemos, ou então o porquê daquela resposta, sem qualquer nexo lógico, ou então com o 100% de nexo lógico.
No fundo o que nós queríamos foi-nos negado, e aí tornamo-nos desde agressivos até drogados, álcoolicos. Tudo por causa de uma pessoa. Quando nos lembramos de uma canção comum, e ela nos faz chorar, ficamos num fundo mais baixo, muito mais baixo do que no fundo do poço!!!!
Então, aí toma-se uma destas 4 decisões: mantém-se esta mágoa completamente parva e impossível de aguentar; acaba-se com tudo, amizade, tudo possível e imaginário; ficamos como amigos ou então a última e mais importante que condicionará a vida toda e apenas um grupo restrito de pessoas poderá mudar: a solidão amorosa permanente.
...... Decisão final difícil, mas tomada.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Consciencialização do Ser Humano

Tudo o que se faz a nosso redor, nos afecta desde um simples "bom dia" até uma grave e grande conversa, se esta for necessária. Todos os actos consciente e mesmo inconsientes que tomamos têm uma grande influência no nosso projecto de vida, pois tornam-no diferente, com alterações, as quais, pensando que não, fomos nós que as criamos e que as pusemos em prática. Achamos que só nós sofremos com o que podemos fazer, ou com qualquer início/desenvolvimento de uma atitude que nos pode levar desde a solidão até ao completo desespero, passando pelos vários patamares de estabilidade. O ser humano é assim, estando correcto, ou incorrecto. Assim assim, é que nunca poderá estar. Estar acompanhado, por colegas, amigos e família, rende tudo nesta vida que temos, a qual nunca, mas nunca poderá ser alterada após o que fizemos. O que fizemos, está feito.
O futuro cabe-nos a nós pensar, como vai ser, mas nunca pô-lo em prática, porque numa praia, de um momento para o outro poderá vir um tsunami e matar-nos ou deixar-nos completamente sozinhos, desolados, assim, o futuro é incerto.
Mas é bom termos ambições e claro, na nossa fase de vida, uma grande compaixão com certas e bem determinadas pessoas, sendo elas de qualquer nível social e de qualquer etnia, não de raças diferentes, porque somos todos humanos. Os companheiros de alguns, os animaizinhos, que achavam tanta piada, quando eram crianças, arrumam-nos a um canto, deixando-os a morrer ali, sozinhos e completamente dependente de uma adulto formado.
Nós, os adolescentes em geral, e infelizmente, querem é droga, álcool, sexo, sexo e sexo. Não amor.
Tudo faz-nos dizer que há excepções, é claro, raras, mas possivelmente possíveis. Em que, nesses casos, nós tentamos fazer um jogo com a nossa vida. Pensamos nos amigos, na escola, nas nossas obrigações, nos nossos animaiszinhos, que se estivessem noutras mãos, poderiam estar a um canto.
O amadurecimento precoce, normal ou tardio, acaba sempre por ocorre, se não for aos 10, é aos 13, 14, 15, 16, 17, 18 ou mesmo aos 30 ou aos 40. É de lamentar que a maioria das pessoas já formadas, nos dêem o caminho errado, em vez do certo, pelo passar dos anos e pela pouca abertura pela mudança repentina dos tempos. Nunca mas nunca poderemos dizer que, nós, como possíveis pais da próxima geração que aí chega, seremos capazes de estar ao nível dos nossos rebentos, porque as mudanças ocorrem mais rápido do que o nosso avanço cerebral para as poder contemplar. Os novos prazeres, as novas formas de vida, os(as) novos(as) tudo...
Deixa-nos sempre a pensar em que poderíamos ser melhor, em que poderíamos ser pior.
O mundo gira, nós giramos com ele, e nunca mas nunca aquele maldito oceano, nos poderá levar com ele, caso estivessemos em terra bem firme, ou bem agarrados com força a uma litologia presente no extenso e possível areal que vimos ao longe. Cabe a todos, incluindo à própria pessoa ser capaz de nadar mais um pouco e chegar à costa. Porém, esse caminho por vezes ainda é mais difícil, quando a rocha a quem nos estamos agarrados com força cede ou mesmo é agarrada por outra pessoa com maior força do que nós. Aí, somos atirados para o meio do oceanos, desfalecidos, mortos e com pena, na nossa mente parada de não ter conseguido atravessar aquele estreito que faltava. E se, e se, e se, perguntarão. Cada pessoa tem uma mentalidade diferente e por isso, obviamente, pensará de modo diferente.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Rectamente infeliz....

A perda de Carlos afectou-os bastante. Era para José um amigo recente, mas com o qual podia contar para tudo, desde 1 até Z, com que ele partilhava a negatividade, a qual era automaticamente transformada em positividade. Para Leonor, Carlos era aquela pessoa sem igual, fantástica, negativamente positiva, mas com importância, que fez com que eles se tornassem completamente dependentes um do outro. Carlos não sentia nada naquele momento, mas Leonor estava em baixo, sentia-se culpada do nada que fez. Estava com José numa praia, quando vê, ao longe, um navio em madeira, com uma rudimentar vela... Pensa alto, será Carlos???
Rapidamente apercebe-se que não era Carlos, mas ao acontecer a aproximação à costa, aparece um rapaz surroso, borbulhento, completamente magricelas e com barba por fazer. Um autêntico primata, afinal passaram 3 meses após a "morte" de Carlos. Leonor reconheceu-o logo quando o "primata" saiu do "barco", aquele caule do lado direito do dedo do meio da mão esquerda, diz tudo, era mesmo Carlos. Leonor chora com lágrimas que correm até ao mar, José pula lateralmente com uma energia que provoca um microssismo. No fim o triângulo voltou-se a juntar, e na primeira noite, Carlos desvenda o mistério da sua "morte".....
"Quando saltei do barco, fui apanhado por uma baleia, a qual trouxe-me até uma ilha desconhecida por mim, aí construi este barco e sozinho com alimentos que havia trazido da bem dita ilha cheguei aqui, magro como tudo, mas feliz. Aprendi como fazer tudo sozinho, a não ter amigos, a não fazer nada acompanhado. Apenas eu, eu e eu! Conseguirei com vocês claro, tornar-me num Carlos igual ou melhor do que era!".
..... No final Carlos sempre regressou!

De um triângulo a uma recta...

Num dia solarento mas invernil, a chuva e a tempestade aproximam-se. Aqueles três, Carlos, José e Leonor estavam sentados, num barco, escuro, mas luminoso. No tal barco estavam presentes, outros remadores, importantes é claro. Carlos, o prosão, apresenta ideias e factos para serem praticados ou a pensar; José, o poeprosão, apresenta uma excelente capacidade filosófica e crítica e claro, uma boa capacidade de redacção; chegamos agora à pessoa mais difícil de descrever: Leonor: uma mistura, mas com uma excelente espiritualidade e tranquilidade.
Neste mesmo barco apresentavam-se espíritos, conjuntos reactivos e salas diferentes; Após o espectáculo Carlos dirige-se para os seus aposentos quimico-linguísticos, onde a cama apresenta uma mistura de balão volumétrico com um livro e uma caneta. Ao lado, os aposentos de José Miguel, quarto este recheado de filosofias e livros, canetas e lápis. Ao quarto da Leonor, se chega, cor-de-rosa, tecto bordô e com paredes recheadas de raízes quadradas, cúbicas e quartas.
Barco atracado num porto, faz com que se experimente novas tendências, desde manhã até À noite, ouve um ABBA'r de trás para a frente, de cima para baixo. Carlos deixou-se permanecer, no quarto, a pensar, a trabalhar, a musicar, enquanto que os restantes elementos passeavam na brilhanre cidade praiana.
Atordoado com tudo o que se passava, Carlos apresenta um sorriso, ao beber, pela primeira vez, pela caneca feliz.
Um apito tão forte é lançado para o ar, que marca a partida do navio, porém Leonor e José ainda não regressaram. Carlos, rapidamente tenta estabelecer ligação telefónica com eles, mas sem êxito; Assim, o barco parte mais vazio, mais escuro e sem duas pessoas excelentes, fantásticas e adoráveis.
Carlos não podia fazer nada, não se ia atirar o mar, porque este, se o fizesse seria, automaticamente, pelo fundo fossal oceânico. A viagem continua assim, tanto para Carlos como para o dueto. No meio das coisas de José e Leonor, Carlos solta uma lágrima profunda, mas pensando que foi bom aqueles dois perderem o navio, ficaram assim, sozinhos e unidos numa cidade desconhecida. O ponto C não aguentava mais, então ao soltar mais umas lágrimas, decide atirar-se ao mar, do ponto mais alto do navio, a piscina; sem salavação possível, deixou assim a Leonor, a José e a Patrícia, muito do que tinha, jogos, televisões, textos. Dias depois, chega novamente, à tal cidade o navio, onde já cansados de tanto andar, José e Leonor, embarcam com sentimento de felicidade. Leonor tenta rapidamente procurar Carlos, mas em vão, a morte tinha-o chamado. Sangue escuro fora lançado de todas as partes do corpo, notava-se perfeitamente isso. A faca estava em cima da cama, juntamente com uma mensagem: Leonor triste, sem saber o porquê e o que fazer lê a mensagem: "Mutuamente, aconteceu, acontece e acontecerá!" Carlos, fica assim nos corações de ambos, tristes, destornados, mas sem culpa alguma.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"Não bebes tu, mas bebo eu, rsh, rsh, rsh"

Era o quinto dia da nova vida escolar de Carlos. Leonor, aquela coisa, acompanha-o até ao maravilhoso e explêndido edifício inacabado. Um incidente tinha ocorrido com a plataforma que os mantinha em contacto e claro que isso não podia acontecer. A caminho foram, viram e relembraram tudo e todos, desde o G ao P, mas lá no fundo tudo com bom ânimo e boa disposição. Cada vez amis engrossava a maldita precipitação, a qual fez com que Carlos voltasse para perto de Leonor. No fundo, ele até gostou que chovesse. A caminho se fazaim até que poderiam surgir alguns atchin's atchin's, pouco bons, mas Carlos, já estava habituado.
Aos se fazer os 90º, mudou completamente a paisagem, de prédios à frente passa-se a ter, folhas assim, assado e cozidas. O mundo chuvoso é tão bom, para esconder tudo o que quisermos...
Para a frente se andava e mais perto do local de destino se chagava, interiormente, Carlos apresentava um batimento cardíaco mais forte, mas fortemente compassados. Os grande passeios da principal avenida não chegavam para eles, eram demasiado magros, mas estavam demasiado anafados!
Wow..... grande alteração ocorre, obras para aqui, obras para ali, sempre se ecnontram com poças de lama, poças de água, mas a fortaleza faz com que seja ultraassada essa fase. Carlos relembra-se de tudo o que se tinha passado antes da sua partida, ou melhor, na tentativa de partida. O destino foi alcançado, onde a chuva não os permitiu seguirem pelo caminho, mais fácil e mais directo. Voltas que foram das, chegou-se ao destino. 9+4+4 foi o resultado de todos os pedidos feitos. De saída, Leonor vai a uma das suas lojas favoritas; o chapéu guardião fica a cargo de Carlos. Será que é feio apontar para um produto para venda com um artefacto real?
Estranhamente os membros superiores tocaram-se, nada significara, foi só e será só uma coincidência; esconder que Carlos gostou, tocar naquelas mãos docéis e lisas, brilhantes, resumidamente.
Subido e descido, engano para aqui, engano para ali, tudo o que se passou para trás e para a frente foi voltado a pisar por eles.
A refeição aproximava-se, momento inesperado, mas necessário. "Vamos papar?".
Um bom leite e um bom pão, e não uma pizza, fez uma boa refeição. Não era justo acabar a refeição, sem acabar o leite; Não bebido por Leonor por teimosia, foi bebido por Carlos por justiça. Rsh Rsh Rsh, foi o som. Fora foram as peças plástico e vidro, e mais uma vez se foram encastrar numa loja. Na parte amanteigada de Carlos, a loja até teve um bom jeito....... EFFACLARC, EFFACLARC grita Carlos. Cheira a isto. Leonor não concorda, perfere um perfume. Cá fora a chuva engrossa e faltam percorrer uns pequenos quilómetros para chegarmos à meta, ou seja, ao final do dia comum. O que seria um Carlitos sempre com uma Leonorzita?????

domingo, 25 de janeiro de 2009

Dalí praqui

Bate, no parapeito, tanta vez devagar, tanta vez depressa. Fê-lo acordar, ele, o investigador da chuva; ao anaisá-la percebeu que poderia haver alguns assobios tempestuosos.
É certo e um facto que Manuel, não se esquecerá tão facilmente do que viu, para quê matutar no mesmo campo, se poderá estar tudo resolvido.
A doce e respeitável Vicentina, Vicentina Leonor, tomou uma consciência de tal modo impressionante para Manuel, ou melhor Carlos Manuel.
Aqueles 3 km são percorrido em 10-15 minutos, tão bom, ouvir tanta vez uma coisa, como é tão mau ouvir tanta vez a outra. O pior é quando não se sente ou não se ouve.
Indignação não existe no pensamento de Manuel, apenas um pouco de medo (obrigações não realizadas) e uma grande parte de alegria, satisfação, etc.
É errado dizer que Manuel deixou a ligação metálica, pelo contrário, só está mais forte do que alguém.
À janela, ou mais correcto dizer, à janelinha, Manuel acorda, tão cedo, quanto é a hora em que o Sol nasce. A ponte ao longe e Manuel pergunta-se o que se passará do outro lado. Num instante, olha para o chão e vê, devido à existência de poças de água, um L e um E, fá-lo, automaticamente, pensar em Vicentina Leonor. O pior tormento dele, a trovoada, aproxima-se, sem a quem pedir ajuda, Carlos Manuel regressa para perto de Vicentina Leonor.
Parecendo que não, não é nada amoroso, mas sim charmoso.
Afastando-se assim da janela, amedrontado, pensa só em escrever e como estará Vicentina, no seu quarto, a descansar.
Ter um desejo brutal de chegar de novo à cidade do super brilho, o que o faz feliz, contente e tudo de bem. Manuel estampou um sorriso nos lábios, acto raro mas importante.
...