terça-feira, 24 de março de 2009

Um texto diferente, para uma pessoa diferente

Serafim e Margarida, um caso demasiado sério para comentar, escrever, analisar. No entanto, ele existe, e eu, como uma pessoa de fora, mas próximo, tento perceber ao máximo, o que se passa. É certo que a intromissão é má e eu posso arcar com consequências um pouco inevitáveis, no entanto, a amizade é um dos valores mais supremos, deixando assim, todas as consequências de lado. Pois bem, quando alguém viaja, num tempo longínquo, mas presente, parece que o outro parceiro, que não é parceiro nenhum esbate-se, entristece, sabendo que poderá acontecer algo de mal aquela pessoa querida que ele adora. No entanto, nunca poderá estar assim. Aquilo apenas o contraria, naquele momento. A seguir sentir-se-ia melhor, mas de seguida, e noutro momento próximo, na mesma hora, pior de novo. O remédio qual será? Bom, com vista, a ser um amigo bastante próximo, e ao ajudar o rapaz é sempre complicado dizer-lhe que se estiver sempre a pensar na mesma pessoa, é impossível, porque de certeza que ela terá mais coisas/pessoas na vida em que pensar. Ele não gira à volta dela. De certo modo, é impossível realizar esta acção, quando alguém ou algo é-nos bastante, não só para mim como para Serafim. Tendo por base, outra autora, minha colega, a qual admiro bastante, e transformando um pouco as analogias que a mesma pretende transmitir, a árvore, o Serafim, chave de conhecimento, cresce com o Sol, Margarida, a chave do ouro e do calor, no entanto, Margarida, raramente cresce com Serafim. Ela está perante o poder quase absoluto. Todas as caras estranhas ou não estranhas de ela, reflectem-se nele, bem como todos os seus comportamentos.
Serafim, segundo ele, trocado por outro alguém, continua sempre a magicar na sua existência, enquanto qualquer coisa que não sabe bem o quê para ela é.
Apoiando-me, mais uma vez, na tal colega admirada, tudo o que se havia passado entre S e M, não pode de modo algum terminar com uma simples confusão não confusa entre eles, infelizmente, o presente-passado, deles é o presente-passado de muitos dos quais, não assumem algo que sabem, ou enquanto que erram e que não se descorrem do que erraram.
Serafim comentou-me algo do género, "ela perdeu demasiado tempo comigo, sou alguém impensável, apesar de tê-la ainda, como uma importante pessoa para mim. Ela não me merece, deu fortemente sinais de isso". Nada mais errado, na minha óptica. De nenhuma forma se perdeu tempo, porque todas as pessoas importantes para nós, fazem com que nós sejamos importantes para elas, mesmo que não assumam. Se deres tempo ao tempo, verás que a tua chave de ouro, baixará e tu conseguirás tocar-lhe, com carinho de formar a tentar apagar os maus momentos que não desejam que estejam escritos e relembrados. Algo que apenas podem fazer mutuamente, nunca sozinhos.
Mais acrescentando, para finalizar, todas as reacções que existiram é impossível ser fruto de uma desaprendizagem, porque tal como eu, tu és um ser racional, com capacidade de passar obstáculos, de forma correcta.
Pensa nisto...

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