sábado, 7 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 20)

Adriana preocupada, faz todos os possíveis para saber o que Daniel tinha. Perderam os pais, Daniel tinha sido operado e agora isto? Adriana resmungou várias vezes e perguntava para o ar, o porquê de tudo. A tristeza que ela tinha a ver Daniel deitado, bastante branco, quase sem cor, ali, em sofrimento deixou-a completamente triste, sem forças, tinha-se apenas de dedicar a Daniel. Solta uma lágrima de cada olho e Daniel ao vê-lo, diz que não é preciso fazê-lo, porque de certo modo, com tudo de mal que tinha, chegou a sua hora. Faltava apenas o fechar dos olhos definitvo, já prometido à muito. Pensando que não Adriana, achapada Daniel, de modo a calá-lo, porque de certeza que Adriana não viveria bem sem ele.
O certo é que o conjunto das lágrimas na mãos, fez bem a Daniel, e este rapidamente voltou a ter tom de pele característico dele. Adriana em todos estes momentos fica afilita, pois pensa que vai perdê-lo, algo que se aocntecesse, como já foi referido, seria horrível.
A beleza de Adriana contrastava com a mostruosidade de Daniel. Ele nunca tinha sido alvo de nenhum piropo, apenas aqueles de brincadeira. Também nunca havia-se chateado com isso. Porém, e após 18 anos, 9 após aquele gosto mirabolante por uma colega do 5.º ano, e após várias decisões mal tomadas, chega à conclusão que o mundo para ele era algo inacessível, deixando tudo o que tinha para Adriana e para quem fosse viver com ela no futuro. Mas a morte ainda não tinha chegado para Daniel, apenas tinha sido um susto.
Pensando que não deixou a alma dele bastante transtornada, porque Daniel nunca tinha sido nenhum rapaz que gostasse de qualquer rapariga, nunca tinha sido capaz de ter nenhuma relação séria. Tinha apenas capacidade para ouvir, esclarecer e tratar dos outros, admitindo algumas vezes que já chegava. Mas nunca conseguia que existisse um fim. As pessoas eram bastante importantes para ele.
Tudo isto em pensamento, no entanto os castanhos-avelãs olhos, tinham apenas uma fixação: os olhos de Adriana. Estranho era, porque a cor era a mesma e ele já os tinha admirado e deslumbrado bastantes vezes. Penso que Daniel estava fora de si, estava sem alma. Parecia um corpo morto, a única diferença que tinha era estar quente.
Rapida e energeticamente, volta a si passando a perguntar a Adriana o que se estava ali a passar.
Algo que ele achava estranho, era ficar assim de um momento para o outro. Mas está bem neste momento e é isso o que interessa.
Uma noite se passa e Daniel, de manhã cedo recebe uma chamada do reitor da Universidade. Ele convocou Daniel para uma reunião urgente.
O motivo era desconhecido. A sorte é que naquele dia podia ir com Adriana até à faculdade dela, porque a faculdade de Belas-Arte tinha ligação com a reitoria. Dá o toque! Adriana teve de ir para as aulas.
Daniel dirige-se para o gabinete do reitor onde é confrontado com a proposta de leccionar a disciplina mistério. A todo o gás, passa uma circular pelas faculdades todas, com ordem suprema para anunciar que as aulas mistério iriam começar.
Algo anormal se passou para um aluno do primeiro ano de faculdade ser convidado para dar uma disciplina: Educação Sexual. Porque ele foi escolhido, alguém tão atado nisso, sem experiência e com uma casa para lidar?

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