terça-feira, 17 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 22)

Aquela noite marcara os dois de forma "permanente", ambos aprenderam que por trás daquelas cara que ambos conheciam, existiam outras que estavam a revelar-se dia após dia. Daniel sentia-se cada vez mais longe de Adriana, no entanto estava tão perto de ela. O dia do baile havia chegado e Adriana convidou Daniel, no entanto este só foi por respeito à irmã, visto que achava que outras pessoas mereciam mais do que ele. Porém, ele tinha sido o escolhido. Não havia discussão, ele foi com Adriana, divertiram-se à brava, mesmo até ela rebentar. Daniel poderia estar cansado, no entanto, nunca o demonstrou.
Já em casa, derreados, cada um deita-se na sua cama e deixam qualquer esclarecimento/comentário para o dia seguinte. Assim o fizeram, na manhã seguinte, Adriana e Daniel falaram, falaram, falaram. Era sábado, um dia que também recordaram para sempre. Foram ao cinema, brincaram com as almofadas, conversaram. Daniel, termina a conversa com a frase: "Percebi que não vale a pensa ceder a interesses superiores, estou feliz assim contigo. É pena que a intemporalidade não exista."; Adriana após Daniel dizer isto, abraça-o como irmão, de forma a dizer, "obrigada, lês os meus pensamentos". Ele percebeu tudo o que ela quis dizer. Tinha experiência.
É tão fácil perceber uma pessoa quando se fala tranquilidade, percebe-se tudo.
Um fim-de-semana passa-se, Adriana desenha, desenha, desenha, e Daniel estuda, estuda, estuda. Um domingo parecido àqueles que tinham no ensino secundário. A intensidade do estudo era tanta que as olheiras de Daniel tinham regressado. É inédito. Ele não queria nada que elas voltassem. Ainda se lembrava daquela doce voz numa aula a dizer: "deves disfarçar.....". Daniel riu perdidamente, até que Adriana chega ao pé dele. Nesse momento, Daniel cala-se, voltando a estudar, silenciosamente. Ela diz-lhe para continuar a rir, porque, estava com saudades, do mau riso dele.
Ainda arranjam tempo para cantar umas músicas, tendo por base recordações e memórias virtuais. Era de louvar aquela boa disposição...

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