É inevitável deixar de escrever sobre aquele amigo que nos é chegado e especial. Por isso, dedico-lhe mais um texto, com opiniões, que repito que estas podem causar-me remorsos e problemas futuros, no entanto, temos de ser mais fortes do que isso. Assim, cá vai mais um excerto.
É certo que a vida não pára para ambos. Todos os dias, a mesma coisas, o mesmo acto ou é falhado ou então é esquecido. Nunca pode-se atribuir culpa a ninguém, ou melhor a Serafim se calhar, segundo a lógica e a razão é ele o culpado. Perco bastante tempo a olhar para eles e deslumbrar-me com as confusões que ele pode arranjar e as mesmas podem gerar conflitos inevitáveis que transmutam muito. Todas as razões foram e são explicadas, no entanto, e pelo que me apercebo dos desabafos dele, Serafim continua sem perceber o porquê disto. No fundo, ele está com remorsos de tudo o fez a Margarida, porém, interpola-se e eu também, frequentemente com a questão: "A radicalidade comanda a compaixão?" Algo que nem eu próprio consigo responder, algo, para mim inexplicável, porque é simplesmente algo que me confundem todos os neurónios e me atrofia todo o pensamento. Teria mais de um ou dois dias para pensar e depois grafar-lhe alguma resposta. Não o faço, mesmo assim, todos os comportamentos inevitáveis de Margarida, apenas assentam numa base lógica e compreensível, um pouco dualista, isto é, abrange duas vertentes: uma delas a saudade, e tudo o que se encontra subjacente; por outro, a rebeldia, a chatice e a necessidade de Serafim aprender.
Tudo isso, mesmo que ela não se interrogue ou então que saiba ou julgue, faz com que ele perca tempo, inevitável, quando perdemos, por quase completo, o carinho, a atenção, a querideza e muito mais de uma pessoa, que não por ser apenas, um assunto complexo, com pouca solução.
Tento sempre ajudá-lo, porque ele merece. Não seria justo, mostrar uma inevitável desatenção dele, porque a amizade é completamente importante em todos os níveis de vida e de crescimento do ser humano. De certa forma, acho que a minha colega, a qual volto a citar, por palavras semelhantes, se tu não tiveres de acordo, eu seria incapaz de realizar algo. Bom, é algo que é inevitável, porque não é inevitável. É um ciclo vicioso. Realizando a analogia entre a Matemática, pode-se dizer que a recta que os unia estaria horizontal ao mesmo nível ou com pouco inclinação; porém, agora apresenta-se bastante inclinada, com ela no plano positivo e ele no plano negativo (tudo isto por conversas e por gestos que me diz Serafim). Torna-se complicado analisar de certa forma, tudo isto, no entanto, tenho de o fazer, chegando a uma conclusão, a qual te transmito de forma clara e objectiva: Vocês eram uma coisa, tinham uma certa relação; Tu podes ter estragado, mas no fundo fundo, é sempre inevitável que se tenha sempre um pé de fora para ajudar todos. Responde-me a esta pergunta, caro amigo: "Achas, se deres tempo ao tempo, que a inclinação da recta diminui?" Eu próprio não sei. Terás de ser tu a responder.
Para finalizar, não sintas o tic tac do coração por alguém que não demonstra isso....
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