sexta-feira, 6 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 19)

A resposta às perguntas não pode existir, porque perderia a graça, a ventura dos dois irmãos, agora na faculdade. No primeiro dia viram nos dois horários, duas semelhanças, têm Filosofia juntos e outra disciplina que não sabem qual é. Não era especificada no horário. Bom, os manos passaram a acordar às cinco da manhã, tomar o pequeno-almoço, apanhar o barco e o metro, tudo, tudo, perto de quarenta minutos, eles faziam questão de serem os primeiros a chegar à faculdade. As estações de metro poderiam ser diferentes, mas o contacto pelo telemóvel existia sempre até à entrada de ambos.
É giro ver como existe um casal de recém-adultos, com tantos hábitos iguais desde tão novos. Tudo o que acontecia entre eles fazia lembrar os pais, mais uma vez, haviam sido questionado sobre isso no acto da matrícula. O tempo tinha passado, mas a mágoa da perda dos pais continuava sempre.
O tempo do primeiro dia de aulas passou e chegou a hora da aula de Filosofia. Aí não se sentaram juntos, Adriana não quis. Daniel não insitiu, porque ela era livre. Ele não a podia prender com cordas.
Foram 90 minutos de aual ao contrário dos 120 das outras aulas. Parecia que já conheciam a docente que leccionava as aulas, claro, era a professora deles de Filosofia do Secundário. Aquela pessoa que era sapientíssima e tinha conhecimento actual de tudo e interessava não só pela área racional, mas sim também pela Física.
Eram sorrisos para lá, sorriros para eles, para os manos. Era a primeira vez que Daniel sorria tanto numa aula. Aquela máscara séria foi retirada com geito, mas com intencionalidade.
A aula tinha terminado e Daniel já não tinha mais aulas, porém Adriana ainda tinha mais 2. Daniel apanha o metro, o barco e chega a casa, sozinho, insípido, cor bastante esbranquiçada, parecia que algo tinha corrido mal.
Adriana nada fez, porque ele percebeu tudo o que ela tinha dito e escolhido. Quatro horas mais tarde, chega Adriana a casa, já com Daniel cheio de febre e deitado na cama. Adriana a reacção que teve foi de estar ao pé de Daniel para ver o que se passava. Desta vez, não era qualquer doença sentimental, mas era mesmo psicológica. Ele tinha metido na cabeça que ia ficar doente. O sorriso da aula de Filosofia foi transformado em lágrimas. Daniel tinha vomitado as torradas que tinha preparado antes de Adriana chegar. Ela não o sabia...

1 comentário:

  1. ai :S o que se passa?

    isto está a dar para o torto.. :(

    continua...

    bjs *@

    PS: é verdade, a stora de filosofia sabe mesmo falar sobre tudo... impressionante :)

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