Parecendo que não aquela escolha mudou mais uma vez, toda a vida dos manos. Quando Adriana soube da obrigatoriedade das aulas de Educação Sexual na faculdade, fez todos os possíveis para não se inscrever, uma vez que, para além de não se sentir à vontade no assunto, acha que Daniel não era a pessoa mais indicada para dar as aulas. Daniel, quando chega a casa, estafado e completamente desejando o suave toque de Adriana, ouve o sermão que não estava a espera. A única coisa que disse foi que já tinha jantado e que ia-se deitar. Adriana responde-lhe, perguntando se já jantava na faculdade; coisa que era estranha acontecer. Ele preferia fazer o seu jantar.
Essa noite ficou aqui, Daniel na cama, numa sexta-feira, mais cedo do que o habitual e Adriana no sofá, com lágrimas sucessivas de tristeza e raiva misturada. Interpolava-se interiormente, como havia sido capaz de dizer aquilo tudo a Daniel. Ele que a tinha acompanhado, realizou alguns dos sonhos dela que não eram nada simples e fáceis de realizar. Daniel, na cama, não consegue descansar pela forma com que falou à irmã. Levanta-se e decide ir ver o correio. Contas, contas, contas e duas cartas diferentes: uma para Adriana e outra para Daniel.
A de Daniel, não tinha qualquer tema de especial pois era apenas a consolidação da matrícula na Faculdade de Farmácia de Lisboa. No entanto, a de Adriana era bastante comprometedora. A faculdade de Belas-Artes convida as alunas para o baile de início do ano lectivo, que se realizaria na sexta-feira seguinte. A AE da faculdade dela, tinha deixado um PS na carta, dizendo que os convidados teriam de ser do sexo oposto. Aí, Adriana pensa, repensa e volta a pensar em todos os tipos de pessoas que poderia convidar: José, Daniel, Marco, entre outros. Porém algo que Adriana sentia naquele dia, dizia para convidar Daniel, mas ela estava em dúvida. Daniel, nem ligou muito ao que Adriana ligou, visto que ele, sabia de certeza que não seria o convidado dela. Se fosse à uns meses ou anos, diz ele, seria mais fácil.
Tenho a impressão de que o título deixa de fazer sentido, a 2? Se na faculdade ninguém fica a dois. Ficam sempre em 10, 20 ou mesmo um grande número de pessoas.
Adriana ia-se deitar. Daniel fica triste e completamente derreado, quando vê a sua irmã a ir para quarto.
A razão desse choro era impossível ser descodificada. Agora é Daniel, que mais uma vez se relembra de tudo. Este tudo, ficou um pouco específico, deixando assim, na sua mente uma imagem de três pessoas a passear em plena cidade. É impossível, mesmo Daniel, não ter tido outra atitude, porque esta demonstrou respeito. Ainda pergunta nesta altura, como é que aquilo foi acontecer. No entanto, as perguntas desfazem-se na sua mente, através de um sopro, mulherengo e adolescente ainda. Era Adriana com almofadas. Queria mais uma guerra de almofadas. Algo que já não acontecia à muito. Porque é que ela mudou o seu comportamento repentinamente?
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