Ficfacto
Truth and imagination together
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Encontrar um rascunho e fazê-lo viver
Estou reticente, sem saber o que fazer. O que sei é que pareço um adolescente. Um adolescente pequeno, rebarbado e sem autoestima.
Se calhar nunca passei dessa etapa. Sei que durante a infância passaram-se situações que me deitaram abaixo, que me fizeram começar a pensar doutra forma e doutra maneira. Sou filho de pais divorciados que sempre viveu com os avós. Que viu e vê os avós a envelhecerem, a tornarem-se pessoas da 4.ª idade.
Isso fez de mim adultarizar-me mais cedo do que o devia. Fez-me estar habitualmente numa dicotomia entre o trabalho e a família. Fez-me e faz-me gostar de estar em casa à noite (ou noute) para verificar sons respiratórios, passos... Enfim, vida. Pena tenho de não poder expressar facilmente isto porque me sinto habitualmente coagido a ser mais "normal". Conclusão: ser como sou não é fácil!
Não tive cancro, apenas unhas encravadas. Não tive curtes na infância, apenas beijei erroneamente uma colega no 7.º ano. Sexo, amor e pudor foram e são palavras que para mim são aplicadas em situações particulares e específicas. Amor é sexo e muito mais. Pudor é bom e mau, mau e bom e faz parte do amor e do sexo. E o amor? O amor não arranjo explicação para ele. Se calhar porque... se calhar porque não sei e porque não haverei de saber...
O que sei é que me sinto de rastos.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Ufa, já te disse tudo!
Violeta, bom dia
Ontem consegui dizer-te o que me apoquentava, finalmente.
Foi uma conversa tranquila, que quase de certeza já sabias que era assim e o que era.
Eu apenas hiperraciocionalizo as coisas.
O teu telemóvel que me faz parecer que não ocupo suficientemente o tempo da nossa relação - quando sei que não. O teu silêncio que me faz parecer que não sou suficiente para ti - quando também sei que não.
Amor, temos aquilo que é uma relação perfeita, não duvides. Mas esta minha cabeça não pára, mesmo quando sabe que está tudo bem.
Sei o que é um ciclo menstrual e como as mulheres respondem perante ele. Conheço o teu benzito. Quando precisas do teu espaço e quando me queres por perto. Mas mesmo assim a minha cabeça não pára.
Ainda agora... Chegaste ao pé de mim e disseste para me despachar ao invés de me dares um abraço ou dizeres bom dia.
A minha cabeça começou a pensar - logo - e o bom dia? Que aconteceu? Quando na realidade nada aconteceu.
Ontem falámos. Falámos dos nossos medos e tu sorriste. Significa que cheguei a ti - ufa, consegui. Sei que não é difícil, mas queria mesmo que tivesses essa reação.
Amo-te muito. E preocupo-me, se calhar, demais...
Não desisto!
Um beijo
domingo, 2 de agosto de 2026
Este é para ti, Joaquina
sábado, 1 de agosto de 2026
Porque me perguntas sempre "e se..."
Querida Violeta,
Hoje fiz prometer-te que caso me acontecesse algo menos positivo que tu não irias ficar sozinha. Uma vez mais não ligaste muito, mas quero que saibas que é algo que desejo.
És uma mulher linda que não merece estar só. Tens florescido imenso desde que estamos juntos. Desde que dissemos "SIM", os dois, naquela noite fria, no meio de vinícolas zonas do nosso país que estás uma mulher cada vez mais assente na terra.
E se não correr bem? Porquê... Tens vontade em que o nós não funcione? Porquê? Não confias em ti própria?
Só te quero dizer que deixei de pensar nisso e, como já te disse, muito poderia ter medo. Mas tu transmites-me segurança... Aquela que nunca tive junto a uma mulher.
Numa próxima vez não me perguntes "E se não resultar"... Abraça-me e diz-me que sabes que só depende de nós o nosso futuro
Porque já somos 3 e sorrimos, mesmo naqueles dias mais frios e em que me afastas.
Obrigado por seres quem és, mas lembra-te que estou sempre aqui para ti e para vós.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Olá Violeta
Olá Violeta,
Vidrado nos teus olhos vejo uma criança assustada. Por muito que já tenham passados quase 12 meses desde que que te escrevi naquele dia especial para nós, à noite, continuas a tremelicar o lábio.
Não, não é esse lábio teu carnudo, mas aquele lábio que nos faz ter medo - o que temos lá dentro da nossa cabeça.
Sei que não sou o teu primeiro amor, mas desejo ser o último. E que por isso tenho de fazer muito mais. Sei que não sou o pai do teu amor maior e que por isso ainda mais tenho de fazer.
Sim, estou disposto a isso. Mas também preciso de ar. De voz. De me sentir acolhido. Não é que não o sinta, mas por vezes, preciso de mais. Preciso daquele beijo mais longo que teima em não aparece. Preciso daquele momento em que as nossas mãos se entrecruzam e dizemos, um ao outro, AMO-TE!
Violeta, nunca nenhuma mulher me fez sentir como tu me fazes sentir. Só gostava que conseguisses desbloquear, de novo, essas tuas coisas que outros homens te fizeram bloquear.
Porque eu não mereço esse bloqueio. Gostava, um dia, poder ter tudo como os outros ou o outro tiveram... Até lá, sabe que vou continuar a lutar por isso, todos os dias.
E agora, que venha a nossa casa a caminho e que a nossa estrela nos ilumine o caminho.
Um beijo para ti do teu urso.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Tu
domingo, 26 de abril de 2015
Afinal, abrem-se os horizontes...
A vida continua a correr, os dias não param, a rotação da Terra, o nosso planeta verde, segue o seu ritmo natural, trancando aos humanos a vivência do passado.
sábado, 25 de abril de 2015
No dia dos cravos...
A vertigem
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Tenho saudades tuas!
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Porque te respeito...
segunda-feira, 30 de março de 2015
Hoje
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
A nota da nota notinha
domingo, 7 de dezembro de 2014
À noite...
domingo, 4 de agosto de 2013
E agora?
No fundo eu é que tenho uma personalidade de gancho e um modo de vida diferente. No fundo, eu é que acabo por me vir embora mais cedo, porque preciso de chegar à outra margem e continuar a realizar tarefas.
Dir-me-ão... Lá estás tu, sempre negativista, sempre melodramátrico, sempre tu... Sim, sempre eu! Sempre eu, porque as palavras não se gastam com a escrita, embelecem-se. E ao embelecerem-se refletem o estado espírito de quem as escreveu. Pessoas tristes, deixarão marcas de tristeza. Pessoas contentes, deixarão marcas de contentia... No fundo, o desabafo e a partilha é o que nos faz sentir melhor, sentir algo que podemos agarrar e que nos faz voar - na pesquisa de palavras para a nossa amadora escrita.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Vale ou não?
Anos passaram e cada vez mais fico triste quando revejo o que escrevi e pelo que passei. Sim, porque muito do que está escrito não é bem assim: É mais como o ditado - "Deus escreve direito por linhas tortas".
E há tantas novidades para aqui dizer.... ou melhor explanar! Mas será que vale a pena?