Neste espaço, praticamente morto, vão por vezes surgindo novidades. Novidades que me fazem pensar, me fazem mudar de rumo, novidades que me fazem fazer agulhas.
Estou reticente, sem saber o que fazer. O que sei é que pareço um adolescente. Um adolescente pequeno, rebarbado e sem autoestima.
Se calhar nunca passei dessa etapa. Sei que durante a infância passaram-se situações que me deitaram abaixo, que me fizeram começar a pensar doutra forma e doutra maneira. Sou filho de pais divorciados que sempre viveu com os avós. Que viu e vê os avós a envelhecerem, a tornarem-se pessoas da 4.ª idade.
Isso fez de mim adultarizar-me mais cedo do que o devia. Fez-me estar habitualmente numa dicotomia entre o trabalho e a família. Fez-me e faz-me gostar de estar em casa à noite (ou noute) para verificar sons respiratórios, passos... Enfim, vida. Pena tenho de não poder expressar facilmente isto porque me sinto habitualmente coagido a ser mais "normal". Conclusão: ser como sou não é fácil!
Não tive cancro, apenas unhas encravadas. Não tive curtes na infância, apenas beijei erroneamente uma colega no 7.º ano. Sexo, amor e pudor foram e são palavras que para mim são aplicadas em situações particulares e específicas. Amor é sexo e muito mais. Pudor é bom e mau, mau e bom e faz parte do amor e do sexo. E o amor? O amor não arranjo explicação para ele. Se calhar porque... se calhar porque não sei e porque não haverei de saber...
O que sei é que me sinto de rastos.
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