Daniel, após o início do jantar, fala com Adriana, e esclarece tudo: ele apenas conseguia olhar para ela como uma irmã, porém caso ela o amasse seria um caso a pensar, mas naquele dia, àquela hora era impossível. Nada tinha mudado para ambos. Já tinham aprendido a vier com o eu gosto de ti, ou com, desculpa mas eu não gosto de ti da mesma forma. Adriana ofereceu-se para lavar a loiça, e assim, Daniel foi escrever. Escreveu, escreveu,escreveu, donde se destacou:
"O amor é algo que não se cheira, apalpa ou que se peça. Sofremos com ele e temos de aprender a lidar com ele, ou então contornar todos os problemas que possam vir a existir".
Daniel tentava sempre seguir esta regra, no entanto, o que sentia por Adriana, embora não o dissesse directamente, era amor puro, aquele que consegue quebrar rotinas, aquele que rege a vida dele e tudo o que o rodeia.
Adriana já se tinha apercebido de que Daniel a amava e também, não o admitia, mas também tinha algo estranho, inexplicável e incoerente. Algo que poderia mudar por completo a vida daqueles dois. Não teve coragem, mais uma vez, de o assumir perante Daniel.
Ele fez contas às herenças que tinham direito e tinham dinheiro sufiente para remodelar a casa onde moravam. Adriana não concordava e no fundo, Daniel, também não queria, porque se um dia, ela casasse e constituisse família, ela continuasse com a casa e Daniel saísse. Óbivo que não iria ficar na casa de Adriana, a sua "irmã", com ela casada. Mas o futuro é longíquo e o presente era passado.
Adriana deitou-se antes do habitual e Daniel, nesse dia, fora dormir para o quarto dos pais de Adriana. Mais uma noite é passada, e na manhã seguinte, dia de aulas, parece que tudo regressa como há 3 anos, Daniel e a sua fruta e Adriana com o seu bolito e com o seu leite com chocolate.
Após o tempo de aulas e ambos terem regressado a casa, Daniel põe-se a ver o filme: "MCA - Último 2". Adriana junta-se a ele e quando vê lágrimas a sair daqueles olhos castanho-avelãs que tanto admira, vai buscar um lenço para secá-las, mas num instante, roçam os lábios dos dois, sem intenção aparente.
O texto está bem escrito, evidenciando o teu estilo particular de narrativa...
ResponderEliminarQuanto ao conteúdo, vejo muito de ti na sua personagem (a parte do Facto no Ficfacto), mas a situação, o desenrolar da acção continua a ser puramente a Ficção... E sem a tal imaginação seria complicado.
É bom sermos racionais, é bom imaginar.
:)