Algo não estava bem, mas Carlos sabia o que era. Apesar de não ter tirado medicina, até percebia o que "aquilo" queria dizer... Sente-se frustrado e farto, porque não fazia nenhum sentido que tivesse aparecido o cancro assim de um momento para o outro. Ele comia rápido era certo, mas de modo nenhum, poderia ter um cancro como o tinha. Maligno, sem tratamento, quase em fase terminal.
Roberta vai à porta da casa-de-banho de serviço e procura alumínio... Encontrou um frasco de alumínio cheio com um líquido parecido à água, mas tinha um certo cheiro e o alumínio já estava a ficar corroído. A memória de Roberta não estava a compreender, mas todas aquelas indicações eram respeitantes ao hidróxido de sódio. Mais uma vez, regressa à mesa, onde, já estava de novo Carlos, a ler o jornal daquele dia. Como era de esperar as gordas eram acerca da sua demissão. Os artigos eram interessantíssimos. Tinham ido buscar o seu passado, para mostrar às pessoas como que um chefe máximo de transportes mestre em logística poderia sair assim sem mais nem menos e alistar-se à saúde.
Carlos pergunta a Roberta se quer ouvir um excerto da reportagem dedicada a ele, e Roberta, com entusiasmo responde que sim. Carlos começa a ler em tom médio: "Como alguém troca a electricidade do metro pelos hidróxidos dos laboratórios?".
Mal Carlos acaba de ler aquela frase Roberta grita "YES", porque tinha percebido o que aquilo era e pergunta a Carlos para que é que servia naquele jogo o hidróxido. Ele responde que era apenas para empatar tempo. E pede a Roberta para se centrar na pista do novo e do velho, que já tinha sido dada anteriormente.
A funcionária de serviço, Emily, bate à porta, e diz que está uma pessoa para ver Roberta. Carlos ausenta-se da sala e vai para o quarto. Roberta toma a posição na sala de imprensa e manda entrar a pessoa que lhe queria visitar. Era um colega dela de internato, dizendo que ela se tinha esquecido da bata no hospital e que estava passada à última cadeira do internato.
O cancro de Carlos tinha-lhe dado tréguas enquanto ele estava no quarto, mas ele, já sob os lençóis da cama, começa de novo a pensar e a chorar. Qual seria o motivo? O do costume? O cancro? Ou seria algo novo?
Os teus comentários são sempre tão verdadeiros... Só tenho a agradecer-te por todas as palavras!
ResponderEliminarEu também penso, muitas vezes, se vale a pena insistir. No fundo, eu sei que ele sabe tudo, só não o demonstra. E eu não percebo porque razão cala ele os sentimentos. Penso que seria mais fácil se ele admitisse tudo: quer fosse bom, ou quer fosse mau!
E em relação ao começar a frase por 'Só'... Há muito a dizer mas, tal como ele, também os meus sentimentos são amordaçados por vezes.
Obrigada pelos conselhos..
ResponderEliminarInfelizmente, ele sabe que é dele que falo, só poderia ser dele. Sei que, neste momento, ele está a questionar tudo, que está a pensar - quem sabe não andará também pela rua com o calor que faz... O que me custa é o silêncio. O que me mói é saber o que ambos queremos e nenhum ter coragem de começar... Mas o que me custa mesmo, neste momento, é a sms que não chega.
eu ontem enviei-lhe um texto, escrito por mim. no texto falava da tentativa de aprender a viver com 'isto', com a ausência. mas, a meio do texto, admitia que não conseguia, que por mais esforços que fizesse, não conseguia deixar tanto para trás. e pedi-lhe que, se as nossas mãos não podiam encaixar mais, ele me explicasse, sem rodeios, sem lugar a entrelinhas.. e, até agora, não tive resposta. não sei o que pensar: quero dar-lhe tempo mas, ao mesmo tempo, cada segundo que passa torna maior a angústia, o aperto no peito...
ResponderEliminare, já agora, desculpa a pergunta, mas qual é mesmo a tua idade?
eu, por agora, não vou insistir mais. se amanhã ainda não tiver nenhuma resposta, aí penso no que farei.
ResponderEliminarpois, eu vi no teu perfil a tua idade, mas custou-me a crer que tivesses só dezasseis anos, pela forma como escreves... pela forma matura como falas!
sim, às vezes somos obrigados a crescer mais rápido que o tempo. e compreendo que te sintas um bocadinho incompreendido, é normal. ainda por cima, quando vivemos uma fase em que os adolescentes querem ser adultos para umas coisas, mas continuam a comportar-se como crianças.
ResponderEliminare não sintas que és tu que estás mal. tomara que muitos pensassem como tu...
Oh... Tu não faças cometários daqueles, por favor, que eu sou de lágrima fácil, muito fácil mesmo... E já estou para aqui a chorar feita tonta.
ResponderEliminarAgradeço-te, do fundo do coração, teres chegado até ao meu blog, teres comentando... Agradeço-te a força, os conselhos, as palavras sempre certas...
Muito obrigada*
Espero que as consequências que essa má notícia acarreta, se resolvam rapidamente... E que voltes a sorrir, com vontade e com o olhar a brilhar, bem rápido!
ResponderEliminarUm beijinho, força*
Escreve: escrever liberta, alivia, faz bem...
ResponderEliminarVais ter exame segunda? Eu, felizmente, consegui dizer-lhe adeus logo na primeira fase. Boa sorte! :)
Pois, realmente agora é que penso que com 16 anos não poderias - hipoteticamente - estar a fazer exames no 12ºano. Mas wathever, o que interessa é que corra bem!
ResponderEliminarE, se no teu caso, a escrita não te faz bem, não escreves. Faz o que te fará sentir melhor... *
Ora essa, não chateias nada... Se quiseres, eu estou aqui para ouvir... :)
ResponderEliminarE sim, vai dar um passeio, espairecer as ideias.. *
Obrigada pelas tuas palavras... É bom chegar e ter logo uma mão cheia de sorrisos à minha espera.
ResponderEliminarO que não está bem, caro Dupé, é que ele finge não saber que eu estou aqui, a desesperar por uma resposta... Mais do mesmo, portanto.
Fizeste bem em falar com ela. Dá-lhe agora algum tempo, para pôr as ideias em ordem e os sentimentos dentro do coração.
Ah, não te preocupes.. O meu amigo não vai ser maltratado, antes pelo contrário :)
Um beijinho
Não envies... Pelo menos, por agora. Dá-lhe tempo. Deixa-a pensar...
ResponderEliminarEu não vou enviar mais mensagens, ele - quando achar que está na altura - logo me dirá alguma coisa, se quiser..
pensei, realmente, que já tinha comentado.
ResponderEliminareu acho que a história, pelo menos este capítulo, retrata bem o facto de não podermos dar nada como garantido porque, de um dia para o outro, tudo pode mudar... estou curiosa para saber como continua..
Obrigada... Infelizmente, quando mais precisamos das palavras, é quando elas nos faltam!
ResponderEliminarE desculpa não ter respondido antes *
Eu acho que, se é verdadeiramente um sonho teu, vale a pena. E não importa se foi ela que reavivou esse sonho: o que importa é lutares por aquilo que queres!
ResponderEliminarNo entanto, se fores fazê-lo apenas 'por ela'... Não te aconselho! Porque primeiro estás tu: os teus sonhos, os teus objectivos, os teus desejos! Só assim serás feliz 'Dupé'...
E não te preocupes com as lágrimas... às vezes são apenas uma forma de lavar a alma e de nos deixar melhores! :)
Chamei-lhe desconhecido porque, na altura, fez algo que me levou a pensar que nunca o tinha conhecido realmente. E disse-o porque ele teve uma atitude que jamais podia esperar, que não se coaduna com as que teve até então e que nos tornaram íntimos...
ResponderEliminarE concordo quando dizes que o 'tempo sara o que tiver de sarar'... O tempo resolve muitas coisas!
Aproveita, também tu, o Verão que se faz sentir lá fora, de cabeça despreocupada e de coração alegre - tanto quanto te for possível *
Vai correr melhor do que esperas, o exame...
ResponderEliminarE é normal que sintas saudades... Apesar de não ir contigo, de férias, ia contigo no coração, no pensamento... E dizia-te olá por telemóvel, talvez.. É normal que sintas a falta dela.
Não sei em que pé está a minha relação com ele... E não quero pensar muito nisso agora.
ResponderEliminarOs exames correram normalmente, na primeira fase... Eu não precisei de ir à segunda e ainda bem.