Passou uma semana e chegou a hora de Carlos abandonar o hospital. Já quase recuperado do seu distúrbio por causa do nervosismo, a pressão arterial, os batimentos cardíacos, e a cor de Carlos já eram mais normais de um ser humano adulto e dito normal. Chegou ao casarão de Roberta, e com todo o carinho vai para a sala das conferências de imprensa. Ainda com a roupa que o hospital lhe tinha dado, uma vez que veio de ambulância, acompanhado por Roberta até casa, pede ao canal estatal para entrar em directo dentro de instantes. Após o genérico guardado de propósito para as conferências acerca dos transportes e figuras públicas do estado, aparece Carlos com o catéter no braço esquerdo sentado numa cadeira, a cadeira dela. Dedicou ao país o seguinte:
" Caros Cidãdos Londrinos. Fui insistente para com a cidade de Londres, mas está na hora da verdade para ambos os lados, para mim e para v. Exas. É com pesar que decidi pedir a demissão do cargo de Senior Manager da TfL. Foram meses de intensivo trabalho para com a cidade de Londres, mas o medo do fim do contrato e com o que se passou comigo nas últimas semanas, não me sinto apto para continuar neste cargo de alta importância para a cidade. Agradeço a todos a compreensão que tiveram durante meses atrás meses de obras de remodelação, mas quero, dar-vos, ainda, uma notícia.
Na próxima semana, todas as linhas de profundidade reduzida terão as obras de remodelação concluídas.
Obrigado."
Mal acabou de fazer uma declaração pública, sente-se molhado junto à boca. Era mais uma lufada de sangue. Carlos tenta esconder todos os indícios de que havia ali sangue. Ao conseguir, tira os sacos de lixo daquela sala e leva-os para o escritório, onde tinha de esvaziar toda a secretária e passar para a Sede da TfL todos os documentos de novo. Parecia desanimado, porque o tempo com os documentos ali não chegou a compensar o trabalho que teve a transportar tudo para sua casa. Mas a força de vontade venceu tudo naquele momento. E Carlos conseguiu encaixotar tudo e enviou-os para o seu sítio respectivo. Ainda com algum dinheiro no banco, remodela por completo o escritório, e troca o tema "Transportes" pelo tema "Química e Biologia", transformando o escritório numa sala de lazer, com uma vertente mais prática, com um microscópio, com uma cadeira rolante, torneira de laboratório e termoacumulador. O que não faltava naquela sala completamente era uma colectânea de fotografias onde mostrava ao longo das quatro paredes, o crescimento dele e em seu par, o de Roberta. Ele achava aquilo tão bonito e querido.
Ao sair tranca a porta da renovada sala e dirige-se para o quarto conjuntamente com o chefe da manutenção e obras do casarão. Pede para que coloque cimento na passagem secreta que existe entre os quartos de Roberta e de Carlos, mas ele pede ao Mr. Hocckins, um cimento especial, um cimento que possa ser fácil de destruir no futuro.
Após o cimento na parede do quarto, que fechava por completo a passagem secreta, Carlos dá uma gorjeta de 5£ ao chefe da manutenção e um abraço de agradecimento.
O chefe sai do quarto e Carlos olha de novo para os exames médicos que lhe fizeram no hospital. Havia algo que não estava bem e ele sabia o que era: Cancro do Estômago, pela má alimentação que tinha tido nos últimos anos.Roberta não sabia, porque Carlos pediu ao médico para não dizer nada a Roberta. Ele deita-se na cama, na posição fetal e, com uma cara triste, olha para o telemóvel que tinha desde o início do secundário. Atira-o para o chão, partindo o visor e as teclas. Ele não queria ver mais o telemóvel. Ele estava bem, e o negro telemóvel deixava-o stressado!
Passa-se horas ali, naquela posição e quando chega Roberta ao quarto, vê o telemóvel destruído no chão e à frente dela Carlos destrói o telemóvel da TfL. Acrescentado de seguida que não recebe o cheque de volta.
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