domingo, 1 de março de 2009

A 2, não é difícil (Parte 16)

Aquele momento em que Daniel estava caído no chão, com uma hemorragia, significou muito para Adriana, e recordou que tudo o que havia passado com ele tinha sido excelente. Mas não havia tempo para pensar, Adriana tinha de continuar a fazer uma compressão directa para tentar estancar a hemorragia a Daniel. Ela fez tudo para estancá-la, porque ele era a sua única família.
Eis se não quando chega a equipa de socorro para levar Daniel na maca para o hospital. Adriana apenas pergunta qual é o hospital que o vai receber, não consegue perguntar mais nada. Continua com as suas lembranças, mas apenas as boas, deixando assim as más para trás.
Apanha de novo o metro até ao hospital. Mesmo perto de Daniel, sente-se longe dele. Vê-o a ser levado para o bloco operatório, onde surge uma complicação.
Daniel tinha perdido sangue a mais e não era encontrado em nenhum banco de recolha, o tipo de sangue dele. A salvação foi quando a enfermeira repara num cartão com características sanguíneas de uma rapariga, Adriana. Ela, rapidamente doou o sangue para Daniel. Ele foi salvo. De volta à enfermaria, a primeira pessoa que ele vê é Adriana, que lhe dá um beijo, um mero roçar nos lábios.
Estaria Daniel a sonhar? Eles não namorava, tinham encontrado a estabilidade sentimental, e agora ela deu-lhe um beijo. Daniel sorriu, porém tinha pela frente dois meses de recuperação. O seu sonho de ser farmacêutico foi assim adiado por um ano. No entanto, Daniel não queria que o sonho de Adriana fosse adiado e diz-lhe, ainda meio ensonado:
- Adriana, vai para a faculdade, eu fico bem sozinho.
A resposta de Adriana foi insípida e automática:
- Minha árvore, por ti, sou capaz de esperar o tempo necessário. Agora, és mais importante do que os estudos.
Com estas palavras Daniel fechou os olhos, deixando Adriana sozinha no mundo, por escassas horas.

2 comentários:

  1. Aqui é demonstrado o ponto de viragem, novamente. Por muito que tentes, a história simplesmente não será invertida completamente.
    Dá voltas de 360º.
    Está a ser encaminhada de um modo muito profundo, deixando-nos a imaginar. A história está a desenvolver de um modo muito pormenorizado as características psicológicas destas duas personagens e a relação entre ambas. Serão estes pormenores uma representação do presente, uma visão do passado ou uma premonição do futuro?

    Adriana tem de estabelecer prioridades. Aqui optou pela 'árvore'...

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  2. Ein o que vai para aqui... Coisa estranha, mas engraçada..

    Bjs *@

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