Sim, a maneira mais correcta de estar ocupado é ter uma namorada a sério. Quando penso nisto, tenho de ver todos os prós e todos os contras... Mas no fundo, todos eles se entrelaçam e um pró pode passar a ser um contra e um contra pode ser um pró.
Vejamos... Uma pessoa com o meu feitio, que gosta de acordar cedo e de se deitar relativamente cedo, uma pessoa que é fanática por transportes, gosta da escola, não é actual ao nível de muitas ideias, tem o cabelo à século XX e tem uma altura média. Então, temos uma pessoa que é mais nova do que os seus amigos, que tem gostos e hobbies estranhos e que não é actual quanto ao seu visual exterior. Ou seja, pontos para ter uma namorada a séria nada.
O interior. Para mim conta muito, mas de facto, o que interessa para a maioria das pessoas é o exterior. Por dentro, até me aproveito. Tento ser responsável e ajudo quem merece e muitas vezes quem não merece também. E os outros são a minha palavra de ordem, apesar de todos os pontapés que possa vir a levar ou que já levei. Então, algo de bom.
Depois temos o passado e a disponibilidade para amar livremente. E neste ponto, complicamos as situações. Estava eu no 9.º ano. Numa sexta-feira à tarde. Estava eu a tentar saber o resultado do que tinha dito a uma rapariga da minha turma, quanto ao "pedido" de andar com ela, quando a vejo a aparecer com outro rapaz, assim do nada, de trás de um bloco de aulas. E o que ela me faz, levanta-me o dedo do meio da sua mão esquerda, dado que a direita estava entrelaçada na mão esquerda do rapaz, dando conta que se estava puramente borrifando para mim.
O secundário. Até foi bom a nível amoroso. Apesar de não ter tido nenhum relacionamento daqueles explosivos, apaixonei-me realmente. Mas por ser um amor tão verdadeiro e sincero, andei por aí a vaguear num espaço escola durante algum tempo. Eu considero saudável tal vagueio, porque me fez abrir os olhos.
Veio uma miúda sim, que me apanhou o coração durante um mês. Não me arrependo do que se passou entre nós, mas sempre estivesse na ideia que ela não era a ideal para mim. E a pior questão é: quem é que é o tipo ou género de raparigas ideais para mim, uma pessoa tão esquisita?
A resposta acaba por ser simples. Bonita por dentro, sincera, verdadeira, justa, leal, simpática, disponível para aprender coisas novas e que goste realmente de algo em mim, até que seja uma ínfima coisa, mesmo que seja pouco visível. Não me faz diferença que seja baixa ou alta, de cara x ou cara y, de pés grandes ou pequenos. Desde que me perceba, algo que também é importante, serve. O problema é ter alguém assim. As hipóteses são mínimas e além disso, só a parte de me compreender demora imenso tempo.
Quando passo junto da escola onde fiz o Ensino Básico o que me vem à cabeça é aquele dia, aquela sexta-feira. E no secundário, quando vagueio naqueles corredores sozinho, o que penso é como seria eu se tivesse namorada.
Sinceramente.. E depois de tudo, é difícil, muito difícil, porque como digo bastantes vezes, o primeiro contacto comigo é um choque: ou se gosta ou se detesta. E a partir daí as pessoas vão começando a detestar mais, à medida que me vão conhecendo [ou seja, nada de amor verdadeiro com detesto-te].
Por isso, mesmo que acorde com vontade de ter uma excelente rapariga, tenho de continuar como quase sempre estive, solteiro, descomprometido. O que sei é que o que passei no passado fica cá marcado e isso pesa, tanto para amar, como para esquecer, quer queiramos quer não, de maneira x ou de maneira y, com ou sem sorrisos.
O que mais posso dizer... Obrigado amigas e amigos que me aturam dia após dia, semana após semana, porque esses sim são os meus companheiros!
PS: Desta forma, tenho de me ocupar de forma alternativa, dado que mesmo que sinta algo por alguém cá ou lá, que seja amor ou apenas atracção, temos sempre além de receio de perguntar, uma questão a fazer... Será que é amor verdadeiro?
PS: Desta forma, tenho de me ocupar de forma alternativa, dado que mesmo que sinta algo por alguém cá ou lá, que seja amor ou apenas atracção, temos sempre além de receio de perguntar, uma questão a fazer... Será que é amor verdadeiro?
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