Porque há sempre algo que nos falha, ou que nos impede de seguir em frente, acabamos por dar conta de nós parados no canto do quarto, ou no meio da escola, ou então, quando ouvimos "com licença" no meio dos autocarros.
Quando tal nos acontece, o que simplesmente nos apetece fazer é refugiar-nos no mundo que é só nosso, para o qual guardamos as chaves e mandamos no tempo. Em todos eles. No tempo da escrita, no tempo meteorológico, entre outros e ainda no espaço.
Esse mundinho não tem entrada sem nenhuma consequência. Temos sempre de pagar algo por entrar nele e acabamos sempre por sofrer (em 99,9% dos casos) quando saímos e damos de caras com a realidade de novo.
A bem dizer, notas, testes, amizades, sonhos e cursos dominam a vida de um adolescente. E de facto, é a ordem da vida de alguém que se preze. Mas ao vermos a legislação e o mundo percebemos que temos de pontapear quem é mais fraco para podermos ser e entrar quem queremos ou ambicionamos.
E será que isso está correto?
Quando as pessoas se mostram com um pensamento reto, estão mal, porque só veem a, quando deveriam ver o alfabeto. Quando as pessoas se mostram com um largo pensamento, também estão mal, porque ao quererem ver todas as letras do alfabeto, acabam por demonstrar dificuldade em vez letras gregas, ou números (que também são importantes de ver).
Logo, essas duas pessoas não conseguem viver bem no mundo atual infelizmente. Apesar de exisitirem pessoas com meio termo que também têm algumas dificuldades é certo, acabam sempre por se fragilizarem pelo inverso, ou seja, naquilo que eram mais fortes, são aquelas áreas em que se demonstram mais tristes ou mais sensíveis.
Os sonhos acabam por serem satisfeitos ao serem enviados para o nosso inconsciente, mas quando eles tentam voltar à razão, muito está estragado. Dá-nos uma vontade louca de pensar no "como" e "onde" fazer tal sonho. Mas não é possível de realizar na maioria das vezes quando isso acontece.
Um sonho, associado a pessoas retas, ou com um largo espetro de visão, com família, conhecidos, amigos ou colegas acaba sempre por dar mau resultado.
Porque o hábito não é saudável, mas sim degenera ao quebrar com a novidade! E acaba por nos deixar a nós, pessoas detentoras de sonho, no nosso mundinho fechado.
Bem sei do que falas, os momentos de reflexão podem ser tão traiçoeiros... Eu não conheço bem a tua situação, mas o melhor que tens a fazer é não pensar nas coisas más que acontecem, mas sim nas coisas boas que já aconteceram e podem vir a acontecer de novo. Comigo resulta, e bem! Fico sempre com um sorriso na cara :D
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