domingo, 2 de janeiro de 2011

Something....

"Quando sentimos que amamos mais do que essa pessoa nos ama, isso torna-nos um pouco doidos. Bastante doidos."

In Anatomia de Grey, T6, Ep. 17

Nada mais verdadeiro. E acho que chegou o dia de tornar claro para mim algumas situações e sentimentos. Não consigo esperar mais. É agora, neste preciso momento.

É claro que quando estamos apaixonados pensamos em coisas, o que queremos dizer ao outro, fazemos planos para que as coisas corram como queremos, desejamos que o outro seja feliz connosco e acabamos com medo de dizer algumas verdades quando encontramos algum defeito na outra pessoa, ou então, temos vontade de falar ou puxar algum assunto.

Ela é fantástica, mais do que alguém eu alguma vez conheci. Há algum tempo que a conheço e cada vez que descubro um pouco mais dela, parece que tal rapariga é cada vez mais bonita. Mas digo com franqueza que quando reparo em algumas mudanças do que eu estava habituado a ver nela ou a reparar em tal pessoa, o meu estômago acaba por ficar sensível e nos momentos seguintes a eu saber o que mudou (e muitas vezes para melhor) fico com remoinhos em tal zona.

Ninguém me consegue pôr com os intestinos à volta sem ser ela própria, mesmo com as coisas mais simples, como por exemplo, quando me diz que tem de falar comigo - fico tão amedrontado que sei lá o que pensar. Na maioria das vezes acaba por não ser nada de especial, mas até esse ponto chegar... Muita água passa pela ponte.

Depois isso há muito mais. O tempo passa e mesmo que eu o queira parar não posso, não me deixam. Mais cedo ou mais tarde vamos ter de nos separar e mesmo que não nos despeçamos, e por muito que eu diga que é a vida, custa cá dentro.

Passo alguns dias sem fome. Como simples sopas e depois na mesa acabo por inventar qualquer desculpa para me deixarem sair de lá, porque o meu estômago diz que não quer receber mais nenhuma comida. Apesar de eu ter perfeita consciência de que tenho de comer, e horas sem comida no estômago fazem mal, muito mal.

E muito mais, para concluir uma obsessão pela minha melhor amiga, com não sei quantos aditamentos incluídos, onde a impossibilidade acional é demasiadamente elevada para que os sonhos façam efeito.

Quando fico triste, o que me vem à cabeça são os momentos que eu passei com ela menos bons. Quando eu estou mais contente, quero viver de novo todos os momentos que bons que já passei com ela (apesar de não serem possíveis).

Tenho é de olhar para baixo e seguir em frente. Algo difícil de facto, mas que tem de acontecer. Quem me dera não atirar palavras para o ar quando estou de cabeça quente e sozinho no quarto que acabo por me arrepender delas, minutos depois - sim, eu porto-me mal.

Simplesmente, não a respeito: e isso é uma das minhas vanguardas (respeitar o outro), coisa que não consigo agora! Por muito que queira, pareço sempre um guarda-freio a tentar travar o comboio no momento certo para ficar naquele preciso assunto ou tema, não passar além, mais ou então, não a chatear de mais.

Eu em especial sou um amigo muito melguinha e chato. Muito mesmo. Só não quero sentir-me só e como me sentia no básico - mal e sem vontade de nada. E sim, a chave para a mudança não chega. Pergunto-me ainda qual a chave correta. E eu tenho andado à procura dela. Mas ela não chega.

Não partas do nada, por favor....

1 comentário:

  1. Tive um déjà-vu quando li isto. Está a acontecer exactamente o mesmo comigo.
    Subscrevo :D

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