domingo, 14 de março de 2010

Porquê esta personagem...?

George O'Malley, ou melhor, Theodore Raymond Knight; Perguntarão o porquê deste texto, no entanto, responderei breve e rapidamente: esta personagem de Anatomia de Grey mostra bastante do que eu sou, do que fui, e do que, possivelmente serei.

Pego nele apenas na 3.ª temporada, quando o próprio chumba no exame de interno, apesar do seu "esforço", fruto da desatenção e da pouca mão firme para com a esposa, também médica naquele hospital. De facto, e passando tal para mim, quase tudo combina, pensando assim que não poderei entrar no curso que quero, porque, para trás, desviei-me dos assuntos escolares que, deveriam ser os pontos mais "acarinhados" pela minha pessoa.

Outro aspecto importante nas 5 temporadas, brevemente 6 que decorrerram já em Portugal, foi o facto da morte do Pai de George, visto que, estando ele longe de casa, não muito perto da mãe e do pai, leva-me a estabelecer outras relações, tais como, o amor que tenho pela minha mãe, mas a distância que, se calhar, bem-vinda, com o meu pai, daí a MORTE.

Eram imperdoável não falar nos seus agoiros, nos seus sorrisos, nas suas dúvidas e na sua boa vontade; Aliás foi por causa do seu altruísmo que ele entrou em paragem cardíaca no final da 5.ª temporada da série. Tendo-se, anteriormente, alistado ao exército norte-americano, sendo esta uma forma de ele compensar toda a solidão que tinha, porque via as amigas casadas, e era, bastante, por vezes, mesmo bastante ignorado por estas. Possivelmente, este é o pior parágrafo para ligá-lo a mim, no entanto, tentá-lo-ei ligar de forma simples e directa; desta forma, o altruísmo de grau elevado também deixa mágoa, por não sabermos distinguir pessoas e confiarmos em mais do que devíamos, por tentar protegê-las de mais, etc. Felizmente ainda não tive nenhuma paragem cardíaca, mas a dor cardíaca dos últimos dias e o sofrimento acompanhado de choro, não se afasta. Simplesmente por causa do meu altruísmo e da minha dedicação! E do meu pouco entender as coisas.
Estabeleço agora um constraste, porque não pretendo alistar-me ao exército português, no entanto, apenas o futuro o dirá, médias o visualizarão e, no fundo, a distância entre os entre-queridos aumentará. Será que já não existiu um renascimento psicológico? Será que esta dor que se sente é para ficar, porque o sofrimento é atroz? Quem sabe...

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