Era Inverno, já perto da Primavera. Avizinhavam-se as férias e, pensando em algo inesperado, esse tal inesperado acontece. De alguém que bebe Danup's um volta de baixo para cima, dos lados e uma tentação para expelir o que estava a incomodar lá dentro. A máquina humana torna-se cada vez mais insaciável a alterações que não são habituais. Eu próprio também sou assim. Também reajo mal a alterações, infantis, alimentares, ou mesmo então simplesmente, porque deixei alguma refeição por fazer.
Por momentos, aquele silêncio enquanto se lia terminou. Alguém se ausentou da sala. A palpitação começa. Recordações desde o primeiro ano vêm ao de cima. Era como estivesse a reviver tudo, apenas em dois ou três minutos e, a distância que existe entre esses tempos e os actuais são de 10 a 11 anos. O simples facto de ter de ser eu a vomitar sozinho, naquela altura, repugnava-me. Não sabia como agir.
Com tudo isto, fiquei imóvel, pensei que iria acontecer a outra pessoa, diferente de mim, mas possivelmente pelos mesmos motivos. Não choro, porque não há mais lágrimas. A fortaleza e o prazer daquela aula dão lugar à preocupação e ao medo do que poderia acontecer ali.
Felizmente, desta vez, alguém a acompanhada. Infelizmente não me consegui mexer a fim de ser eu a acompanhá-la. No entanto, foi acompanhada por alguém melhor do que eu. Fiquei feliz, e podia-me voltar-me a mover, falar e continuar a estar presente de corpo e alma naquela sala de aula.
No entanto, não acabou por ali. O tempo em que aquelas duas colegas estiveram fora da sala, preocupou-me e não foi pouco. Passaram cinco (5) minutos com tais colegas fora da sala e a palpitação voltou. O medo de estar a acontecer tudo aquilo voltou. Estive mesmo para pôr o braço no ar e pedir para me ausentar na sala, para poder ver o que se estava a passar, e poder de certa forma tentar ajudar.
Felizmente, elas voltaram. Fiquei com pena de me ter petrificado naquela altura e de nenhuma maneira poder ter sido útil em tal situação importante.
Ao menos, pude tentar preocupar-me um pouco mais tarde, mas... tal já não era necessário.
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