domingo, 16 de maio de 2010

A visita cultural (X) - Uma nova vida em Londres

Carlos trabalhou apenas até ao meio-dia. Deixou que o seu Junior Assistent trata-se das coisas à tarde e foi visitar a cidade. Ele programou ver 3 locais de interesse: Madame Tussauds, London Transport Museum e um local que não é local, mas que abrilhantava os olhos de Carlos, Docklands Light Railway que ele administrava. Almoçou em casa, a sua comida portuguesa favorita e depois caminhou até ao Museu da Cera. As filas eram enormes. Utilizando os seus VIP Tickets, ele entra enquanto que a fila continua a aglomerar-se. Carlos fica maravilhado com as personalidades que encontra em cera, desde as mais mediáticas até às mais obscuras, mas um facto ele tinha de realçar. Tudo parecia real! Era como as pessoas tivessem ali vivas, ao pé dele!

A memória não o atraiçoa e ele lembra-se de levar algo para mostrar a Roberta. Ambos sempre gostaram do 007. Nada melhor que a fotografia dessa personagem em cera para recordar esse momento. Era fascinante, tanta luz misturada com o sorriso de Carlos. A dedicação a tirar a fotografia, a simplicidade, mas a ternura e o cuidado.

Termina a visita e dirige-se para o museu dos transportes. Como é óbvio, aquele museu fê-lo delirar. Passou lá mais do que três horas. A documentar tudo, ver todas as características, as peças, o passado, o presente, o possível futuro. Tudo ficou registado numa máquina fotográfica. Louvou-se pelo avanço das locomotivas, dos sinais de controlo de tráfego, dos autocarros, do ambiente, das zonas não mostradas ao público. Adorou um das carruagens de metro. Os diagramas antigos e a evolução do Tube Map que pretende alterar em breve. Tanta magia para aquele dia. Faltava-lhe o DLR. Com pressa sai do museu e dirige-se ao pé de casa. A estação mais próxima era ao pé de sua casa. Na ponte, deslumbrou-se com a vista sobre o rio Tamisa e sobre as docas londrinas. Comparou-as à baixa ribeirinha portuense e lembrou-se da visita a tal cidade. Mas ele tinha saudades de Roberta. Queria passar a tarde com ela.

Cerca das 22 horas chega a casa, e vê os sapatos de Roberta ao pé do seu quarto. Achou estranho e questionou a governanta de tal razão. Carlos sorriu com as palavras que foram ditas em voz alta, por uma voz feminina, que se aproximava por trás.

3 comentários:

  1. Melhor parte até agora!

    Senti-me no lugar de Carlos...

    muito bem escrita e com um poderoso final.

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  2. 'no lugar de Carlos' no sentido em que parecia que estava mesmo a visitar esses sítios ^^

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  3. fireflies *.*
    adoro a música :D

    e, hum, obrigada por seguires as minhas bolas de sabão ^^

    boa semana!

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