A empregada retirou-se da proximada dos colegas de secundário. Carlos derrama lágrimas, mas seca-as rapidamente. Tentando-se mostrar como forte dá uma desculpa esfarrapada a Roberta, mas como esta o conhecia bastante bem, não acreditou nele, dizendo que chorar fazia bem a todos e não valia a pena chorar por tal coisa.
Carlos olha nos olhos Roberta. Não acontecia tal coisa há mais de um lustro. Fixaram ambos os olhares. Aqueles castanhos em confronto em linguagem ocular, pedindo um abraço mútuo. Assim foi, do nada, abraçaram-se e pensaram nas maiores alegrias da vida. Nas maiores vivências, nos maiores sonhos, no maior amor, na cidade de sonho. É como que aquele confronto de olhares os transpusesse para o passado, deixando uma ideia de saudade, mas de recordação.
Passava-se a altura do início do Ensino Secundário e ambos foram colocados na mesma turma. Não se conheciam. Para Carlos, Roberta era como alguém que, após o primeiro olhar tinha ficado marcado para todo o sempre. Para Roberta e após as primeira intervenções de Carlos e antes dos primeiros testes, este era uma pessoa muito culta, e com muitas boas notas, facto que não se confirmou com os testes que fizeram.
Acho que Carlos desceu na consideração de Roberta nesse tempo, sem se aperceber. Foi brilhante como existiu medo nas primeiras conversas por SMS de ambos. Seria por falta de hábito? Ou por não querer magoar o outro? O certo é que foram felizes. Fizeram o Ensino Secundário no tempo habitual (3 anos) e entram À faculdade. Aí sim, existiu uma grande separação na vida deles. Penso ainda que Carlos chora por tal separação. Daí, se calhar, tal reacção, quando este lhe deu a prenda. Seria excelente que se percebe tal comportamento. A faculdade marcou bastante ambos, desde a vírgula mal posta numa frase até às novas experiências de vida!
Deveras interessante!
ResponderEliminarSinto aqui um grande receio: o da separação.
Neste texto, ocorre um reencontro físico físico e emocional que pode ser um indicador da vontade de Carlos de não a perder mais vez nenhuma...
OU
...pode ser um indicador da vontade do Duarte de não a perder vez nenhuma.