sábado, 8 de maio de 2010

Uma nova vida em Londres (IV)

A mãe de Carlos aplaudiu o texto proferido pelo mesmo aquando da conferência de imprensa. O Senior Manager da TfL continuou com a planificação das reformulações do metropolitano até cerca das três da madrugada.

No dia seguinte em Portugal, é anunciado o que irá acontecer em Londres e, quando Roberta ouve a notícia pela televisão estatal portuguesa desmarca-se, pois sabe que se existisse algum problema com o seu caminho para o trabalho a mesma seria informada por Carlos. A mãe de Roberta vê Carlos a dar a conferência de imprensa pela televisão e chama a filha para junto dela. Roberta junta-se à mãe e ouve o seu antigo colega de escola a falar de logística, fazendo-a relembrar todas as planificações que ele fazia no Secundário. Ela ouve com atenção tudo o que Carlos disse a Londres e ao mundo e percebe qual é o cargo dele agora.

Carlos estava agora a falar para os jornais ingleses dando cada vez mais detalhes acerca do que iria ocorrer e das altrnatias que iriam existir. Foi uma semana monótona e passam-se, para além dos sete dias mais três, ficando o dia a marcar 19 de Dezembro. Carlos, após a visita às obras em Chesham, fica engripado e passa o dia em casa. Nessa manhã, Carlos liga a Roberta e dá-lhe os parabéns. Tenta fazer uma voz decente e não mostrar que está engripado. Após desligar, Carlos volta a deitar-se na cama e começa a chorar. Chora lágrima atrás de lágrima, fazendo quase que como um carreiro de cloreto de sódio pela face a baixo.

Em Portugal, Roberta apercebe-se que Carlos não está bem, mas não poder fazer nada. Apesar de estar longe, não tem avião marcado e não pode ir ter com ele. Aliás, a única coisa que ela sabe é o cargo dele. Por mais estranho que pareça Carlos muda sempre de assunto, quando se toca no trabalho e em morar em sítio. Apesar de todos estes desencontros, Carlos anseia ver de novo Roberta e poder abraçá-la.

1 comentário:

  1. Carlos está a revolucionar a cidade de Londres...

    mas essa não é a única revolução que está a decorrer...

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