sábado, 8 de maio de 2010

Uma nova vida em Londres (III)

Carlos consegue chegar a casa e vai ao computador ver a que horas chega o próximo voo proveniente de Londres. Pelo que reparou já tinha chegado e Roberta tinha tempo de chagar a casa.

Roberta, mal que chegou a casa, ligou a Carlos e ele atendeu-lhe a chamada. Parece que Roberta encontrou Carlos após três meses de busca intensa e sem resultados. O problema é que a estada de Carlos em Portugal foi mais curta do que se pensava. Roberta estava a tentar combinar uma saída com Carlos, quando este vê um e-mail da TfL dizendo que ele tem de interromper as férias que havia amrcado devido a um problema que ocorreu na sincronização das linhas e comboios que ninguém conseguiu resolver. Ele ficou triste, porque queria passar o Natal e o Ano Novo com a família, mas não conseguia. Por espanto da família, Carlos convida-os a ir para Londres passar o Natal e o Ano Novo para a sua casa. Claro que a família aceitou.

Roberta desligou o telemóvel assim que soube que Carlos tinha de regressar a Londres no dia seguinte. Não conseguiu agradecer nada do que Carlos lhe tinha dado e que era fantástico. Ela era a única naquele hospital com tal instrumento daquela cor, que relembrava um grande amigo que Roberta tinha.

À noite, Carlos liga para Roberta dizendo-lhe que pede desculpa por não conseguir estar presente no aniversário dela. Mas que lhe mandava a prendinha, que classificava como "simbólica" por correio, mantendo alguma tradição passada! Carlos pediu também desculpa a Roberta por tal comportamento na ida para Londres, que deixou Carlos desolado. Roberta sentiu Carlos a chorar, através da fala dele. Ela sempre soube que a fala dele fica mais rouca quando ele chora. Foi isso que aconteceu naquele momento. Roberta fica por Portugal e diverte-se durante as férias de Natal, enquanto que Carlos regressa a Londres, sem a família que iria ter com ele dias depois.

Passam-se dois dias e a família de Carlos chega ao aeroporto de Londres. Espera-os uma limusina de cor preta com Carlos lá dentro. A família começou a questionar tantas coisas e tantas riquezas que não eram habituais dele. Eram colocadas questões atrás de questões.

- Uma limusina? Deves ter pagado imenso por isto! - disse a mãe de Carlos
- Não mãe, claro que não. Eu tenho direito a ter esa limusina. Sou o chefe máximo da TfL agora e não chefe da organização logística do Metropolitano, respondeu Carlos.

A viagem até à outra parte de Londres chega ao fim e quando a família de Calros vê como fundo o National Bank, quase que deliria que questiona Carlos acerca das suas possibilidades financeiras. A casa de Carlos estava cheia de requinte, mas com uma característica única. Tinha um ar de casa portuguesa, parecida àquela onde ele havia vivido vários anos. Ele desculpa-se por se ter de ausentar, mas a Mme. Parrot tratava da hospedagem dos familiares em tal casa. Toda a família de Carlos continua boquiaberta com tal imensidão habitacional.

Há hora do jantar, surge uma notícia de última hora nas notícias televisivas. Diz-se que o Metro de Londres irá encerrar linha a linha durante a semana, para trabalhos de reformulação excepcionando as linhas Piccadilly  e Central. Que levavam os passageiros ao centro de Londres até ao aeroporto, passando por Hammersmith. Levataram-se imensos protestos pela cidade após a divulgação por parte da TfL de tal decisão, mas por volta das vinte e três horas, Carlos, filmado em sua casa, explica aos Londrinos o que irá acontecer. Parte do discurso de Carlos traduzido para Português é o seguinte:

"Caros Cidadãos Londrinos e Turistas,

Foi-vos anunciado por volta da hora do jantar que iriam existir interrupções no Metro de Londres. De facto, implementei uma nova organização e método para remodelar de forma mais exaustiva e mais rápida o mais antigo meio de transporte subterrâneo do Mundo. Desta forma, considero prioritário o acesso aos hospitais, universidades, bancos e aeroportos, consequentemente essas ligações irão ser mantidas, devido à enorme quantidade de população que converge para tais locais. Refiro desta forma que as Linhas Central e Piccadilly não serão afectas até ao próximo mês de Junho. Mais anuncio que o DLR não será afectado e as ligações com o London Overground também serão mantidas. Desta forma, serão encerradas de forma faseada as linhas do nosso metropolitano, podendo assim existir uma refrmulação efectiva dos seus percursos e trajectos. Desta forma, os encerramentos serão realizados da parte não-central para a parte cental de Londres, começando pela zona Noroeste com a Metropolitan Line. Terminar-se-á esta intervenção passados quatro anos, com a reformulação completa de todo o material circulante e do eixo central, que culminará com a reabertura da estação de Blackfriars, que extenderá o seu período de obras por mais dois anos. Serão disponibilizados serivços alternativos (autocarro) e serão concretizadas viagens de metro, no entanto, com velocidade reduzida e a específicas horas do dia.

Obrigado".

1 comentário:

  1. gostei muito do metro de Londres, apesar de o achar meio claustrofóbico e confuso :T

    aposto que, com estas remodelações, tudo ficará melhor :p

    anseio pela continuação da história

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