sexta-feira, 7 de maio de 2010

Uma nova vida em Londres (II)...

(... e que tal um exercício para descobrir o início...?)

A procura pelo companheiro de longa data continuava turno após turno de internato. Cada vez mais Roberta era enviada para sítios mais formais e menos acessíveis. Desde a sede do "National Railway" até mesmo à "Parliament House", onde Carlos tinha feito um discurso acerca dos transportes e da nova organização que tinha implementado há pouco tempo. Roberta continuava sem saber o que se tinha passado com Carlos, mas notou que o metro vinha cada vez mais a hora, existiam novas tarifas, novos percursos e reformulações que haviam sido comentadas há anos. Após a primeira semana de "buscas" Roberta lembra-se de uma conversa que havia tido com Carlos, no Secundário. A antiga "East London Line" do metro que tinha sido convertida para comboio.

Passou por lá e, utilizando o seu fluente inglês perguntou na bilheteira quem era o responsável pela linha. Responderam que era Mr something, cujo nome ela não percebeu. Se fosse Carlos, Roberta tinha percebido que era um nome conhecido. Ela teve possibilidade de ver anúncios recentes da linha em causa e não tinham sido assinados por ele. Logo, Roberta voltou à estaca zero.

Carlos estava cada vez mais longe, mas cada vez mais perto! Carlos tinha acabado de sair do comboio que tinha chegado de New Cross há 2 minutos, tinha reparado em Roberta, mas como ela estava tão mudada não associou a 100% à pessoa em si. O fato completo que Carlos enverdava não era tão assimilado na altura em tal zona de Londres. Ele tinha uma limusina à espera para o levar a casa. Ele tinha mudado de casa. Estava junto às estações de Bank e Monument agora. Deixara a sua zona antiga e a TfL havia-lhe oferecido tal apartamento em tal zona requintada da cidade.

Para espanto de Roberta e sem saber nada de novo acerca de Carlos, a estação de Hammersmith tinha entrado em obras, existindo apenas comboios a parar naquela estação, por mais estranho que pareça, meia-hora antes da hora do início do turno no Hospital de Hammersmith e meia-hora a quarenta e cinco minutos após o fim de cada turno. Todos os dias da semana, excluindo nos turnos de Domingo a partir das catorze horas.

Roberta quando consegue perceber tal coisa, já se passa o mês de Dezembro, e após ter colocado a questão dos horários da estação de Metro a um colega, este diz-lhe que tudo isto é obra do novo Senior Manager da TfL, que detesta o que era o Metro. O colega de Roberta diz-lhe ainda que já tentaram assassinar o Manager, mas sem efeito.

Carlos enquanto Roberta estava a comentar tal situação preparava-se para apanhar o metro para se dirigir ao aeroporto para poder visitar a família durante o Natal e Ano Novo. Mas, mais uma vez pelo estranho que pareça, ele regressou no dia 9 de Dezembro. Nunca nenhum Senior Manager tinha pedido tão poucas férias, como este.

Ao chegar ao novo aeroporto de Alcochete, em Portugal, a família de Carlos espera-o! Pelo maior espanto, a família de Roberta também estava no aeroporto, mas sentados num banco, longe das zonas de chegadas. Após ter falado com a mãe de Roberta, Carlos percebeu que Roberta também regressava hoje, mas noutro avião, mais tarde.

1 comentário:

  1. gostei.

    acho interessante teres começado uma história nova.

    voltas de 360º... :b

    obrigado pelas palavras de incentivo e confiança

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