Roberta depois do jantar, saiu de casa de Carlos e desejou-lhe boa noite. Algo que Carlos estimou e agradeceu com ânimo. Foi para o quarto e decidiu ver a sua caixinha, tendo em conta o que a SMS que lhe enviaram.
Em casa de Carlos estava luz, aquecedores ligados, pouca roupa vestida, contrastando com a noite londrina, chuvosa, fria, que obrigava Roberta a estar com muitas camisolas por causa do frio. Roberta fazia lembrar Carlos, quando ambos estavam em Portugal. Ele era o friorento e ela a menina do decote, quando o tempo começava a aquecer. Roberta estava na paragem de autocarro, quando é assaltada. Fica sem chaves de casa, sem o dístico de identificação do hospital, sem dinheiro, excepto o telemóvel que por espanto o tinha deixado na casa de Carlos.
Roberta caminhava agora à chuva, até à casa de Carlos. A chuva tornava-se cada vez mais forte e a viagem até casa do amigo tornava-se cada vez mais longíqua.
Carlos remexe na caixa dos textos,como Roberta lhe tinha dado indicação. Encontrou dois textos que se destacaram. Não estavam ali. Alguém os tinha posto ali. Ele leu um que, aprecia que tinha escrito há algum tempo. tinha um título: "O que sei dela"
"O tempo aqueceu. Deixou de usar a roupa de Inverno e passou a usar a roupa mais fria. Além disso, consegui vê-la, uma vez mais como adulta. Fiquei feliz por isso. Ela, sem dar por isso, deu a entender o que s epassava de normal com ela. Como é óbvio, era certeiro. Pelo que conhecia dela era o mais o provável ser. Até pelo ar da palavras e das acções eu consegui perceber isso. Quem me dera não o perceber. Não quero exceder os meus limites!"
Carlos percebeu que o que teve com Roberta no Secundário era algo de importante para ele. Era como ela fosse uma luz e um exemplo para ela. Mas agora Carlos tinha outro texto para ler. Era de Robeta:
"Ups... Passaram tantos anos e eu ainda escrevo textos para ti. Tenho imensos textos teus em minha casa, cada um mais bonito que o outro, mais sorridente, ou mais duvidoso. São textos que eu estimo. Eu sei que me perguntaste várias vezes o que eu fazia com eles. Eu sei que pensavas que eu os deitava fora. Mas não. Estão todos guardados. Tenho memórias de tudo, mesmo que não tas diga. Gosto de as aguardar para mim.
Agora estamos em Londres, passaram anos, mas as amizades são intemporais. Mesmo aquelas mais fracas, e mesmo aquelas mais fortes! Sempre to disse."
Carlos após ler o texto de Roberta, desligou a luz da mesa de cabeceira e foi-se deitar. Cinco minutos depois Roberta bate à porta. A porteira abre a porta e após explicar a situação deixa Roberta dormir lá. No piso das visitas, porque Carlos não tinha conhecimento de tal situação. Passa-se a noite e o dia seguinte continua cinzento. Carlos despacha-se e sai. Ele queria ir visitar monumentos em Londres naquele dia, após o trabalho.
como já disse, estou a gostar muito desta história...
ResponderEliminarainda mais do que da outra, creio.
interpretando:
vejo aqui um grande conflito entre os 'tempos'.
uma nostalgia do passado, um desejo de alterar o presente e uma ânsia pelo futuro.
apesar do futuro ser chuvoso, aparentemente, é mais luminoso e quente.
estou curioso pela continuação!
então se aparecerem monumentos de Londres, acho que deliro 8D
parabéns pela bela história.