Roberta ficou encavacada com a saída repentina de Carlos. Ela apenas se tinha esquecido de trancar a porta do WC. Despachou-se e saiu de casa de Carlos pela porta das traseiras e perguntou à governanta onde é que Carlos tinha ido. A indicação que lhe deram foi a de St. James Park. Apanha o metro a seguir a Carlos. Sai na estação correcta e vê Carlos a coxear ao fundo. Este, já cansado, senta-se num banco. Era como houvesse um contraste entre a constipação dele, de casaco escuro com as primeiras folhas verdes a aparecer no jardim. Vê o London Eye ao fundo e relembra as imensas fotografias que via na Internet sobre tal atracção turística.
Roberta consegue chegar ao pé de Carlos e ele, envergonhado com o que se tinha passado, volta a cara para o lado. Roberta tem uma grande conversa com Carlos. Eles estão mais do que duas horas ali sentados, à mercê do Sol e da chuva, porque o céu estava parcialmente nublado. Falam, gritam, divertem-se, guerreiam, 'atacam-se', resumindo portam-se como dois adolescentes autênticos. Carlos convida, após tal conversa, Roberta para irem visitar o Palácio de Buckingham. Roberta aceitou de imediato. Após a visita que demorou algum tempo, Carlos ajoelha-se no meio da erva verdescante do jardim e pede perdão por tudo de mal que tinha feito a Roberta. Além do mais, Roberta aceita jantar com Carlos em casa dele.
Quando chegaram a casa, a primeira coisa que Carlos fez foi mostrar toda a casa, mais propriamente dois pisos, compostos por bastantes quartos e divisões importantes. Ele disse a Roberta que quando ela quisesse lá dormir estaria à vontade, porque ela fica num piso e ele noutro. De repente, quando começa o jantar servido à portuguesa, o telemóvel de Carlos toca. Era uma vez mais o seu Junior Assistent porque tinha novidades em relação às obras do metropolitano e aconselha Carlos a fazer uma declaração pública com as informações que ele lhe iria enviar por e-mail. Assim foi. O jantar ficou cancelado por hora e meia. Carlos pegou na mão de Roberta e levou-a para a sala das conferências de imprensa. Por trás das câmaras, Roberta fazia figas para que Carlos não tivesse nenhuma recaída de saúde durante a comunicação à cidade e ao país. Assim foi, marcava o relógio vinte horas e quarenta e sete minutos, quando entra Carlos no ar:
"Caros Cidadãos Londrinos e Britânicos,
Agradeço-vos a paciência que têm demonstrado para com as obras que a TfL está a desenvolver no LU. Estas são bastante importantes e têm um encargo não elevado para os contribuintes. Trago-vos assim, uma vez mais, novidades acerca das obras que decorrem. O topo norte da linha Metropolitan entre Chesam e Moor Park já está concluído. Entra assim em obras o troço entre Harrow-on-the-Hill e Amersham e Chalfont & Latimer. Uma vez mais peço paciência para com as obras. Reforço a ideia que amanhã as viagens no troço reaberto serão gratuitas.
Boa Noite e Obrigado".
O jantar é retomado, com mais calma. A primeira fala que existe é... dá-me o teu número de telemóvel londrino. Carlos engasga-se e espirra, mas dá o número de telefone, onde de seguida recebe uma mensagem esquisita de Roberta que está à frente dela: "Vê a tua caixinha!".
Fonte da fotografia: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b4/Buckingham_Palace%2C_London_-_April_2009.jpg
Quando chegaram a casa, a primeira coisa que Carlos fez foi mostrar toda a casa, mais propriamente dois pisos, compostos por bastantes quartos e divisões importantes. Ele disse a Roberta que quando ela quisesse lá dormir estaria à vontade, porque ela fica num piso e ele noutro. De repente, quando começa o jantar servido à portuguesa, o telemóvel de Carlos toca. Era uma vez mais o seu Junior Assistent porque tinha novidades em relação às obras do metropolitano e aconselha Carlos a fazer uma declaração pública com as informações que ele lhe iria enviar por e-mail. Assim foi. O jantar ficou cancelado por hora e meia. Carlos pegou na mão de Roberta e levou-a para a sala das conferências de imprensa. Por trás das câmaras, Roberta fazia figas para que Carlos não tivesse nenhuma recaída de saúde durante a comunicação à cidade e ao país. Assim foi, marcava o relógio vinte horas e quarenta e sete minutos, quando entra Carlos no ar:
"Caros Cidadãos Londrinos e Britânicos,
Agradeço-vos a paciência que têm demonstrado para com as obras que a TfL está a desenvolver no LU. Estas são bastante importantes e têm um encargo não elevado para os contribuintes. Trago-vos assim, uma vez mais, novidades acerca das obras que decorrem. O topo norte da linha Metropolitan entre Chesam e Moor Park já está concluído. Entra assim em obras o troço entre Harrow-on-the-Hill e Amersham e Chalfont & Latimer. Uma vez mais peço paciência para com as obras. Reforço a ideia que amanhã as viagens no troço reaberto serão gratuitas.
Boa Noite e Obrigado".
O jantar é retomado, com mais calma. A primeira fala que existe é... dá-me o teu número de telemóvel londrino. Carlos engasga-se e espirra, mas dá o número de telefone, onde de seguida recebe uma mensagem esquisita de Roberta que está à frente dela: "Vê a tua caixinha!".
Fonte da fotografia: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b4/Buckingham_Palace%2C_London_-_April_2009.jpg
estou a gostar da história.
ResponderEliminargosto da música... e te pergunto 'how can you move on?'
gostaria que Roberta comentasse.
Adoro reviver os momentos de Londres +.+