segunda-feira, 6 de julho de 2009

A 2, não é difícil (Parte 31)

O facto que Adriana nunca havia pensado é que todas as palavras que Daniel lhe dava, como por exemplo, o caso de dizer que estava tudo bem, que como já referi anteriormente, era uma mentira, continuava a fazer com que Adriana pensasse que Daniel estava bem. O facto é que a amiga com quem Daniel, um simples estudante de Medicina, no 1.º ano, tinha ido jantar à Costa, deixava muito a desejar. Nada aconteceu entre eles. Já era de esperar, confessou-me Daniel, há cerca de 3 dias.
Mas algo de repente muda na vida de ambos os manos. Ele, regressa a casa, completamente cheio de saudades da mana, e ela, está sorridente, também, mas Daniel, rapidamente sentiu que algo não estava ali bem. Ele conhecia-a bem, e, por isso, não a questionou acerca de nada. Deixou apenas as coisas fluirem e assim, tentar perceber o porquê daquela pequena diferença sentimental, naquele momento.
A noite havia chegado, Daniel, atarefa-se na cozinha, e tranca a porta. Estava a preparar algo que Adriana gostava, mas ela não poderia saber o que é.
'Como é óbvio, acho que Daniel nos deixou a pensar que mais um prato típico português, no entanto, não o era.'
Daniel, após reabrir a porta que dá acesso à cozinha, mostra à mana o jantar. Ela admirou-se bastante, porque sabendo que Daniel não gosta de pizzas, ele fez-lhe duas, gigantes. Ele aproveitou e também provou um nadinha das pizzas concebidas.
Ele acabaria por comer as sobras do jantar do outro dia, que, Adriana tinha feito. Estava bastante bom o que ela havia feito, no entanto, Daniel cai na cama com uma 'pedrada' gigante.
Assim sendo, por volta das 21h 30m já todas as luzes estavam apagadas naquela casa. Os manos ansiavam o início das férias que era logo no dia seguinte.
Durante a noite, não se ouviu qualquer ruído fora do normal. Adriana dormia normalmente como um rainha na noite. Daniel estava na cama, às voltas, mas de olhos fechados, o que parece que ele estava ou a ter pesadelos ou a sonhar. O que vos posso dizer é que algo de 'anormal' se passava ali, uma vez que ele, quando costuma ter insónias, levanta-se, dá uma volta pela casa e regressa ao quarto.
Consegui, num intervalo pequeno, ouvir duas palavras: 'Não, não!'. Parecia que algo se havia passado.
Daniel, na minha opinião, estava a sonhar com Adriana, a pensar que ele estava sim triste, no entanto, quando vê o sorriso dela, entende-o, como uma força que o levanta e diz: 'Então, anda lá!'.
Daniel, como já disse, anteriormente, pensa que Adriana está cansada dele, no entanto, pude constatar que no diário dele, tudo é cada vez mais sucinto, mais resumido. Acho que Daniel tem perdido a inspiração para escrever. Porquê? Acho que nem ele sabe. Apenas tem medo. Medo de com a escrita magoar a irmã e os outros. Ele quer, penso eu, que tudo fique bem.
Na manhã seguinte, Daniel deixa o pequeno-almoço pronto na mesa da cozinha e senta-se à espera de que a mana apareça, nem tardou muito.
O tema daquele pequeno-almoço foi o sonho que Daniel havia tido naquela noite. O facto é que Adriana, no seu interior, congratulou-se e sorriu para dentro. Foi pena não ter demosntrado a Daniel isso. Ele acabou por pensar que ela tinha mostrado indiferença.

Sem comentários:

Enviar um comentário