É difícil de após tantas coisas e pouco tempo literário se chegar ao fim de uma aventura, se é esta a palavra correcta, com altos e baixos, com direitas e esquerdas, com tudo um pouco. Enfim, acho que os manos neste momento, estão que casas dferentes, Daniel na antiga casa dos avós e Adriana na sua casa. Daniel, sem Adriana saber deposita-lhe, quando ela não está em casa, debaixo do colchão da cama, 250€ para compensar todo o tempo que estiveram juntos. Não se falam, mesmo que vão no mesmo modo de transportes, ou na mesma rua, escolhem sempre direcções opostas para se sentarem ou então para caminharem. Recentemente, Daniel disse-lhe olá numa SMS de telemóvel, à qual não obtém resposta. Lembrou-se assim que José, seu companheiro de curso e colega de consultório, tinha combinado uma saída de velhos amigos, à qual nenhum dos dois sabia que o irmão havia sido convidado.
Foi uma grande surpresa quando viram o outro. Haviam os dois mantido as mesmas características de há tanto tempo. Ele mantinha-se igual, quando mostrou o caule no dedo da mão esquerda e da cor dos olhos castanho-avelã que Adriana tanto admirara. Ela, por sua vez, manteve as mesmas cócegas, o mesmo carinho, o mesmo tudo, mas no entanto, nos últimos 3 anos, não o demosntrou a Daniel.
Sinceramente eu, não sei que fazer. O que lhes hei de dizer? É difícil, quando depois de tanto tempo, tudo se mantém igual.
Sem nada mais, convido-os para uma ida ao cinema, e ambos, ao mesmo tempo, pedem para eu, ficar ao meio. Cumpri o que tinha ouvido. Não iria dizer que não a dois amigos de 'longa' data.
Tive a dormir todo o cinema. Apenas reparei no último riso que Adriana fez, quando Daniel lhe toca na cintura; além disso, notei na frase que ele lhe diz: 'a minha fonte de inspiração secou'. Acho que não houve qualquer resposta. Fiquei emocionado :')
Sem mais nem menos, eles despareceram, na escuridão da sala, e eu, fiquei, ali, sozinho, a bater palmas para o bom trabalho que os dois haviam feito.
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