sábado, 14 de fevereiro de 2009

A 2, não é difícil (Parte 11)

A rotina habitual dos manitos é quebrada pelo início das férias. Primeiros 15 dias, Odeceixe, no seu carros escuro, Adriana conduz, segundo indicações de Daniel. Quando chegam à parai, onde Daniel tinha alugado de novo a casa que o acolhera anos se conta, aparecem os seus amigos, Carlota, André, Arthur, Rodrigo, Frederico, Ana Bárbara, Laura e António. Fazem uma festa ao verem Daniel, 3 anos sem Odeceixe teria sido, para eles, no minímo insuportável. Assim foi, depois de jantarem, os amigos reunem-se para a saída nocturna habitual, desde o miradouro de baixo baixo, até ao miradouro de cima cima, porém os horários de recolher para Daniel, sempre se mantiveram, aquela hora era sagrada. Após regressarem a casa, e apagarem a luz da entrada, reunem-se na sala, aqueles 2, sozinhos, longe de tudo, só uma observação, o hospital mais próximo ficava a 80 km, mas a alegria reinava naquela casa. Todos os comportamentos de irmandade... Apenas um quarto é ocupado agora, onde a janela, em madeira dá para a Rua Principal, em frente à antiga GNR. Aqueles dias haviam sido excelentes dias. Mas a partida para Monte Gordo, estaria marcada já há muito. Tinha de ser cumprida. Assim o foi, completamente à hora, chegou-se a Monte Gordo, a primeira vez para Daniel, naquelas águas quentes, ali é que Daniel utiliza as suas sandálias de plástico. Adriana fartou-se de rir, mas rapidamente habitou-se à ideia.
À noite, aqueles 2, decidiram ter a conversa que os esperva à muitos: esclarecimento final. Assim o foi, Adriana e Daniel puseram tudo em pratos limpos, nada de nada tinham mais a escpnder um do outro. Ela sabia de tudo dele e ele sabia de tudo dela....... Estranho, mas possível. O maior segredo dele havia sido dito, o qual derramou uma lágrima daqueles cristalinos olhos. Mas a vida não é um "mar de rosas" e temos de estar preparados para tudo. Quem diria que o menino que parecia ser assim esquesito tinha alvos diferentes dos outros, mas precoces. Deixaremos a vida correr e assim, teremos respostas, foram palavras de Daniel.
Adriana ficou de tal modo sensibilizada que foi-se deitar de imediato.
Mais uma noite havia passado em Monte Gordo onde aqueles dois, criaram rotina e hábitos naturais de adultos.
Na manhã seguinte Daniel pensa que falta uma coisita que tem de ser retirada a Adriana, e, apesar de ser difícil, tem de ser feito.

3 comentários:

  1. wow, isto tá um bocadinho assustador.. uma coisinha a retirar a Adriana? mete medo xD

    bjs
    *@

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  2. O desejo de lhe retirar algo, o desejo de lhe mudar algo é um desejo de mudança.

    No entanto, penso que é um desejo de mudança que possui, escondido, um desejo de manter as coisas como estão. Manter as coisas iguais, mas diferentes.

    Dizem que se pode 'rescrever a História'. Pois - naturalmente. São os seres humanos, dotados de racionalidade que criam a História! E pessoas suficientemente fortes, ou mesmo um grupo de pessoas fortes pode mudar a história; pode mudar o que está mal. Ou, acima de tudo, pode mudar a favor dos seus interesses pessoais - o que não costuma ser positivo.

    O teu desejo de mudança, na minha opinião, é um desejo conservador. Queres mudar, mas queres conservar. Como é isso? No fundo, queres ACRESCENTAR algo a algo que já existe.

    Será?

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  3. “Primeiros 15 dias, Odeceixe, no seu carro escuro, Adriana conduz, segundo indicações de Daniel. Quando chegam à praia, onde Daniel tinha alugado de novo a casa que o acolhera anos sem conta, aparecem os seus amigos, Carlota, André, Arthur, Rodrigo, Frederico, Ana Bárbara, Laura e António. Fazem uma festa ao verem Daniel, 3 anos sem Odeceixe teria sido, para eles, no mínimo insuportável. Assim foi, depois de jantarem os amigos reúnem-se para a saída nocturna habitual, desde o miradouro de baixo baixo, até ao miradouro de cima cima, porém os horários de recolher para Daniel, sempre se mantiveram, aquela hora era sagrada. Após regressarem a casa, e apagarem a luz da entrada, reúnem-se na sala, aqueles 2, sozinhos, longe de tudo, só uma observação, o hospital mais próximo ficava a 8okm, mas a alegria reinava naquela casa. Todos os comportamentos de irmandade…Apenas um quarto é ocupado agora, onde a janela, em madeira dá para a Rua Principal, em frente À antiga GNR.(…)”


    Esta parte do texto é-me, um tanto ou quanto, familiar. Será que conheço essas pessoas de algum lado!? Será que essa casa se pareçe com alguma em que eu já estive? Será que isso me faz lembrar algum sitio!?
    Odeceixe claro! A tua casinha de todos os anos como é lógico! E nós, amigos de sempre não é duartito!?
    Até fala nos passeios de miradouro a miradouro, que têm andado um bocado mais escassos, e do teu recolher obrigatório. Ah e tambem das sandálias de plástico, só que um bocadinho mais em baixo.

    Sem dúvida é o melhor texto daqui, só porque tem um cheirinho a Verão (e o meu nome claro)

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