Eis que surge uma luz, uma voz, que nos guia, mas essa mesma se divide em duas: uma no lado esquerdo, outra no lado direito. A do lado esquerdo diz: “tas parvo, ela ali e tu aqui, é só caminhar!” Por outro lado a direita exprime-se dizendo: “fica aqui, tu não a mereces, ela nunca olhará para ti. Deixa-te estar assim, sozinho, hás-de encontrar a pessoa certa, no tempo certo, mesmo que seja aos 90 anos, não há pressa!”.
A tal luz, fortaleceu-se, não era aquela ao fundo do túnel, era uma luz constante, sempre com as duas opiniões a contrabalançar. Um dia ele está assim, outro está assado, não lhe diz nada, prefere sofrer e sentir aquele peso sozinho. Tenta ao máximo exprimir-se pouco ou mesmo nada para ela não dar conta.
Reluzem, naquele dia tão escuro e tão cinzento ao longe, os olhos castanhos avelãs dele, porém aquela tristeza, fez com que estes ficassem completamente escurecidos, quase a chorar.
Atribuir culpas a alguma pessoa é impossível, acreditando ou não, ele, mesmo com aquela luz forte e confusa, só sabe que ciúmes estão a tentar crescer, e ele está a tentar travá-los. Por vezes os ciúmes são mais fortes.
Passar tempo pode não ajudar, especialmente quando ele tenta fazer os dois lados do assunto, não devia, mas fá-lo, de modo a que ajude, mesmo sabendo que a mentira ocorre sempre, e que pode e vai de certeza arranjar problemas.
Contudo, isso, neste momento não lhe interessa, interessa sim, para ele tentar perceber se aquela rapariga é para ele a ideal, mesmo podendo trair algo com alguém, sendo a relação com este alguém sério ou não.
O lado diz: Escolhe Laura, porém o outro diz escolhe a outra Laura.
Mas será que estas Lauras merecem ou será outra pessoa, aquela relação séria existente.
Só ele, ou melhor o instinto dele, pode escolher, sendo certa ou errada a escolha. Acarretará essa decisão até pôr um travão na relação séria.
AfLi
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