quarta-feira, 27 de julho de 2011

A vida e as amizades

Todos nós, independentemente da nossa idade, pensamos que quando alguém deixa de nos falar como falava, ou muda a atitude para connosco, algo está mal. Assumo, porque eu também penso assim na maioria das vezes. Mas adotei há pouco tempo uma maneira de pensar que se calhar é útil para todos aqueles que pensam que se passa algo.


Nós, homo sapiens, vamos criando relações de companheirismo e amizade ao longo da vida. Quem não se recorda, nem que seja um pequeno pedaço, do colega x ou do colega y do 1.º Ciclo ou então dos “amigos” pré-escolar ou melhor ainda, da pessoa com quem teve a primeira relação de namoro?


Como a racionalidade é incrível acabamos por dar conta que a resposta à questão anterior nunca pode ser verdadeira para todos os humanos que existem no nosso planeta, mas podemos generalizar tal pergunta e resposta retórica para a sua maioria.


Pensando então agora no seguinte: eu conheci a pessoa A e estive com ela 3 ou 4 anos. Tivemos altos e baixos, mas a força da nossa amizade superou tudo. E do nada, puff… Acabou, deixou de haver interesse em falar com a pessoa ou então, passou a ser alguém indiferente para nós, mas entretanto conheci a pessoa B.


A vida lança-nos um grande desafio: o da aprendizagem. Como já digo há muito, desde que nascemos até à nossa morte aprendemos com todas as pessoas que passam pela nossa vida.


Eu acredito que como seres sociais temos um objetivo que, em muito dos casos, é desconhecido e raramente damos como cumprido, quando nos relacionamos com uma pessoa.


É do género de uma reação enzimática, obrigatória ou não: estreitamos os laços de amizade com a pessoa, cumprimos o nosso objetivo e depois, ou a pessoa, ou nós, diz-nos Obrigado e que está sempre disponível para nós; ou seja, nós ajudamos a pessoa em questão a decidir em determinado caso sobre determinado assunto sobre uma qualquer situação.


Com tudo isto é preciso também ter em conta que temos de saber dizer “chega” e “basta” quando está no momento oportuno. O mais complicado é descobrir esse momento. Muitas das vezes não sabemos quando é o tal momento oportuno.


A experiência própria acaba por transmitir às relações futuras, uma chave para se definir o objetivo da relação e para percebermos o momento “basta” na mesma.


Falando por mim, já tive uma relação para ajudar uma pessoa a crescer e perceber o curso que tal pessoa queria para a Universidade, já tive outra que culminou com a junção de duas pessoas e outra que serviu para ajudar colegas para o Exame Nacional.


Em conclusão, não podemos deixar de seguir o rumo que nos é destinado. Apenas temos de usufruir o que nos é dito e darmos à manivela, ou melhor, à chave, para que a nossa vida corra sobre rodas.