É como desenhar um boneco qualquer a carvão, com pouca cor e brilho - apagado de tudo o que é colorido e brilhante. Àquela folha de papel, golfadas de ar, fazendo soprar os restos da borracha que ali estruvavam a contínua leve mão a desenhar na folha branca.
Numa base tão sólida como tão líquida ao mesmo tempo, a folha do desenho de carvão estava em cima de um aquário paralelípepedo com um tampo de madeira já velha e com poucas forças para resistir muito mais.
Num dos lados a madeira parecia dar de si, já se rachava e eu, acabava sempre por tentar fazer mais força no outro lado, para fazer com que aquele pedaço de história se pudesse manter ali vivo e na forma mais ou menos original como quando me foi oferecido, há uns anos, no verão, em pleno agosto.
Quando não tenho vontade de continuar o desenho, guardo-o na primeira gaveta do meu camiseiro, mas conitnuo a ver tal tábua semi-partida e ela faz-me chorar, pensando que ou eu consigo arranjá-la, ou então, todos os meus sonhos vão por água abaixo.
Sim, aquela tábua de madeira era a razão pela qual eu podia dizer que sonhava todas as noites por um futuro tão estável e harmonioso.
Mas tenho dúvidas das minhas capacidades. Não sei se estou em pé de igualdades com os bons! Tenho medo, mas agora já não mundinho - a tábua já está rachada. E não tenho magia para a concertar.
Só posso fazer isso daqui a uns anos - tenho medo...
PS: Não sei se tem muito sentido os segmentos frásicos anteriores, mas é um ficfacto text!
Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.
ResponderEliminarenfim......
Fernando Pessoa