Ele estava cada vez mais mudado, deixou de se interessar pelo que se tinha passado com a irmã enquanto ele esteve em Londres. Achou que ela, como maior e vacinada que era, tinha de ser responsável e por isso ele desinteressou-se.
Pensaram que contactar todos os colegas do 10.º ano e irem dar uma volta ao maior parque da cidade deles. O maior problema foi que na paragem em que eles iam apanhar o autocarro falhou uma carreira. Como alternativa, o senhor dos transportes, Daniel, propõe em irem todos numa carreira que daria também ao mesmo sítio, mas por outro caminho. A viagem corre bem e quando saem do mini, Daniel deixa-os, pretendendo assim, ter consciência, da falta daquela carreira. É acompanhado, no entanto,por uma colega de outra turma que se havia infiltrado. Mal ele chega ao ponto de enontro, começa o telemóvel a tocar desalmado, era sempre chamadas atrás de chamadas, sms atrás de sms e quando, por sorte Daniel atende uma, e dizem que uma das colegas caiu, ele começa a correr desalmadamente, sobe a colina e quando chega ao sítio onde está a turma, fica a par da situação. A sua irmã, Adriana tenta acalmar a colega que caiu, mas ela dificilmente consegue sorrir. Tem a face bonita e rosada feita em lágrimas, não parecia a mesma pessoa que Daniel havia conhecido.
Após Anabela ter sido levada para o hospital, e os restantes colegas, continuam a passeada pelo parque, Adriana intigra-se q tenta soltar umas lágrimas, sinceramente, não sei se consegue. Vi, e isso vi bem, foi Daniel, e pensei, tal como ele, a vida que ele levava como o senhor dos autocarros e agora culpava-se pelo que aconteceu a Anabela. Passou o resto da manhã a dizer e entoar alto: "E se tivessemos vindo no 17?". Rapidamente a irmã diz que ele está a pensar de forma errada, no entanto, Daniel faz fachada, no seu interior, continua desmoronado e completamente desterrado.
Passma dias e dias e Daniel perde o apetite, perde a vontade de fazer o jantar, de acabar o secreto curso dele, de tudo o que tinha feito na vida; e melhor a partir de agora tinha medo de dar alternativas aos colegas para irem para diferentes sítios.
Para ele, passa um mês a correr, e sem ele esperar e quase sem forças cambaleia pelas ruas da Cidade Universitária, sem rumo, com as costas coladas ao estômago, e com a cabeça feita num oito.
Sem mais nem menos aparece-lh à frente um grupo de vagabundos, porém não lhe exigem mais nada do que ele consumir droga.
Daniel, a pessoa certinha, estava agora sem cabeça e com o espírito em baixo e decidiu experimentar a substância que lhe haviam oferecido; ele como estava não tinha consciência de que "aquilo" lhe ia fazer mal. Ele experimenta via oral, nasal e até num dos sítios mais remotos espectam-lhe na divisão entre o braço e o antebraço uma seriga com uma substância estranha.
Sem consciência de si, vem para casa, como um sem-abrigo, e mal entra à porta caí redondo no chão.
Acho que se Daniel pudesse havia escrito algo para conformar a irmã, no entanto, não teve tempo apra o fazer. Adriana perante esta situação larga a faca que tinha na mão e abraça com cumplicidade o irmão de modo a ele despertar.
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