domingo, 19 de abril de 2009

A 2, não é difícil (Parte 25)

Certamente que após aquela carta, Adriana corroeu-se por dentro, mais uma vez, no entanto, teve-se de fazer de forte para Daniel, não reparar que ela se tinha emocionado com a carta. A primeira coisa que ela decide fazer é pôr-lhe os phones, com uma suave música. Era um dos conselhos do médico, Daniel precisava de exercitar todos os músculos e Adriana, ajudou-o a exercitar o sentido auditivo. Porém, por volta da hora do jantar, Adriana decide ir para casa. Assim o fez, ela, quando chega, cansada e completamente enlagrimada. Pensa mais uma vez, que havia sido a culpada de tudo o que se está a passar a Daniel. Relembrou-se da conversa do médico:
"Boa Tarde, eu sou o Dr. Feijó, vou explicar-lhe tudo o que fizemos ao seu irmão. Ele, sofria de uma pressão cerebral bastante elevada, devido ao excesso de trabalho que tinha e para além disso demonstrou um quadro bastante elaborado de stress e início de uma depressão. Só algo bastante grave é que poderia ter feito o que fez. Sabe o que pode ter causado isto ao doente? Adriana respondeu afirmativamente que possivelmente devia ser a conjugação de todos os sintomas e desejos, saudades que ele tinha. Nós perdemos os nossos pais, numa viagem, vivemos os dois juntos há quase quatro anos e ultimamente eu tenho andado diferente. Ele deve-se ter achado culpado e aocnteceu-lhe isto. O médico respondeu que era muito provável que isso fosse a causa do que se tinha passado."
Adriana, passados quase quatro anos, decide olhar para o passado e ver as fotografias que tinha da família, do real irmão, e dos pais. Complementou toda a amargura com um bom copo de água, como era hábito. Após reviver todos os actos que se tinham passado, decide escrever um texto, onde demonstrou o tudo e o todo. Escreveu, linha a linha, todas as razões, todos os motivos, todos os contextos, para que depois os pudesse guardar para ela.
Passam-se 30 dias, chega o momento de Daniel regressar a casa. Estranhamente a casa encheu-se de gente. Adriana tinha convidado as pessoas que ele mais gostava, Adosinda, Madalena, José, José Pedro, Andreia, entre outros. Era de louvar aquela situação.
Engraçada foi a noite, depois de a festa terminar... Foi passada como nada tivesse acontecido, depois de Setembro. Daniel ensinou Adriana a cozinhar os pratos que ele fazia e nessa noite, foi ela que fez o jantar. Ele, ao saborear, reconheceu o paladar, de que à muito não comia. Após o fim do jantar, foram ver televisão, bem juntos como irmãos mesmo. O tal jogo que Adriana detestava jogar, foi jogado entre eles, na maioria da noite... Ficaram empatados no final. Daniel pediu a desforra. Mas acabaram de adormecer de mãos dadas, no sofá, tapados com a mantinha multicolor da mãe de Adriana.

1 comentário:

  1. "eu tenho andad diferente"...

    não tenho nada a assinalar. há coisas que não compreendo. decisões, oções, escolhas. talvez seja mesmo o lado irracional e animalesco a dominar.

    eu não compreendo. não tenho nada a assinalar...

    não tenho nada a assinalar. eu não compreendo...

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