quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Daqui pralí....

De um lado ou outro da sala, passa gente e gente, mas sempre qualquer coisinha fica ali, a remoer, a pensar assim, ou assado, cozido ou frito. Muitos dizem que ao escrever contamos a nossa vida, porém isso só acontece, caso a pessoa que leia o texto seja sensível. Voltando-nos agora para um caso particular, mas generalista, encontramos novamente Carlos deixado ao abandono, triste, a resmungar com os seus próprios botões. Mas algo se avizinha, algo raro e muito complexo, algo que revolucionará a vida de Carlos. Poderão pensar que é a ida para uma escola como ele gosta, uma Academia, mas não, podem pensar que é uma namorada, mas não. Escusado será dizer que ninguém, mas mesmo, ninguém sabe do que Carlos está a fazer, ou a planear fazer. Tendo assim que refazer, mais uma vez, o seu projecto de vida, não ao lado de Leonor, mas sim só! Mas não só, da maneira habitual, como se pensa, sozinho! Não, não é assim. É um tipo específico de solidão, aquele em que ele, por mera amizade com os outros, constrói uma ligação. Na química podemos afirmar que existem 3 tipos de ligação: a covalente, a iónica e a metálica. Acho que Carlos passou pela ligação covalente, pela ligação iónica mais recentemente, mas conseguiu-se libertar, finalmente, das "garras" das outras ligações, formando agora assim uma ligação metálica. Tentou transformar-se! Essa transforção realizou-se indiscutivelmente apenas em 5 minutos, pouco tempo para 24 horas, mas bastou. Ele aí deixou de ser aquele louco apaixonado por Leonor, sendo esta responsável pela tal ligação covalente, também deixou de ser aquele rebaixador estúpido e singelo, da ligação iónica. Passou-se assim com compaixão, visão da realidade e com a mesma simpatia de sempre para a frente. Achar que as pessoas que se "amam" nunca devem ser avaliadas pela forma física, mas sim pela forma psicológica, fez parte da "Escola Química". Agora ele passou a ser um mero e simples positrão, dentro deste mar completo de electrões, que é a vida. Poder-se-á dizer que os resultados foram à volta de 16, faltou ali qualquer coisita para ter o tal 18 esperado. Deixando a dita escola, Carlos, o positrão, já afastado de Leonor, um protão (mas diferente) começou a construir uma nova "vida". Era bom que pudessemos voltar a trás e não ter escolhido aquele sentimento parvo, mas bonito que nos atormentou durante muito tempo. Podemos dizer que renasceu! Caso raro, mesmo raríssimo, mas aocnteceu. Apenas uma coisa se mantém: Leonor também fazia parte do mar de eleprotões. Carlos deixou as coisas correrem de mais, ficou sem chão, quase que deixou de fazer parte da actual ligação dele, mas o conjunto de pessoas, incluindo Leonor, aquela miúda positiva. Aí entram também Carla (a fintrão), Nádia (a chinão), Joanas (as benzonas), Pedrocas (o ajudão), Leonel (o espertalhão), o Zé (o brincalhão), a Patrícia (aquela coisa fofa), entre outros.
Muitos se lembram e se lembrarão daquele Carlos iónico ou covalente, mas não voltará a acontecer.
Agora, no final, dado para uns pontos simpatissíssimos nos i's:
Cara Leonor, como sabe, não vale a pena esconder qualquer mensagem de qualquer coisa, porque para além da vasta rede de "mosquitas" existentes, há sempre um método infalível da saber as novidades, deixando de parte as indecisões.
Cara Joana (1) e Patrícia (em nome de todos os eleprotões), o obrigado! Foi um passo determinante na vida, que se deu, que se manterá e que se relembrará sempre.
Um projecto de vida, é redondamente, completamente, alterado todos os dias, mas há sempre qualquer coisa que falha, 0,0001% tem de falhar. Há sempre variadíssimas hipóteses de ter um seguimento no que queremos, realizando os nossos sonhos, deixando pessoas que se goste, mesmo que seja muito, para trás, apesar de custar imenso. Isso é um passo para toda a HUMANIDADE andar, reformular-se e criticar-se. Assim, surgirá um novo Renascimento.
Uma coisa: Poderá sempre haver período masi em baixo, mas Carlos terá sempre alguém em que se possa apoiar. Olhar em frente, pensar positivo em si si si...

3 comentários:

  1. epa tu mudas-te imenso
    cresceste imenso
    o que tu escreves-te estava muito bonito, nunca pensei que escrevesses tao bem.
    essa chinão sou eu?

    vais ver que este novo começo vai ser bom

    adoro.te nunca te esqueças disso

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  2. Escreves muitíssimo bem e este texto não é nenhuma excepção. Aliás, este texto até está maravilhosamente bonito! ^^

    Espero que te mantenhas forte, porque sei que o és!

    Sem soar convencido, gostava de agradecer pela minha presença no texto, Obrigado!

    E, mais uma vez, PARABÉNS!

    =D teu amigo,
    RP

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  3. Adorei Duarte! O texto está extremamente bem escrito e muito realista.

    Parabéns
    Beijinho*

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